2006-07-26
2006-07-22
Um blogue é (só) uma casa
E eu mudo-me, de malas e bagagens.
Como de todas as vezes que me mudei, e já tive muitas casas (não destas, mas a sério), saio com tristeza. Ainda não empacotei tudo, não sei o que faça com estas paredes e custa-me muito pensar nisso, agora.
Não quero sair e bater com a porta, quero demorar-me e sair de mansinho.
A quem me espreitou pelas janelas, um beijinho e, quem sabe, um até já.
Como de todas as vezes que me mudei, e já tive muitas casas (não destas, mas a sério), saio com tristeza. Ainda não empacotei tudo, não sei o que faça com estas paredes e custa-me muito pensar nisso, agora.
Não quero sair e bater com a porta, quero demorar-me e sair de mansinho.
A quem me espreitou pelas janelas, um beijinho e, quem sabe, um até já.
2006-07-21
3h da manhã, 39º de febre
e um bebé que percorre a cama de uma ponta à outra, de pé, em risos e sons com a boca.
Conversa de balneário
Uma amiga que consulta um especialista em acupunctura, alerta-me para o facto de, segundo ele, a roupa interior preta atrair más vibrações.
Eu conformo-me. Prefiro essas más energias à insipidez da lingerie branca.
(Bem me bastaram os soutiens de amamentação!)
Eu conformo-me. Prefiro essas más energias à insipidez da lingerie branca.
(Bem me bastaram os soutiens de amamentação!)
Os meus amigos são amigos deles
Anteontem a S. e o E. jantaram connosco, e foi a S. que fez quase tudo com ela. No dia a seguir ouvi-a levantar-se e correr para a sala. Veio de lá a choramingar: "A Xanda????"
Ontem estava a dizer-lhe que a S. e a C. iam lá a casa e ela: "A I. gosta delas!".
A meio da noite acordou a berrar pela Cataíiiiiiiiiina e foi difícil convencê-la a deitar-se outra vez.
Gosto.
Ontem estava a dizer-lhe que a S. e a C. iam lá a casa e ela: "A I. gosta delas!".
A meio da noite acordou a berrar pela Cataíiiiiiiiiina e foi difícil convencê-la a deitar-se outra vez.
Gosto.
Gargalhadas logo de manhã
A Tap Vitoria envia-me um mail:
"Exmª Senhora F.,
Está à procura de uma forma divertida de passar o Verão com a família e amigos? O Vila Sol Spa & Golf tem a oferta perfeita para si."
"Exmª Senhora F.,
Está à procura de uma forma divertida de passar o Verão com a família e amigos? O Vila Sol Spa & Golf tem a oferta perfeita para si."
Incompatibilidades
O meu filho e uma cama de grades.
Não consigo descrever o que se passa na cama de viagem onde ele dorme (e não se magoa nas investidas contra as redes).
Não consigo descrever o que se passa na cama de viagem onde ele dorme (e não se magoa nas investidas contra as redes).
Da maternidade e outras coisas
Num momento estou num concerto a dançar e a cantar, cerveja e cigarro na mão, no outro estou em casa com o meu filho com febre, os sorrisos dele ainda assim, as brincadeiras de gato na cama, com o lençol.
A maternidade em mim tem (afinal) alguns períodos de intermitência.
Ontem, durante umas horas, esqueci-me. E foi bom.
Depois voltou e também foi bom.
A maternidade em mim tem (afinal) alguns períodos de intermitência.
Ontem, durante umas horas, esqueci-me. E foi bom.
Depois voltou e também foi bom.
2006-07-20
Ter filhos
devolveu-me a sensação de euforia que só sentia quando saía à noite furando o apertadíssimo controlo a que o meu pai me sujeitava (pai, pai...).
No dia em que o meu entusiasmo atinge píncaros há muito tempo esquecidos, sinto-me mesmo muito parvinha, e isso é visível, ora reparem neste diálogo:
(no msn)
Eu: "É HOJE! É HOJE! É HOJE! É HOJE! É HOJE! É HOJE! É HOJE! É HOJE! É HOJE! É HOJE! É HOJE! É HOJE!"
Cunhada: (silêncio)
Eu: "Então, nao estás nem levemente histérica?"
Cunhada: "Não!
Eu: "Como é que isso é possível?"
Cunhada: "Não sou mãe, sou solteira, tenho mais disponibilidade para concertos e assim"
E eu rio-me que nem uma perdida.
No dia em que o meu entusiasmo atinge píncaros há muito tempo esquecidos, sinto-me mesmo muito parvinha, e isso é visível, ora reparem neste diálogo:
(no msn)
Eu: "É HOJE! É HOJE! É HOJE! É HOJE! É HOJE! É HOJE! É HOJE! É HOJE! É HOJE! É HOJE! É HOJE! É HOJE!"
Cunhada: (silêncio)
Eu: "Então, nao estás nem levemente histérica?"
Cunhada: "Não!
Eu: "Como é que isso é possível?"
Cunhada: "Não sou mãe, sou solteira, tenho mais disponibilidade para concertos e assim"
E eu rio-me que nem uma perdida.
Curtas II
Na casa da ama, passa por mim, dá um pontapé num brinquedo, mais à frente noutro, chega ao sofá e dá um safanão num boneco enquanto explica:
"Estou zangada!!!!!"
(Os genes, ai os genes)
"Estou zangada!!!!!"
(Os genes, ai os genes)
2006-07-19
Do infantário II
Confesso que nunca me angustiou muito a questão da escolha do infantário. Desde que tenha boas referências e goste do sítio, tudo bem.
(A dificuldade era mesmo arranjar referências, uma vez que não somos de cá)
Gostei que a directora soubesse o nome dos meninos todos com que nos cruzámos.
Gostei do ambiente familiar e acolhedor (não tinha um aspecto reluzente e impecável, moderno, tinha um aspecto vivido e limpinho, confortável).
Gostei do espaço exterior comum a várias idades, com baloiços.
Gostei das paredes enfeitadas com coisas feitas pelos meninos.
Gostei da directora a defender as batas sujas.
O mais importante vai a minha filha mostrar-me, em Setembro e nos meses que se seguem.
(A dificuldade era mesmo arranjar referências, uma vez que não somos de cá)
Gostei que a directora soubesse o nome dos meninos todos com que nos cruzámos.
Gostei do ambiente familiar e acolhedor (não tinha um aspecto reluzente e impecável, moderno, tinha um aspecto vivido e limpinho, confortável).
Gostei do espaço exterior comum a várias idades, com baloiços.
Gostei das paredes enfeitadas com coisas feitas pelos meninos.
Gostei da directora a defender as batas sujas.
O mais importante vai a minha filha mostrar-me, em Setembro e nos meses que se seguem.
Do infantário
Entrou e quis ver tudo.
Desarrumou brinquedos em todas as salas e depois voltou a arrumá-los.
Desapareceu algumas vezes em explorações e quando passámos uma sala sem entrar, exigiu ver.
Brincou com os copos de iogurte e garrafas de sumo vazios. "Este é para ti, mamã, queres?", "Este é para ti papá, queres provar?".
Demorou-se nos baloiços a brincar e enquanto preenchemos papéis foi brincar com os meninos.
Foi fazer chichi com a directora que vai também ser a responsável da sala dela, e depois queria à força arrastá-la do gabinete para fora, para brincar e ver tudo o que ainda não tinha visto.
No final apareceu com uma sandes com manteiga que comeu rapidamente e tratou de ir pedir outra a seguir.
Quando viemos embora, repetiu para ela e para quem a quis ouvir "A I. volta, está bem?"
Desarrumou brinquedos em todas as salas e depois voltou a arrumá-los.
Desapareceu algumas vezes em explorações e quando passámos uma sala sem entrar, exigiu ver.
Brincou com os copos de iogurte e garrafas de sumo vazios. "Este é para ti, mamã, queres?", "Este é para ti papá, queres provar?".
Demorou-se nos baloiços a brincar e enquanto preenchemos papéis foi brincar com os meninos.
Foi fazer chichi com a directora que vai também ser a responsável da sala dela, e depois queria à força arrastá-la do gabinete para fora, para brincar e ver tudo o que ainda não tinha visto.
No final apareceu com uma sandes com manteiga que comeu rapidamente e tratou de ir pedir outra a seguir.
Quando viemos embora, repetiu para ela e para quem a quis ouvir "A I. volta, está bem?"
Numa decisão
um bocadinho tardia, e apenas porque surgiu uma boa oportunidade, resolvemos ontem inscrever a I. num infantário.
Acho que vai ser o melhor para ela, claro, mas depois de ter falado com a ama ainda agora, estou aqui com uma vontade súbita de chorar, nem sei bem porquê.
Acho que vai ser o melhor para ela, claro, mas depois de ter falado com a ama ainda agora, estou aqui com uma vontade súbita de chorar, nem sei bem porquê.
2006-07-18
29 anos e... ou Post dedicado à minha amiga S. que ainda percebe (muito) menos de cozinha que eu
(ao telefone)
"Ó mãe, aquelas coisinhas duras dos espinafres também se aproveitam?"
(A minha mãe: "Aquelas quê???")
Notas:
1. Ainda bem que não tenho comentários para não ter que explicar o que são as coisinhas duras.
2. Ainda assim, e em defesa da minha inteligência, as coisinhas duras não são os talos, ou ter-lhes-ia chamado talos.
3. Os espinafres que se compram nos supermercados não têm aquelas coisinhas duras.
"Ó mãe, aquelas coisinhas duras dos espinafres também se aproveitam?"
(A minha mãe: "Aquelas quê???")
Notas:
1. Ainda bem que não tenho comentários para não ter que explicar o que são as coisinhas duras.
2. Ainda assim, e em defesa da minha inteligência, as coisinhas duras não são os talos, ou ter-lhes-ia chamado talos.
3. Os espinafres que se compram nos supermercados não têm aquelas coisinhas duras.
O meu empenho
no ginásio vê-se não tanto na assiduidade semanal, mas no facto de passar a ferro, de manhã, os calções e a t-shirt para poder ir...
2006-07-17
Às 3h da manhã
estou a dormir na sala por causa do calor, a I. já se levantou 3 vezes, o J. já bebeu o segundo biberão da noite, está mesmo muito calor e eu só consigo pensar:
NUNCA MAIS VOU DORMIR UMA NOITE INTEIRA NA VIDA.
NUNCA MAIS VOU DORMIR UMA NOITE INTEIRA NA VIDA.
Eu não quero o melhor para os meus filhos
Eu quero o suficientemente bom, o mediano, o assim-assim.
Eu não quero que eles vistam as melhores roupas, tenham os melhores brinquedos, os melhores móveis de quarto, os melhores nada.
Eu não quero que eles andem nas melhores escolas, tenham as melhores ocupações de tempos-livres, etc e tal.
Eu não vou deixar de ir comer fora (com eles) para lhes comprar roupa de marca, não vou deixar de fazer uma viagem por ano (com eles) para eles andarem na escola mais in, não vou deixar de passear (com eles) para eles irem ao ballet, inglês, informática, conservatório, e tudo o mais.
Eu não quero o melhor para eles, eu quero o melhor para nós.
Os meus filhos vão ter o mediano, o suficientemente bom, e espero que façam com isso o melhor que conseguirem.
Eu não quero que eles vistam as melhores roupas, tenham os melhores brinquedos, os melhores móveis de quarto, os melhores nada.
Eu não quero que eles andem nas melhores escolas, tenham as melhores ocupações de tempos-livres, etc e tal.
Eu não vou deixar de ir comer fora (com eles) para lhes comprar roupa de marca, não vou deixar de fazer uma viagem por ano (com eles) para eles andarem na escola mais in, não vou deixar de passear (com eles) para eles irem ao ballet, inglês, informática, conservatório, e tudo o mais.
Eu não quero o melhor para eles, eu quero o melhor para nós.
Os meus filhos vão ter o mediano, o suficientemente bom, e espero que façam com isso o melhor que conseguirem.
Depois
de uma fita qualquer e de eu lhe ter ralhado (com razão), já me tinha esquecido, estava a ver televisão, ela ao meu lado no colo da minha mãe:
"Mãe, gostas da I.?"
Muito séria, os olhos enormes, a boca pequenina.
"Mãe, gostas da I.?"
Gosto tanto da forma como ela diz o nome dela.
"Mãe, gostas da I.?"
O suspiro, as mãos pequeninas, a olhar para mim, à espera.
"Mãe, gostas da I.?"
"Gosto, querida, claro que sim, muito!"
(E uma vontade súbita de chorar, o coração apertado)
"Mãe, gostas da I.?"
Muito séria, os olhos enormes, a boca pequenina.
"Mãe, gostas da I.?"
Gosto tanto da forma como ela diz o nome dela.
"Mãe, gostas da I.?"
O suspiro, as mãos pequeninas, a olhar para mim, à espera.
"Mãe, gostas da I.?"
"Gosto, querida, claro que sim, muito!"
(E uma vontade súbita de chorar, o coração apertado)
2006-07-14
6h da manhã
Mãozinha pequena na minha cara, "Mãe, quero deitar-me aí!".
Mau, mau Maria!
(O único momento em que aceito (com prazer) os meus filhos na minha cama e do M. é de manhã. Mas 6h da manhã não é de manhã :), e eu não queria mesmo que ela se habituasse a cirandar pela casa quando bem lhe apetece.)
Mau, mau Maria!
(O único momento em que aceito (com prazer) os meus filhos na minha cama e do M. é de manhã. Mas 6h da manhã não é de manhã :), e eu não queria mesmo que ela se habituasse a cirandar pela casa quando bem lhe apetece.)
Nada se compara
ao que se sente quando se vê um filho nosso a dormir.
Não há, de certeza, imagem mais bonita, paisagem, flor, céu, mar, sol.
Não há, de certeza, imagem mais bonita, paisagem, flor, céu, mar, sol.
2006-07-13
Sou desorientada por natureza (muito)
Combino com um amigo ele apanhar-me perto de um centro comercial.
(...)
Eu: "Quando estiveres a sair de casa dás-me um toque e esperas até eu recusar!"
Eu: "Depois dás-me outro quandro entrares na estrada XPTO e esperas até eu recusar!"
Ele: "Ahahahahah! Não me faças rir!"
Eu: "Só saio do centro comercial neste último..."
Eu: "O outro é para tentar encontrar a saída... "
(Risos, risos, risos)
(...)
Eu: "Quando estiveres a sair de casa dás-me um toque e esperas até eu recusar!"
Eu: "Depois dás-me outro quandro entrares na estrada XPTO e esperas até eu recusar!"
Ele: "Ahahahahah! Não me faças rir!"
Eu: "Só saio do centro comercial neste último..."
Eu: "O outro é para tentar encontrar a saída... "
(Risos, risos, risos)
Coisas que me cansam nos blogues
* Os blogues
Por mais que goste de um blogue, em algum momento, ele vai cansar-me. Uns voltam a cativar-me e outros perderam irremediavelmente o (meu) interesse. Obviamente isso nada diz da qualidade do blogue em questão, apenas da minha disposição para o ler.
Não acho mal. Um blogue tem que ser mais interessante para quem o escreve do que para quem o lê, na minha opinião.
* O meu próprio blogue
Manter um blogue pode, em alguns momentos, ser chato. Porque não apetece escrever, ou mesmo porque apetece. Porque há muita coisa a ter em consideração: a nossa privacidade, a dos nossos filhos, a nossa exposição, o que queremos e não queremos ouvir, partilhar, o que nos irrita.
* As apreciações/exigências que nos fazem por causa do nosso blogue
De repente as pessoas pensam que nos conhecem. E exigem coisas de nós. Que sejamos simpáticos e que respondamos aos comentários, que mantenhamos uma "linha editorial", que não as contrariemos demasiado nas suas convicções, que as deixemos comentar :).
As pessoas criam expectativas em relação a nós que não gostam de ver goradas.
As pessoas avaliam-nos por causa dos blogues que temos.
E eu não me estou a queixar.
Eu não estou a querer ofender.
Eu também não estou a querer agradar.
Eu não estou (nem preciso) a justificar-me.
Eu estou a escrever o que penso e o que me apetece escrever neste momento.
Porque é para isso que o meu blogue me serve.
Há quem goste. Há quem não goste. Tudo bem.
Só lê quem quer. Eu também só o escrevo enquanto me der prazer.
Porque é para isso que eu o tenho.
Por mais que goste de um blogue, em algum momento, ele vai cansar-me. Uns voltam a cativar-me e outros perderam irremediavelmente o (meu) interesse. Obviamente isso nada diz da qualidade do blogue em questão, apenas da minha disposição para o ler.
Não acho mal. Um blogue tem que ser mais interessante para quem o escreve do que para quem o lê, na minha opinião.
* O meu próprio blogue
Manter um blogue pode, em alguns momentos, ser chato. Porque não apetece escrever, ou mesmo porque apetece. Porque há muita coisa a ter em consideração: a nossa privacidade, a dos nossos filhos, a nossa exposição, o que queremos e não queremos ouvir, partilhar, o que nos irrita.
* As apreciações/exigências que nos fazem por causa do nosso blogue
De repente as pessoas pensam que nos conhecem. E exigem coisas de nós. Que sejamos simpáticos e que respondamos aos comentários, que mantenhamos uma "linha editorial", que não as contrariemos demasiado nas suas convicções, que as deixemos comentar :).
As pessoas criam expectativas em relação a nós que não gostam de ver goradas.
As pessoas avaliam-nos por causa dos blogues que temos.
E eu não me estou a queixar.
Eu não estou a querer ofender.
Eu também não estou a querer agradar.
Eu não estou (nem preciso) a justificar-me.
Eu estou a escrever o que penso e o que me apetece escrever neste momento.
Porque é para isso que o meu blogue me serve.
Há quem goste. Há quem não goste. Tudo bem.
Só lê quem quer. Eu também só o escrevo enquanto me der prazer.
Porque é para isso que eu o tenho.
Do filho
Eu já disse que ele se mexe muito, não disse?
Mas o melhor é que ele já usa esse capacidade para vir ter comigo, a cara bonita embrulhada em sorrisos, um ar muito satisfeito. E não há obstáculos intransponíveis.
No outro dia, na ama, viu-me chegar e ficou excitadíssimo. A pequena E. estava à frente dele, mas ele não se deixou intimidar. Passou-lhe literalmente por cima e alcançou-me o colo.
A pequena E. riu-se, compreensiva.
Mas o melhor é que ele já usa esse capacidade para vir ter comigo, a cara bonita embrulhada em sorrisos, um ar muito satisfeito. E não há obstáculos intransponíveis.
No outro dia, na ama, viu-me chegar e ficou excitadíssimo. A pequena E. estava à frente dele, mas ele não se deixou intimidar. Passou-lhe literalmente por cima e alcançou-me o colo.
A pequena E. riu-se, compreensiva.
Medo, muito medo
A minha filha descobriu que se pode levantar sozinha da cama. A meio da noite.
Tic, tic, tic, tic. Passos pequeninos, muito rápidos.
Esta noite, três vezes.
Medo, MUITO medo.
Tic, tic, tic, tic. Passos pequeninos, muito rápidos.
Esta noite, três vezes.
Medo, MUITO medo.
Curtas
No carro, a ouvir a Oxigénio, uma música que faria o M. arrepiar-se de horror dos pés à cabeça, e ela:
"Mãe, que bonito!"
Eu: "O quê, querida?"
"A música da mamã!"
(Mãe:1 - Pai:0)
"Mãe, que bonito!"
Eu: "O quê, querida?"
"A música da mamã!"
(Mãe:1 - Pai:0)
Coisas giras de trabalhar com mulheres
A minha colega virou-se agora mesmo:
"Quando era pequenina queria ser o Hulk!"
"Quando era pequenina queria ser o Hulk!"
Curtas
Todos os dias, de manhã, quando deixamos o pai no comboio:
"Pai, dá beijinho ao J.!!"
Hoje acrescentou:
"Pai, vai depressa, o comboio está a andar!!!"
"Pai, dá beijinho ao J.!!"
Hoje acrescentou:
"Pai, vai depressa, o comboio está a andar!!!"
2006-07-12
Os homens e as mulheres
dizem as mesmas coisas, mas com palavras diferentes.
Eles dizem "gira", "boazona" e "tesuda", eu diria "engraçadinho", "giraço" e depois falta-me o termo para os que tiram a respiração ou, pelo menos, a atrapalham.
Engraçadinho é o típico menino bonito ao qual eu nunca consigo achar muita piada, não podendo, ainda assim, dizer que ele não tem tudo realmente bonito. Mas é assim uma coisa enjoativa, de tão perfeita.

O giraço é muito mais interessante. Além de giro sem enjoar é também jeitoso e tem uma aura qualquer à volta, assim uma espécie de íman. Normalmente todas as mulheres lhe acham alguma piada, reúne consenso. Como o "boazona" deles.

O outro que nem sei bem como lhe chamar é o mais difícil de definir. Para mim não tem definição, nem tipo. É aquele que tem qualquer coisa que às vezes nem se sabe o que é, mas que prende. É aquele que para mim é isto tudo e para a rapariga do lado é completamente indiferente, banal. A mim chamam-me sempre a atenção os olhos e os sorrisos. Pode não ser giro, nem especialmente jeitoso, mas é o tal.
Não podendo, mais uma vez, colocar aqui a foto do meu homem-tal de eleição :), vou repescar um que ilustra bem a coisa.

(Ai, que horror, "casada" e com dois filhos, a escrever um post destes...)
Eles dizem "gira", "boazona" e "tesuda", eu diria "engraçadinho", "giraço" e depois falta-me o termo para os que tiram a respiração ou, pelo menos, a atrapalham.
Engraçadinho é o típico menino bonito ao qual eu nunca consigo achar muita piada, não podendo, ainda assim, dizer que ele não tem tudo realmente bonito. Mas é assim uma coisa enjoativa, de tão perfeita.

O giraço é muito mais interessante. Além de giro sem enjoar é também jeitoso e tem uma aura qualquer à volta, assim uma espécie de íman. Normalmente todas as mulheres lhe acham alguma piada, reúne consenso. Como o "boazona" deles.

O outro que nem sei bem como lhe chamar é o mais difícil de definir. Para mim não tem definição, nem tipo. É aquele que tem qualquer coisa que às vezes nem se sabe o que é, mas que prende. É aquele que para mim é isto tudo e para a rapariga do lado é completamente indiferente, banal. A mim chamam-me sempre a atenção os olhos e os sorrisos. Pode não ser giro, nem especialmente jeitoso, mas é o tal.
Não podendo, mais uma vez, colocar aqui a foto do meu homem-tal de eleição :), vou repescar um que ilustra bem a coisa.

(Ai, que horror, "casada" e com dois filhos, a escrever um post destes...)
Fases
Até nisto dos blogues há fases. (As fases são tramadas)
Não sei muito bem em que fase estou, e agora também não me apetece muito pensar nisso e no porquê destas mudanças.
Há bocado, a caminho do centro comercial onde combinei almoçar com uma amiga, o calor sufocante (ai o Verão!), ocorreu-me o seguinto pensamento:
Neste momento apetece-me escrever porque gosto e não para que gostem.
Faz sentido?
(Mais um post-pergunta, Rita)
Não sei muito bem em que fase estou, e agora também não me apetece muito pensar nisso e no porquê destas mudanças.
Há bocado, a caminho do centro comercial onde combinei almoçar com uma amiga, o calor sufocante (ai o Verão!), ocorreu-me o seguinto pensamento:
Neste momento apetece-me escrever porque gosto e não para que gostem.
Faz sentido?
(Mais um post-pergunta, Rita)
Eu e as palavras
temos uma relação estranha.
Sinto que me entendo melhor com elas nos meus momentos menos bons. É nessas alturas que preciso mais delas, das minhas, de as escrever. Ajudam-me, organizam-me, servem-me os propósitos.
Nas minhas alegrias preciso menos delas, chega-me o sentimento, tenho a sensação de estar completa.
(Talvez por isso este blogue tenha tantas vezes um tom de queixa, de aparente infelicidade.)
Mas é nas tristezas dos outros que elas me falham mais. Desprezo-as, parecem-me tão pouco.
É nessas tristezas que eu preciso mais delas e elas me parecem mais inúteis.
Sinto que me entendo melhor com elas nos meus momentos menos bons. É nessas alturas que preciso mais delas, das minhas, de as escrever. Ajudam-me, organizam-me, servem-me os propósitos.
Nas minhas alegrias preciso menos delas, chega-me o sentimento, tenho a sensação de estar completa.
(Talvez por isso este blogue tenha tantas vezes um tom de queixa, de aparente infelicidade.)
Mas é nas tristezas dos outros que elas me falham mais. Desprezo-as, parecem-me tão pouco.
É nessas tristezas que eu preciso mais delas e elas me parecem mais inúteis.
Curtas
De manhã, eu a calçar-lhe os ténis.
"Cala a boca, Bárbara! Cala a boca, Bárbara!"
Ela: "Não canta!!!"
"Cala a boca, Bárbara! Cala a boca, Bárbara!"
Ela: "Não canta!!!"
De ontem

O meu filho, como vem sendo hábito nos últimos dias, resistiu ao sono mas adormeceu a tempo e horas.
A I. foi para a cama também antes de sairmos de casa.
Chegámos a tempo de tomar um café descontraídos antes do concerto.
Encontrámos malta conhecida duas filas à frente.
E eu reafirmo, em cada momento destes, que a música é dos maiores prazeres que tenho na vida.
(Obrigada aos amigos babysitters)
De quando era muito miúda
chegam-me imagens difusas, algumas incrivelmente nítidas. A casa em Lisboa, o meu quarto e a cama que me parecia altíssima. O canto da sala entre o sofá e a aparelhagem. As escadas da casa na G., de pedra, muitas, muitas, e a lareira. O Natal e a fogueira em frente à igreja.
A minha mãe a cantar para adormecer o meu irmão mais novo, eu a tentar dormir no quarto ao lado, o pavor da morte. (Era nessa altura assaltada regularmente por esse medo na hora da sesta)
Hoje, porque a ouvi, lembrei-me desta música, nesses tempos idos:
Valsinha
de Chico Buarque / Vinícius de Morais
"Um dia, ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto, convidou-a pra rodar
E então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça, foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz"
A minha mãe a cantar para adormecer o meu irmão mais novo, eu a tentar dormir no quarto ao lado, o pavor da morte. (Era nessa altura assaltada regularmente por esse medo na hora da sesta)
Hoje, porque a ouvi, lembrei-me desta música, nesses tempos idos:
Valsinha
de Chico Buarque / Vinícius de Morais
"Um dia, ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto, convidou-a pra rodar
E então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça, foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz"
A página do blogger
está longe de ser uma folha em branco onde passamos a mão antes de escrever, mas hoje foi essa a sensação que tive.
É bom.
É bom.
2006-07-11
Experiência... 7, 8, 9...
Detenho-me a olhar para o blogue uns segundos. Parece-me presunçoso o "Mandar bitaites por mail".
Do lado direito, em cima, está (sempre) disponível o link que faz a mesmíssima coisa.
Xô "Mandar bitaites por mail".
Peço desculpa aos habituais leitores tanta experiência. Estamos em período de (in)definições.
Do lado direito, em cima, está (sempre) disponível o link que faz a mesmíssima coisa.
Xô "Mandar bitaites por mail".
Peço desculpa aos habituais leitores tanta experiência. Estamos em período de (in)definições.
Por mail
Eu: "Descobri, em tempo suficientemente reduzido para não desistir por falta de paciência, como programar o rádio do carro. Diz adeus à Antena 1 e 2, dá as boas-vindas, com um sorriso, à Radar e à Oxigénio.
(Postos 1 e 2, para não apanhares um susto)"
Ele: "O que durará até à data em que eu voltar a pegar no carro"
(Postos 1 e 2, para não apanhares um susto)"
Ele: "O que durará até à data em que eu voltar a pegar no carro"
2006-07-10
Coisas que me irritam nos comentários
(isto agora é uma alegria)
1. Competições de comentários: ora vamos lá ver se eu tenho mais comentários que aquela. Então, ainda não comentaste no meu blogue? Comenta lá, para eu ter muitos.
Se eu tiver mais comentários então o meu blogue é mais popular e, de certeza, melhor que os outros todos.
2. Comentários amén: ah, pois é. Tens toda a razão. Isso, isso. Sim, sim. Claro, pois não. Pois é. Concordo contigo.
(Aqui estou a generalizar o que é um erro. Mas assumido.)
3. Deixar de escrever coisas por causa dos comentários. Ter que justificar-me por causa dos comentários. Os comentários podem ser castradores.
4. Ter comentários é viciante. Deixa lá ver o que é que escreveram. Eh pá, respondo ou não. Agora não tenho tempo. Mas ai, espera, espera.
5. SPAM
(Isto agora assim de repente)
1. Competições de comentários: ora vamos lá ver se eu tenho mais comentários que aquela. Então, ainda não comentaste no meu blogue? Comenta lá, para eu ter muitos.
Se eu tiver mais comentários então o meu blogue é mais popular e, de certeza, melhor que os outros todos.
2. Comentários amén: ah, pois é. Tens toda a razão. Isso, isso. Sim, sim. Claro, pois não. Pois é. Concordo contigo.
(Aqui estou a generalizar o que é um erro. Mas assumido.)
3. Deixar de escrever coisas por causa dos comentários. Ter que justificar-me por causa dos comentários. Os comentários podem ser castradores.
4. Ter comentários é viciante. Deixa lá ver o que é que escreveram. Eh pá, respondo ou não. Agora não tenho tempo. Mas ai, espera, espera.
5. SPAM
(Isto agora assim de repente)
Emocionam-me os filhos
Os meus, os dos outros, até os que não conheço de lado nenhum senão dos blogues.
Desde que me lembro que quero ter filhos, e mesmo a I. não tendo sido planeada ("ah, daqui a um ano pensamos nisso") lembro-me de desejar com toda a força das minhas entranhas ser mãe.
Eu acho que tinha mesmo que ter filhos. Tenho a certeza que seria menos feliz sem eles, incompleta, vazia de alguma forma.
Mas depois de uma fase absolutamente maravilhada, passo para a fase eu-tenho-filhos-e-gosto-mas-também-gosto-muito-de-mim-e-preciso-de-tantas-outras-coisas.
Eu adoro ir almoçar fora (sem filhos).
Eu adoro ir ao cinema (sem filhos).
Eu adoro sair à noite e quiçá até beber até ficar alegre (sem filhos).
Eu adoro passar um dia inteiro, dois dias inteiros, uma semana inteira, talvez quinze dias inteiros (três semanas inteiras se valer mesmo a pena) só com o M. a passear (sem filhos).
Eu adoro estar com os meus amigos (sem filhos).
Eu adoro ir a concertos, teatros, feiras, etc (sem filhos).
Eu adoro as horas sem filhos, quando eles já dormem.
E tanta, tanta, tanta coisa mais.
Eu adoro e adoro sem culpas, sem estranhezas, sem auto-recriminações.
Aliás, o que eu acho mesmo muito estranho é o contrário. São as pessoas para quem os filhos bastam, preenchem tudo.
Desde que me lembro que quero ter filhos, e mesmo a I. não tendo sido planeada ("ah, daqui a um ano pensamos nisso") lembro-me de desejar com toda a força das minhas entranhas ser mãe.
Eu acho que tinha mesmo que ter filhos. Tenho a certeza que seria menos feliz sem eles, incompleta, vazia de alguma forma.
Mas depois de uma fase absolutamente maravilhada, passo para a fase eu-tenho-filhos-e-gosto-mas-também-gosto-muito-de-mim-e-preciso-de-tantas-outras-coisas.
Eu adoro ir almoçar fora (sem filhos).
Eu adoro ir ao cinema (sem filhos).
Eu adoro sair à noite e quiçá até beber até ficar alegre (sem filhos).
Eu adoro passar um dia inteiro, dois dias inteiros, uma semana inteira, talvez quinze dias inteiros (três semanas inteiras se valer mesmo a pena) só com o M. a passear (sem filhos).
Eu adoro estar com os meus amigos (sem filhos).
Eu adoro ir a concertos, teatros, feiras, etc (sem filhos).
Eu adoro as horas sem filhos, quando eles já dormem.
E tanta, tanta, tanta coisa mais.
Eu adoro e adoro sem culpas, sem estranhezas, sem auto-recriminações.
Aliás, o que eu acho mesmo muito estranho é o contrário. São as pessoas para quem os filhos bastam, preenchem tudo.
Experiência... 1, 2, 3...
Blogue sem comentários por uma semana.
O mail está disponível para quem o quiser usar.
O mail está disponível para quem o quiser usar.
Frase muito ouvida no fds
"Eh pá, estás gira, agora!"
E a pergunta que se impõe: mas estava assim tão feia antes??
E a pergunta que se impõe: mas estava assim tão feia antes??
Coisas que me chateiam no blogue
Que não me percebam o sentido de humor. Que achem que estou a falar a sério quando estou a gozar.
No fundo o que me chateia é ter que pensar nisso.
Não penso mais, pronto!
(E é que começo já a seguir!)
No fundo o que me chateia é ter que pensar nisso.
Não penso mais, pronto!
(E é que começo já a seguir!)
Menina M.:
Não voltas a levar areias* lá para casa, está bem?
(*Por favor não me perguntem o que são areias. Quem não sabe o que são areias desce já uns pontos na minha consideração! :) )
(*Por favor não me perguntem o que são areias. Quem não sabe o que são areias desce já uns pontos na minha consideração! :) )
2006-07-07
Do sono ou Eram 5h e tal da manhã e eu tinha sono, mas ri-me na mesma
O J. continua a acordar a meio da noite para comer. (Irra)
Normalmente o M. prepara o biberão enquanto eu lhe aguento o choro.
Esta noite, no segundo despertar, dou o habitual empurrão ao M. (que dorme como uma pedra) e digo-lhe: "Vai fazer o biberão!".
Ele responde: "Mas eu já fiz!!"
(Risos)
Normalmente o M. prepara o biberão enquanto eu lhe aguento o choro.
Esta noite, no segundo despertar, dou o habitual empurrão ao M. (que dorme como uma pedra) e digo-lhe: "Vai fazer o biberão!".
Ele responde: "Mas eu já fiz!!"
(Risos)
Está quase a fazer 3 anos
que, por imposição de um bebé a crescer-me na barriga, deixei de fumar.
Ultimamente tem-me apetecido tanto, tanto, tanto, tanto.
(Sim, sim, já sei, "Nem penses nisso")
Ultimamente tem-me apetecido tanto, tanto, tanto, tanto.
(Sim, sim, já sei, "Nem penses nisso")
Curtas
(No carro, a caminho do trabalho)
Ela: "Mãe, um tigre! Viste?"
Eu, a rir: "Não só não o vi, como acho muito improvável que tu o tenhas visto!"
Ela, dedo espetado: "Não fales assim comigo!"
A minha filha não só percebe o meu sentido de humor, como até o rejeita.
Ela: "Mãe, um tigre! Viste?"
Eu, a rir: "Não só não o vi, como acho muito improvável que tu o tenhas visto!"
Ela, dedo espetado: "Não fales assim comigo!"
A minha filha não só percebe o meu sentido de humor, como até o rejeita.
A 7/7/77
nasceu a pessoa mais bonita que conheço.
Só em Setembro de 98 é que nos cruzámos, mas desde então partilhamos a vida.
Parabéns!
Só em Setembro de 98 é que nos cruzámos, mas desde então partilhamos a vida.
Parabéns!
2006-07-06
O meu filho
entrou na fase das comidas irritantes.
Explico: já não come só sopa, mas ainda não come comida a sério, bacalhau à brás, peixe no forno, arroz de lulas.
Assim, vejo-me na necessidade (mais uma vez) de inventar comidas. Purézinhos, coisas semi-desfeitas que sejam saborosas e nutritivas.
Ora, eu não sou boa a inventar.
Eu nem sequer tenho muita paciência para cozinhar comidinha bem explicada no pantagruel (comprado com 50% de desconto na feira do livro) ou qualquer outro, quanto mais para inventar receitas. Melhor: eu tinha, e ainda tenho, mas não é na correria trocar fraldas - preparar biberons - dar banhos - adormecer - contar histórias - lavar dentes, de todos os dias. É com tempo.
Lá vou eu buscar o tal livro à prateleira. E cozinhar dois jantares diferentes (além da malfadada sopa).
Bom, bom, é que na mesma prateleira ou em qualquer outro sítio, estivesse arrumada uma cozinheira fantástica que todos os dias me fizesse o jantar.
Isso é que era.
Explico: já não come só sopa, mas ainda não come comida a sério, bacalhau à brás, peixe no forno, arroz de lulas.
Assim, vejo-me na necessidade (mais uma vez) de inventar comidas. Purézinhos, coisas semi-desfeitas que sejam saborosas e nutritivas.
Ora, eu não sou boa a inventar.
Eu nem sequer tenho muita paciência para cozinhar comidinha bem explicada no pantagruel (comprado com 50% de desconto na feira do livro) ou qualquer outro, quanto mais para inventar receitas. Melhor: eu tinha, e ainda tenho, mas não é na correria trocar fraldas - preparar biberons - dar banhos - adormecer - contar histórias - lavar dentes, de todos os dias. É com tempo.
Lá vou eu buscar o tal livro à prateleira. E cozinhar dois jantares diferentes (além da malfadada sopa).
Bom, bom, é que na mesma prateleira ou em qualquer outro sítio, estivesse arrumada uma cozinheira fantástica que todos os dias me fizesse o jantar.
Isso é que era.
Sensação boa
Dia de sol, sair do ginásio, fresca, creme no corpo, vidros do carro abertos e na rádio uma música que gosto.
Eu juro que tentei
, que agarrei em vestidos floridos e de folhinhos, e alçinhas, e cor-de-rosas a monte e eram tão engraçadinhos e tão menina, mas não dá.
Não dá, pronto.
Antes achava que era eu, que o facto de não ser o meu género impedia que fosse o dela. Mas agora não. Não a vejo de vestidos ou saias muito "menina", de coisinhas pirosas e giras que ficam tão bem nas outras. Não é ela, pronto.
E olhem que eu tentei.
Não dá, pronto.
Antes achava que era eu, que o facto de não ser o meu género impedia que fosse o dela. Mas agora não. Não a vejo de vestidos ou saias muito "menina", de coisinhas pirosas e giras que ficam tão bem nas outras. Não é ela, pronto.
E olhem que eu tentei.
2006-07-05
Como disse o meu amigo H., finda a partida:
C'est la vie.
A mais desgostosa parece ser a minha filha que, desviada da sua habitual rotina banho-janta-dentes-chichis por histórias de cães e de gatos contadas pela M., berra o mais alto que consegue na cama dela.
(Isto depois de ter exigido carnicha, chichis e cocós, e despedidas de boa-noite ao céu (na sala), e dormir na minha cama e tudo o mais que se lembrou de inventar para não ir dormir.)
A mais desgostosa parece ser a minha filha que, desviada da sua habitual rotina banho-janta-dentes-chichis por histórias de cães e de gatos contadas pela M., berra o mais alto que consegue na cama dela.
(Isto depois de ter exigido carnicha, chichis e cocós, e despedidas de boa-noite ao céu (na sala), e dormir na minha cama e tudo o mais que se lembrou de inventar para não ir dormir.)
Curtas
Ela insiste em qualquer coisa.
Eu: "Não é não, porque blá, blá, blá"
Ela: "É sim!"
Eu: "Não é não, porque blá, blá, blá"
Ela: "É sim!"
Eu: "Não é não, porque blá, blá, blá"
Ela: "É sim!"
(...)
Eu, já sem paciência, em tom resignado mas gozão: "Pronto, sim, é!!"
Ela, dedo espetado: "Não fales assim comigo!"
Eu: "Não é não, porque blá, blá, blá"
Ela: "É sim!"
Eu: "Não é não, porque blá, blá, blá"
Ela: "É sim!"
Eu: "Não é não, porque blá, blá, blá"
Ela: "É sim!"
(...)
Eu, já sem paciência, em tom resignado mas gozão: "Pronto, sim, é!!"
Ela, dedo espetado: "Não fales assim comigo!"
Gosto muito de pessoas com sentido de humor
Hoje, no registo de uma amiga grávida:
Tenho fome mas ainda não me deu para isto:
"Tenha em atenção os desejos pouco normais de comer terra ou lascas de gelo. Este estado é mais conhecido por pica e é causado por uma deficiência em ferro."
Tenho fome mas ainda não me deu para isto:
"Tenha em atenção os desejos pouco normais de comer terra ou lascas de gelo. Este estado é mais conhecido por pica e é causado por uma deficiência em ferro."
Consulta no pediatra
72cm, 8.100Kg.
O J. sentou-se o tempo quase todo na perna do pai, o brinquedo na boca, muito atento e aos saltinhos. Depois riu-se muito para o médico na altura do peso e da medida, e dos ouvidos e da boca.
Vai começar a jantar "a sério" e tem direito a comer mais umas quantas coisas.
Nós ficámos sentados algum tempo a tentar lembrar-nos de alguma coisa para perguntar, mas não nos ocorreu nada.
O J. sentou-se o tempo quase todo na perna do pai, o brinquedo na boca, muito atento e aos saltinhos. Depois riu-se muito para o médico na altura do peso e da medida, e dos ouvidos e da boca.
Vai começar a jantar "a sério" e tem direito a comer mais umas quantas coisas.
Nós ficámos sentados algum tempo a tentar lembrar-nos de alguma coisa para perguntar, mas não nos ocorreu nada.
A minha casa nunca está arrumadinha

E ainda bem!
Eu sempre fui daquelas pessoas (e ainda sou) que gosta da casa muito arrumadinha. Não arrumadinha de impecável, mas arrumadinha de não ter sapatos na sala, roupas largadas pela casa, coisas espalhadas pela bancada da cozinha, idem para a casa de banho, etc.
Gosto das coisas no sítio delas. Sou capaz de passar horas a arrumar objectos que o comum mortal nem repara que ali estão e não deviam estar, ou estariam melhor noutro sítio qualquer, e poucas coisas me deixam tão feliz como chegar a casa no dia em que a E. vai lá arrumar aquilo.
Tenho a certeza que há quem me ache neurótica, o que é uma mentira, tudo em mim é muito saudável (e não sou nada antipática, já disse), mas com as arrumações sou chatinha e ainda bem que não falam com o M., senão de chatinha passaria num ápice a grande chata insuportável.
Quando tenho visitas (das que dormem por lá) sou imbatível a fazer desaparecer coisas, e as visitas passam o tempo atrás de mim "Onde é que meteste a minha mala?", "Viste o meu casaco?".
A minha sogra e a minha cunhada têm-me um ódio de estimação com as arrumações, e a minha mãe só não tem porque é igual a mim. (São as visitas frequentes, pronto)
Deve ter sido num desses momentos "Mas onde raio é que enfiaste os meus óculos de sol?" que alguém me ameaçou com os filhos.
"Ah, quando tiveres filhos é que vais ver!!!"
Assim, com muitos pontos de exclamação, em regozijo antecipado, eu acho até que subentendi uma gargalhadinha cruel ali disfarçada no meio da ameaça ou simpático aviso, como queiramos ver as coisas.
E eu assustei-me um bocadinho, claro, que eu sou muito assustadiça.
Mas mais valia não me ter assustado.
Eu adoro a desarrumação dos meus filhos. Mais: eu acho que a desarrumação deles me embeleza a casa, lhe dá uma piada que qualquer artefacto trazido de uma viagem fantástica não consegue dar, por mais original e giro que seja.
Eu gosto da sala cheia de bonecos, do quarto deles cheio de bonecos, dos triciclos no corredor, da banheira cheia de coisinhas. Gosto.
Vou dando um jeito de vez em quando, até para evitar narizes esborrachados no chão, mas não me chateia nada.
Mais: dá-me até um certo prazer!
2006-07-04
Só trabalho
directamente com uma mulher. O resto é tudo homens. E gosto.
(Ai o mulherio que me vai cair todo em cima)
A minha colega faz coisas giras como começar a falar comigo do nada, sem me avisar nem esperar que eu lhe dê atenção, e depois fica toda ofendida e diz "Bem, tu nem me estás a ouvir..." em tom de queixinha.
(Queixinha e não queixa.)
Desculpa?! Estavas a falar comigo?
(Ai o mulherio que me vai cair todo em cima)
A minha colega faz coisas giras como começar a falar comigo do nada, sem me avisar nem esperar que eu lhe dê atenção, e depois fica toda ofendida e diz "Bem, tu nem me estás a ouvir..." em tom de queixinha.
(Queixinha e não queixa.)
Desculpa?! Estavas a falar comigo?
Até para fazer abdominais é preciso ciência
Colar a lingua no céu da boca, não encostar o queixo ao peito, fixar um ponto em cima, subir as costas e não o pescoço, concentrar a força nos abdominais.
Ontem fiz inúmeros abdominais e que zona do corpo é que esforcei, porque me dói (muito) hoje? O pescoço.
(Cada vez me convenço mais: eu não sou suficientemente inteligente para frequentar um ginásio)
Ontem fiz inúmeros abdominais e que zona do corpo é que esforcei, porque me dói (muito) hoje? O pescoço.
(Cada vez me convenço mais: eu não sou suficientemente inteligente para frequentar um ginásio)
Ela
acordou às 5h30 da manhã com a fralda suja e não quis dormir mais. Eu estava tão cansada que nem a ouvi. Encontrei-os na sala quando o J. acordou às 6h. Ele a dormir no sofá, ela a dormir na cadeira, a taça de cerelac meio vazia (ou meio cheia) à frente.
Enfiámo-nos todos na nossa cama a tentar dormir, o J. na cama dele, ao lado. É claro que ninguém dormiu, e a I. saltou muito no meio de nós para o mano. O mano (ela chama-o assim), que não a via bem, levantou-se sozinho e ficou aos saltinhos de pé e aos risos para ela.
E pronto, era só para registar que, com 8 meses e um dia, o meu filho se pôs de pé sozinho.
Enfiámo-nos todos na nossa cama a tentar dormir, o J. na cama dele, ao lado. É claro que ninguém dormiu, e a I. saltou muito no meio de nós para o mano. O mano (ela chama-o assim), que não a via bem, levantou-se sozinho e ficou aos saltinhos de pé e aos risos para ela.
E pronto, era só para registar que, com 8 meses e um dia, o meu filho se pôs de pé sozinho.
2006-07-03
Uma semana
com os finais de dia por minha conta, seguida de um sábado inteirinho também com os dois.
Xiça!
Os sentimentos dividem-se: muito, muito cansativo, mas também muito, muito bom. Sentir-me mais próxima da I. e senti-la também mais próxima de mim.
(As crianças dão mesmo na medida em que recebem)
Momento melhor: jantarmos as duas, as histórias da Mimi a meias.
Momento pior: o J. a beber o biberão e ela por ali a cirandar, a mexer, a fazer asneirinhas, ele a distrair-se, a deixar de beber, a despertar, eu com os nervos à flor da pele.
Descobrir que, quando tem mesmo que ser, dou (bem) conta do recado.
(E hoje, outra vez. Respirar fundo...)
Xiça!
Os sentimentos dividem-se: muito, muito cansativo, mas também muito, muito bom. Sentir-me mais próxima da I. e senti-la também mais próxima de mim.
(As crianças dão mesmo na medida em que recebem)
Momento melhor: jantarmos as duas, as histórias da Mimi a meias.
Momento pior: o J. a beber o biberão e ela por ali a cirandar, a mexer, a fazer asneirinhas, ele a distrair-se, a deixar de beber, a despertar, eu com os nervos à flor da pele.
Descobrir que, quando tem mesmo que ser, dou (bem) conta do recado.
(E hoje, outra vez. Respirar fundo...)
Há uma semana
que não usa fraldas durante o dia e tem corrido bem. Aos poucos vamos esticando a coisa. O próximo passo é tirar a fralda da sesta e da noite.
A mim sabe-me bem menos uma criança de fraldas.
A mim sabe-me bem menos uma criança de fraldas.
Amizade é (II)
Chegamos à praia. Está um final de dia lindo, a luz quente do sol em declínio (a minha preferida).
A bebé dorme e custa acordá-la, tirá-la do carro. Uma Amiga fica com ela enquanto vamos todos enterrar os pés na areia e espreitar o mar.
Não foi com filho meu, mas sei que podia ter sido.
Amizade é trocar a praia, o mar, a luz bonita do sol pelo velar silencioso de um sono de criança.
A bebé dorme e custa acordá-la, tirá-la do carro. Uma Amiga fica com ela enquanto vamos todos enterrar os pés na areia e espreitar o mar.
Não foi com filho meu, mas sei que podia ter sido.
Amizade é trocar a praia, o mar, a luz bonita do sol pelo velar silencioso de um sono de criança.
Amizade é
entrar na sala da casa quase pronta de uns amigos (dos bons) e imaginar a mesma sala não com eles, mas connosco todos ali sentados, a conversar, em frente à lareira, a rir, os filhos a correr por ali, e ao lado os pinheiros a espreitar as janelas enormes.
2006-07-02
Oito meses, amanhã
Gatinha, gatinha, senta-se, empoleira-se nas coisas, gatinha, levanta os joelhos do chão e espeta o rabo no ar, gatinha, vai mexer nos móveis, enfiar-se debaixo da mesa, gatinha. Mobilidade é a palavra de ordem.
(Parece-me que se tivesse apoio à altura dele, já se punha de pé. Tenta fazê-lo constantemente, mas sem grande sucesso, porque os apoios lhe fogem das mãos)
Tenho a ideia que com a I. não foi tão cedo e de que ela era mais cuidadosa. Parece-me que se acabou o sossego (outra vez). Ontem deixei-o na sala só um bocadinho, ouvi um estrondo. Quando cheguei ao pé dele, coração aos saltos, constatei que tinha puxado a máquina fotográfica que estava a carregar em cima do móvel e que esta tinha caído ao lado dele. Ai. Nem quero imaginar se lhe tem caído em cima...
Quer mexer em tudo e fica frustrado quando não consegue. Franze-se, choraminga, zanga-se. (Ainda me lembro tão bem da I. nesta fase!)
(Pal, aposto que se estivesse com ele em casa, não o dizia assim tão calmo! ;))
Só lhe dou sopa ao fds, e tudo pode acontecer. Come bem, mas pode estar sossegadinho e marcha tudo com tranquilidade, ou está que não pára e é uma aventura, sopa por todo o lado. Ontem sentei-o na cadeirinha (da irmã) e ele estava todo satisfeito.
(Tenho bem presente na minha cabeça a I. sentada na cadeira pela primeira vez, o sorriso bem-disposto. Foi muito mais cedo!)
Continua a babar-se abundantemente e a morder tudo. Já tem quatro dentes e devem vir os outros todos atrás. A I. teve o primeiro aos 9! :)
As noites são uma lotaria. Damos-lhe leite por volta das 23h/24h e depois pode dormir até de manhã ou acordar a meio. Acho que os dentes têm aqui algumas culpas. Ai.
Acorda normalmente muito cedo e depois pode ficar a brincar sozinho na cama ou não. Está a dormir numa cama de viagem porque desistimos das grades. Não havia protecção que aguentasse. Não pára quieto um bocado e enfiava-se todo nos espaços. Magoava-se, claro. Assim, estamos mais tranquilos.
Adormece sempre na cama dele (cedo), apesar de por vezes ser necessário ir-lhe lá dar uns colos e aconchegos. Gosto tanto, mas tanto, mas tanto que seja assim.
Acho que se começam a adivinhar traços da personalidade dele. Parece-me um miúdo de temperamento calmo, muito bem-disposto. A I. berra e nós berramos e toda a gente berra e ele fica-se de beicinho a olhar, muito tranquilo. A I., mesmo tão pequenina, já era bem mais ... "Geniosa"! :) Mas calmo não significa, de todo, sossegado. Mexe-se imenso e acho que neste aspecto nos vai dar uma trabalheira que só visto. :)
Ele e a irmã têm uma relação muito gira, mesmo. Já brincam os dois, ele ri-se com cada coisinha dela, ela gargalha com a adoração dele. Ontem gatinharam um atrás do outro (o J., obviamente, atrás) da sala ao quarto, os dois a gargalhar e aos gritos. Ela dá-lhe brinquedos, já o defende ("Mãe, não tires o brinquedo ao J.!"), perdoa-lhe os puxões de cabelo e lembra-se sempre dele. É bom.
Continua muito careca e cheio de risos, e eu adoro-lhe os olhos grandes e escuros, muito doces.
(Parece-me que se tivesse apoio à altura dele, já se punha de pé. Tenta fazê-lo constantemente, mas sem grande sucesso, porque os apoios lhe fogem das mãos)
Tenho a ideia que com a I. não foi tão cedo e de que ela era mais cuidadosa. Parece-me que se acabou o sossego (outra vez). Ontem deixei-o na sala só um bocadinho, ouvi um estrondo. Quando cheguei ao pé dele, coração aos saltos, constatei que tinha puxado a máquina fotográfica que estava a carregar em cima do móvel e que esta tinha caído ao lado dele. Ai. Nem quero imaginar se lhe tem caído em cima...
Quer mexer em tudo e fica frustrado quando não consegue. Franze-se, choraminga, zanga-se. (Ainda me lembro tão bem da I. nesta fase!)
(Pal, aposto que se estivesse com ele em casa, não o dizia assim tão calmo! ;))
Só lhe dou sopa ao fds, e tudo pode acontecer. Come bem, mas pode estar sossegadinho e marcha tudo com tranquilidade, ou está que não pára e é uma aventura, sopa por todo o lado. Ontem sentei-o na cadeirinha (da irmã) e ele estava todo satisfeito.
(Tenho bem presente na minha cabeça a I. sentada na cadeira pela primeira vez, o sorriso bem-disposto. Foi muito mais cedo!)
Continua a babar-se abundantemente e a morder tudo. Já tem quatro dentes e devem vir os outros todos atrás. A I. teve o primeiro aos 9! :)
As noites são uma lotaria. Damos-lhe leite por volta das 23h/24h e depois pode dormir até de manhã ou acordar a meio. Acho que os dentes têm aqui algumas culpas. Ai.
Acorda normalmente muito cedo e depois pode ficar a brincar sozinho na cama ou não. Está a dormir numa cama de viagem porque desistimos das grades. Não havia protecção que aguentasse. Não pára quieto um bocado e enfiava-se todo nos espaços. Magoava-se, claro. Assim, estamos mais tranquilos.
Adormece sempre na cama dele (cedo), apesar de por vezes ser necessário ir-lhe lá dar uns colos e aconchegos. Gosto tanto, mas tanto, mas tanto que seja assim.
Acho que se começam a adivinhar traços da personalidade dele. Parece-me um miúdo de temperamento calmo, muito bem-disposto. A I. berra e nós berramos e toda a gente berra e ele fica-se de beicinho a olhar, muito tranquilo. A I., mesmo tão pequenina, já era bem mais ... "Geniosa"! :) Mas calmo não significa, de todo, sossegado. Mexe-se imenso e acho que neste aspecto nos vai dar uma trabalheira que só visto. :)
Ele e a irmã têm uma relação muito gira, mesmo. Já brincam os dois, ele ri-se com cada coisinha dela, ela gargalha com a adoração dele. Ontem gatinharam um atrás do outro (o J., obviamente, atrás) da sala ao quarto, os dois a gargalhar e aos gritos. Ela dá-lhe brinquedos, já o defende ("Mãe, não tires o brinquedo ao J.!"), perdoa-lhe os puxões de cabelo e lembra-se sempre dele. É bom.
Continua muito careca e cheio de risos, e eu adoro-lhe os olhos grandes e escuros, muito doces.
















