2006-07-10

Emocionam-me os filhos

Os meus, os dos outros, até os que não conheço de lado nenhum senão dos blogues.
Desde que me lembro que quero ter filhos, e mesmo a I. não tendo sido planeada ("ah, daqui a um ano pensamos nisso") lembro-me de desejar com toda a força das minhas entranhas ser mãe.
Eu acho que tinha mesmo que ter filhos. Tenho a certeza que seria menos feliz sem eles, incompleta, vazia de alguma forma.
Mas depois de uma fase absolutamente maravilhada, passo para a fase eu-tenho-filhos-e-gosto-mas-também-gosto-muito-de-mim-e-preciso-de-tantas-outras-coisas.

Eu adoro ir almoçar fora (sem filhos).
Eu adoro ir ao cinema (sem filhos).
Eu adoro sair à noite e quiçá até beber até ficar alegre (sem filhos).
Eu adoro passar um dia inteiro, dois dias inteiros, uma semana inteira, talvez quinze dias inteiros (três semanas inteiras se valer mesmo a pena) só com o M. a passear (sem filhos).
Eu adoro estar com os meus amigos (sem filhos).
Eu adoro ir a concertos, teatros, feiras, etc (sem filhos).
Eu adoro as horas sem filhos, quando eles já dormem.
E tanta, tanta, tanta coisa mais.

Eu adoro e adoro sem culpas, sem estranhezas, sem auto-recriminações.
Aliás, o que eu acho mesmo muito estranho é o contrário. São as pessoas para quem os filhos bastam, preenchem tudo.