2005-11-30

No que diz respeito a bebés

e portanto noites, fraldas, sestas, cólicas e afins, há sempre vários casos: os que são piores que o nosso. Os que são MUITO piores que o nosso. E os que são infinitamente, ou apenas ligeiramente, mais fáceis que o nosso.

A dificuldade está em olhar para o lado que nos é mais favorável...

Esta noite

quatro horas a dormir. De seguidinha. (Ele aguentou-se cinco horas sem mamar)
QUATRO!

(Filho, nem é preciso ser todos os dias. Uma vez por semana já era bom. Pode ser?)

2005-11-29

A partir


de hoje, e durante quatro semanas, duas vezes ao dia.
Espero que faça milagres.

Decidida

a perceber se o que leva o meu filho a mamar de três em três horas durante a noite é a falta de qualidade nocturna do meu leite (à noite o leite é mais fraco), rendi-me, contrariada, a experimentar um biberão de suplemento.

O meu filho bebeu um bocadinho e depois vomitou tudo, o suplemento e o que tinha mamado.
Parece-me que a mensagem foi clara.

No carro

, o pai vê-se forçado a arranjar esquemas e brincadeiras para a entreter. Vale tudo, desde perguntas tolas a músicas, inventadas ou não.

Ontem, conta-me o M., depois de brincarem ao "Como se chama a mãe do ...?", deu-se conta de que ela estava a falar sozinha.

"Mamã", (pausa), "Xana!"
"Papá", (pausa), "M.!"
"J.", (pausa), "ó-óh", (pausa), "Shhhhhhh!"

(Risos)

A bater recordes

no entretenimento à hora de jantar: o catálogo de brinquedos de uma marca conhecida.

Só

a privação de sono justifica uma expressão tão pirosa como "interagem harmoniosamente".

2005-11-28

Quatro

Somos quatro, mas aos poucos. Na maior parte do tempo somos dois, ou três.

O J. ainda dorme bastante, e quando a I. chega a casa ou sai de manhã, ele está quase sempre a fazê-lo. Só no fim-de-semana nos juntamos mais, e mesmo assim por curtos períodos, porque ele (o pequeno) passa mais tempo no quarto, mais quente, e a dormir.

Confesso que me atrapalho um pouco quando somos quatro. Sou uma criatura atrapalhada por natureza, acho sempre que tudo é mais difícil do que na realidade é.

Quando somos quatro, a I. quer sempre tocar no J.
Eu fico na defensiva, tensa, e o M., mais calmo, tenta controlar-lhe os acessos de carinho. Preocupa-me a interação entre os dois, a possibilidade dela o magoar. Mais cedo ou mais tarde ele vai começar a ficar mais acordado durante o dia, e vai passar mais tempo connosco na sala, o sítio onde passamos a maior parte do tempo.

Sei que em pouco tempo, menos do que agora me parece, vamos ser quatro elementos que interagem harmoniosamente uns com os outros.
Estamos só no início.

Há

um mês (quase) que practicamente só como comida feita pela minha mãe.

(Sempre que vem cá deixa-me o congelador cheio de comida já feita)

Natal


(Aos poucos vai aparecendo cá por casa)

2005-11-27

Momentos

Há momentos, quase todos os dias, normalmente quando a noite acaba e o dia começa, e ele parece ter uma dificuldade enorme em se manter adormecido, e acorda de meia em meia hora a choramingar, que eu o sinto.

Quando acabo de me deitar depois de mais uma noite aos bocados, e no momento em que sinto que vou adormecer, em que sinto aquela dormência e calor do sono que finalmente vem, ele chora e eu tenho que me levantar.

Quando acabo de mudar a fralda e de apertar a roupa e lhe pego ao colo e então ouço e sei que não vou conseguir deitá-lo com a fralda suja e tenho que recomeçar tudo , outra vez, ou quando ele se mija todo e eu sei que ele vai chorar quando o despir, ou... Sinto-o.

Uma espécie de cansaço de tudo, uma loucura de fraldas e fraldas para mudar e de roupas para trocar e de sonos interrompidos quando ainda nem começaram, dias a fio em casa a repetir os mesmos gestos, e eu sinto que não sou capaz, que não quero, que não é isto, que não aguento mais, que vou gritar e explodir e desistir, dizer "Desisto", "Não quero".

Quando olho à minha volta e vejo um quarto desalinhado, a minha cara de sono no espelho, despenteada, olheiras, gorda. Tudo desarrumado e triste e ainda escuro, e eu só queria domir, dormir, dormir.

Depois ele adormece, o dia clareia enfim, eu tomo um banho, arrumo o quarto, e é mais um dia que começa. Tudo faz sentido outra vez.

E ele fica tão bonito a dormir.

2005-11-26

Excepção à regra?

Cá por casa o segundo filho não tem menos fotos que o primeiro.
(Até ver)

Aos 23 dias

o cordão caiu.
(Finalmente!)

Cá por casa

, por volta das 20h30/21h o silêncio reina. Eles dormem.

Ontem ficámos no sofá, a apreciar o bocadinho a dois (obriguei-o a esquecer a tese por uns momentos). Não me lembro de, com a I., conseguirmos estes bocadinhos de calma no final do dia.

Não sei quanto tempo vai durar (mais pelo J. que por ela), mas enquanto acontecer, eu vou aproveitando!

Lindo

Este post. Parabéns!

Outono

A cor da minha vista está a mudar!

2005-11-25

22 dias

Sei por onde devo atravessar o quarto para não fazer "chiar" o soalho flutuante.

Imagens dele

Noites

Hoje começou por volta da meia-noite, interrompeu-se às 3h30 e acabou às 6h30.

Encontro

um casal amigo. Recordo duas frases.

A propósito do bebé a dormir no carrinho e das parecenças: "Mas os teus filhos são só teus filhos?"
A propósito das habituais perguntas da praxe: "Eh pá, eu tive sorte, os meus com um mês dormiam sete horas à noite!"

2005-11-24

Saimos

de casa.

Maravilha. Eu estiquei as pernas, gastei dinheiro e comprei uma revista. Ele dormiu.
(Já não me lembrava desta vantagem fantástica dos bebés pequeninos: é pô-los no carrinho e vê-los dormir o tempo todo!)

Chegados a casa, dei-lhe banhinho, maminha e ele adormeceu na cama dele. Maravilha outra vez, que eu também tinha fome.

É para repetir.
(O bem que me faz...)

2005-11-23

Imagens dele

Todos

os bebés gostam de fazer cocó numa fraldinha acabadinha de mudar, ou é só o meu?

A

senhora que passa a ferro vem na sexta. Quarta-feira, antes de almoço, acabam os babygrows e os bodies na gaveta.

E eu só me lembro da frase mais dita na maternidade: "Como já devem ter muita roupa, da I., resolvemos comprar um brinquedo!".

Pois.

(E agora vou ali passar a ferro)

Segunda sesta ou Estou transformada numa dona de casa

Arrumar a loiça da máquina, lavar mais alguma à mão (mas porque é que as máquinas não lavam tudo bem lavado?), triturar a sopa, almoçar.

E o meu pai ao telefone, a gozar "Porque é que não aproveitas agora para aprender a fazer renda, crochet?" (É assim que se escreve?)

Que piadinha, pai.

(Baixinho)

Parece-me que ela anda um bocadinho menos birrenta.

Já

não me lembrava destas correrias. Na primeira sesta da manhã do J., ando a correr para despachar tudo o que tenho para fazer. Apanhar roupa, estender roupa, pôr máquina da loiça a lavar, lavar à mão o que não cabe, arrumar quarto, vestir-me, fazer sopa!

Depressa, antes que ele acorde!!

(E em breve ele deixa de dormir tanto!)

Qualquer dia

já faço o pino, olé!

(Estou quase, quase fina)

2005-11-22

Confesso

(sem vergonhas)
Acabei de o adormecer ao colo, por puro prazer, depois do banho.

É tão lindo, o meu homenzinho pequeno (eu sei, é um pleonasmo, mas não interessa nada)!

Dúvida

Durmo para me restabelecer fisicamente, ou navego na net para tentar manter a minha sanidade mental?

(Tanto tempo em casa deixa-me maluca)

A minha mãe

cantava ao meu irmão mais novo, e eu ouvia:

"Encosta tua cabecinha
No meu ombro e chora
E conta tuas mágoas
Todas para mim
Quem chora no meu ombro
Eu juro que nao vai embora
Que não vai embora
Que não vai embora

Encosta tua cabecinha
No meu ombro e chora
E conta tuas mágoas
Todas para mim

Quem chora no meu ombro
Eu juro que não vai embora
Que nao vai embora
Porque gosta de mim

Amor eu quero o teu carinho
Porque eu vivo tão sozinho
Não sei se saudade fica
Ou se ela vai embora
Se ela vai embora
Se ela vai embora

Quem chora no meu ombro
Eu juro que não vai embora
Que não vai embora
Porque gosta de mim"

(Do Paulo Borges, seja lá ele que for)

Já

não estou grávida, mas ainda podia estar (e neste caso não estou a falar da barriga de 5 meses que ainda tenho).

Ontem a ver um episódio da série Serviço de Urgência em que tudo o que podia correr mal num parto, correu, dou por mim numa ansiedade estúpida que culmina num ataque de choro quando a mãe morre.

(E o M. e a irmã a rirem às gargalhadas da minha cara, a minha filha muito espantada. God.)

Os

meus dias não tem 24 horas. Os meus dias têm intervalos mais ou menos regulares de 3 horas.

(A hora deixou de ser, de certa forma, o "elemento unitário")

2005-11-21

Já

não me lembrava de como eles fazem (tanto) chichi e cócó quando são pequenos.

Sempre

gostei de bebés pequeninos. Sempre me enterneceram, me deliciaram.

Quando a I. nasceu, passei a ter o meu bebé. Agora, com o J., e tendo conhecido todas as diferentes fases pelas quais a I. já passou, reconheço que tenho alguma "pressa" em que ele cresça.

Para o ver rir, palrar, gatinhar, andar, brincar, falar.
(E dormir noites inteiras)

Escuta

filho, é a chuva, lá fora.

2005-11-20

Imagens dele

Até ver

(e baixinho, para não agoirar)

, este bebé dá-me umas noites bem mais calmas que a I. Ela chorava muito!

Imagens dela

Fim-de-semana

Mais tempo para ela!

(Que bom)

2005-11-18

Brincadeiras

Nada

como os dias para recuperar das noites.

(Tanto que eu dormi!)

O J.

gosta de adormecer no colo.

Acalmo-o, ele está muito sossegado e eu deito-o. Ele chora. Eu espero um bocadinho, com festinhas e chucha, e nada. Pego-lhe ao colo, acalmo-o e deito-o. Chora.
Algumas vezes faço isto durante imenso tempo até que ele adormece.

Outras vezes adormece sozinho.

O M. diz para o deixar chorar. Eu não consigo. Coitadinho, é muito pequeno.
Mas sinto a pressão de uma filha em que não houve maus hábitos enraizados. Nem vício de mama, nem de colo, nem de nada. Tento lembrar-me do que fizemos e quando, mas não consigo. Foi assim há tanto tempo?

Recadinho

à minha "costura" da cesariana: faça o favor de cicatrizar de uma vez, que eu quero pegar na minha filha ao colo!

(Irra!)

Ó mãe

não te vás embora!

2005-11-17

Momentos

Os dois na cama, muito perto, olhos nos olhos. Cheiro a bebé. Mãozinhas que se mexem muito.

Cá por casa

fraldas tamanho 2 e tamanho 5.

2005-11-16

Mana mais velha

Penso que a chegada do irmão não lhe tem causado grande transtorno. Até agora não noto grandes mudanças nela. Gosta de o ver, de estar com ele e como suspeitava, o problema é mesmo ela querer mexer-lhe muito e não se saber controlar.

A única coisa que noto é que sente a minha falta. Muitas vezes, quando ela acorda ou chega a casa estou a tratar do J. Ela pergunta por mim e nota-se que sente a minha ausência. Neste aspecto fico feliz por ela ser tão independente e não manifestar o habitual apego (só) à mãe. Ainda assim está a sentir o afastamento. Imagino se fosse mais dependente.

Acredito que com o tempo a coisa vá mudando e provavelmente piorando. Mas por enquanto não há queixas. Dorme, come e brinca como sempre o fez. As birras também estão para ficar.

2005-11-15

Estou

meio a dormir, meio acordada. Parece-me ouvir um queixume dele e abro os olhos. Está de barriga para cima, aflito, com a boca cheia de leite. Levanto-me num salto (nem sinto dores) e pego-lhe ao colo.

Deito-o na cama, meio enrolado numa manta. Vou para a sala, o comunicador ligado. Apetece-me ir espreitá-lo, porque sim. Quando chego ao quarto, a manta caiu-lhe para a cara e está todo tapado.

Nestes momentos, a possibilidade de uma tragédia deixa-me a tremer. A fragilidade dele assusta-me e desejo que cresça depressa. Fico com o coração pequenino, pequenino.

Ida ao pediatra

Com o J. está tudo bem. Quando o médico o pesou disse "Não pode ser!". Com 12 dias o J. já pesa 3.940 Kg e já cresceu 2 cms.

(Fica como consolo para as noites mal dormidas!)

2005-11-14

Brincadeiras

Parece-me

que começaram as cólicas.

ESTÚPIDAS!

Recuperação

Sinto-me melhor a cada dia que passa. Para já livrei-me das dores de costas e de cabeça, e quase não me custa mexer-me. Já fui tirar os agrafos (risos) e agora restam-me alguns dias com mais cuidado.

Estou desejosa de me sentir a 100% e sinto muitas saudades de pegar na I. ao colo e de ter absoluta liberdade de movimentos. Sei que é uma questão de tempo.

2005-11-12

Numa casa

dois filhos que não querem dormir, dois pais que davam tudo para o fazer.

2005-11-11

Manos

Pai e Filha

Na cama

contorce-se com resmunguices e pernas que não páram. Ao colo olha-me e fica sossegadinho.

Mimo, mimo, mimo, é o que este menino gosta. E eu dou.

Desde

que a I. nasceu que acho que quando um bebé nasce, as mães também merecem prenda. (risos)

Hoje recebi os brincos mais giros que vi nos últimos tempos. São a minha cara! :)
(Obrigada!)

Noite interrompida

Às 22h, à meia-noite e qualquer coisa, às três e qualquer coisa e às quase sete.

Como adormeceu imediatamente a seguir a cada "refeição" posso considerar que foi uma boa noite!

Imagens dele

2005-11-10

Declaro

a minha incompetêcia para mudar fraldas a gajos. São já sem conta as mudas de roupa completas porque ele se mijou todo.

Aceitam-se explicações e truques! :)

7 dias

já cá cantam.

Continua a dormir (melhor de dia, claro...) e a comer bem. Tem uma forma giríssima de protestar, faz um som muito peculiar, acho uma delícia!

Gosta de mimos e já os pede. :)

2005-11-09

Imagens dele

É a minha

triste sina: de dia chega a estar mais de três horas sem mamar. Ontem à noite acordou de duas em duas horas.

Tenho filhos comilões (e ainda bem).

Euforia pós-parto

É como eu me sinto.

Mana mais velha

Pergunta muito por ele. Quando entramos no nosso quarto (onde ele está sempre) enche-se de sorrisos e de gritinhos. Quer dar beijinhos, fazer festinhas e dar abraços (ui!). Por vezes grita de frustração quando a tentamos conter, mas a coisa tem corrido bem.

Até agora não têm partilhado espaço fisico e penso que isso talvez ajude a que não se sinta ameaçada. Aos poucos vamos aproximando-os mais. O J. já a visitou no quarto dela, e ela todos os dias se vai despedir de manhã e à noite.

Ou muito me engano, ou vão ser grandes amigos!

Dois filhos

Quando acordam os dois à mesma hora, só consigo estar com um deles.

2005-11-08

Parto do J.

(registo "cirúrgico")

Na quarta, dia 2, deitei-me por volta das 24h. Como nos últimos dias vinha a acontecer, sentia algumas contrações sem dor. Mas, deitada na cama, o M. a dormir, pareceu-me que começava a sentir algum desconforto. Já não cheguei a adormecer.

Fui verificando que a dor de facto existia e que as contrações eram bastante próximas (15/20m). Comecei também a preocupar-me com a questão da I., a dormir no quarto dela. Tinha esperanças que o parto se desencadeasse durante o dia e não queriamos incomodar ninguém. Mas àquelas horas da noite, a chuva lá fora, ela a dormir no quentinho e a possibilidade de ficar sem o apoio do M. começou a parecer-me cada vez menos confortável.

Achei que era parvo estar a prescindir da presença dele e de alguma tranquilidade extra para não pedir um favor a pessoas que considero amigas e por quem faria a mesmíssima coisa. Decidi acordar o M. e discutimos a questão. Telefonámos à S. que veio para nossa casa (obrigada, querida, és um anjo!!). Entretanto eu já estava com muitas contrações, de 5 em 5 minutos. Quando chegavam tinha que parar e fazer respirações.

Fomos para a maternidade numa noite escura de chuva, e os solavancos do carro já me incomodavam muito. Tinhamo-nos decidido nos últimos dias por uma maternidade diferente, e tinha receio que não me aceitassem por não ser da minha zona de residência. Estava um pouco inquieta.

Quando chegámos, a questão colocou-se de facto, mas depois de me observar e constatar que já tinha 6 cms de dilatação a médica disse que já não saía dali. A bolsa das águas rebentou antes mesmo de subir para a sala de partos. Eram mais ou menos 4h da manhã.

Todos afirmavam que, como o parto já estava avançado e a evoluir tão bem não ia ter epidural. Tive receio mas resignei-me e pensei que sendo rápido talvez não fosse de facto necessário.

Mas não foi.

Aos 8 cms, o trabalho de parto deixou de evoluir. As dores eram imensas, as contrações muito dolorosas e próximas, mas como já tinha 8 cms ninguém me queria dar a epidural. Estive muitas horas a respirar com esforço, a controlar-me, o M. ao meu lado. No final já me era difícil não explodir em insultos e descontrolar-me completamente. Tenho consciência de que pensei mil e uma coisas, mas fui capaz de as engolir, à excepção de algumas queixas ao M., que me tentava consolar e "animar".

Foi mesmo muito doloroso. Os "toques" feitos sem epidural custavam horrores, da I. não me tinha sequer apercebido. Sentia vontade de fazer força e era muito difícil controlar-me.

Finalmente, às 9h45 e visto que todos podiam constatar o meu sofrimento e o facto de NÃO estar a ser rápido, deram-me epidural. Foi um alívio enorme. Continuava a sentir algumas das contrações, mas nada que pudesse sequer comparar-se.

Algum tempo depois uma médica decidiu que tinha que ser cesariana pois o parto não evoluia e o bebé já estava a ficar com a cabeça deformada. Não fiquei triste nem desiludida. Estava cansada e há muitas horas à espera, eu só queria que o bebé nascesse. Optei por levar epidural o que obrigou a algum tempo de espera.

Ficámos, eu e o M., sozinhos. Estava tranquila e feliz. Custou-me aquele bocado à espera só porque queria muito conhecer o bebé. Até levar a epidural eu nem conseguia pensar no bebé, estava demasiado absorvida pela minha dor.

A cesariana em si não custou nada. Apesar do aparato todo, sabia que é um procedimento muito vulgar e procurei manter-me tranquila. Acho que posso dizer que me sentia bem. Todos à minha volta foram muito atenciosos e eu ia finalmente conhecer o bebé que carregava na barriga. As médicas faziam apostas no sexo e brincámos e rimos com a situação. Tenho consciência de que conversei muito com toda a gente, finalmente aliviada das dores. Estava bem-disposta e alegre.

Quando o bebé nasceu foi uma emoção. Mostraram-mo sorridentes e disseram: "Não há dúvidas quanto ao sexo, pois não?". No fundo foi apenas uma confirmação. Ficou mesmo ali ao meu lado e pude ver tudo, como não aconteceu com a I. Quando mo trouxeram ele chorava e assim que eu falei e o beijei ele sossegou. Foi um momento fantástico!

Tive pena que mais uma vez o M. não tivesse assistido e de não lhe ter visto a cara quando conheceu o J.

Mais difícil

que acordar de duas em duas horas durante a noite, a pedido de um bebé amoroso que sorri constantemente, é estar meia hora com uma menina que acorda já a fazer birras e fitas e choros.

Acho que está na fase mais complicada de sempre. Parece-me que não é do bebé, pois tem reagido muito bem, com muitos miminhos e interesse, e temos conseguido dar-lhe muita atenção. Por outro lado já estava assim "antes".

Dou por mim a ter muita dificuldade em não me impacientar e não ficar frustrada com tanta birra. Depois fico a sentir-me culpada e a pior mãe do mundo.

Constato que é mais fácil lidar com o cansaço fisico que com o psicológico e mais uma vez reconheço que tenho que ser mais paciente com ela.

Ai.

2005-11-07

Já

estavam arrumados há que tempos, mas fomos buscá-los à gaveta. Liga-se um no quarto do bebé e outro onde estivermos.

E quem é que acha que aquele silêncio todo é tranquilizador?

Dois filhos

Às 7h o J. adormeceu e a I. acordou.

Obrigada

pelos miminhos que sei que deixaram.

(Vou lendo aos poucos, pode ser?)

Mana mais velha

Por enquanto, tudo bem. Olha o bebé com curiosidade e quer tocar.
O contacto ainda não foi muito e tentamos estar sozinhos com ela enquanto o bebé dorme.
Hoje de manhã, acordada desde as 5h, fiz um esforço enorme para estar com ela até ela sair de casa.

Ajudem-me lá, take 1

A subida do leite "dura" muito tempo? Quando é que isto regulariza?
(Ai, que dores)

E agora

vou ali dormir um bocadinho!

A partir de agora

aqui fala-se de fraldas, choros, noites mal dormidas, peito dorido e afins.
Mas também de sorrisos, de miminhos, de cheiro de bebé e outras coisas boas.

Qualquer dia voltamos ao formato anterior.

Às 3h da manhã

uma mãe cheia de sono e um bebé que sorri sem saber.

Na maternidade

independentemente de serem 15h ou 5h da manhã, enfermeiras e auxiliares falam sempre no mesmo tom de voz.

(Irra!)

Cesariana - Episiotomia : 1 - 0

(Sinto-me tão melhor!)

Nada

como um parto difícil, para desdramatizar o pós-parto.

Três dias depois

voltámos para casa.
Tão felizes!

2005-11-03

Talvez

porque a gravidez foi vivida de uma forma menos intensa, muito menos intensa, sempre pensei que o nascimento do nosso segundo filho também o fosse. Não que o amor fosse menor, claro. Apenas que o momento fosse diferente, menos tocante, calejado pela experiência anterior.

Hoje nasceu o J.
E com o mesmo nó na garganta e o mesmo estupido esforço para conter as lágrimas nos olhos recebi a noticia, num mesmo hall de hospital, porque quis o destino que novamente não pudesse assistir.

J.
3,600 Kg
03-11-2005

Pai M.

2005-11-02

Jogo Benfica-Villareal

Comentário possível: o guarda-redes do Benfica é giro.

(Detesto futebol)

38s3d

As contrações não dolorosas aumentaram de intensidade e de frequência.
Mas é só.

Coisas boas

Maça com queijo.

Outono

Castanhas.

(Hummm!)

2005-11-01

Segundo filho

Assusta-me mais o pós-parto que o parto.