Estou
meio a dormir, meio acordada. Parece-me ouvir um queixume dele e abro os olhos. Está de barriga para cima, aflito, com a boca cheia de leite. Levanto-me num salto (nem sinto dores) e pego-lhe ao colo.
Deito-o na cama, meio enrolado numa manta. Vou para a sala, o comunicador ligado. Apetece-me ir espreitá-lo, porque sim. Quando chego ao quarto, a manta caiu-lhe para a cara e está todo tapado.
Nestes momentos, a possibilidade de uma tragédia deixa-me a tremer. A fragilidade dele assusta-me e desejo que cresça depressa. Fico com o coração pequenino, pequenino.
Deito-o na cama, meio enrolado numa manta. Vou para a sala, o comunicador ligado. Apetece-me ir espreitá-lo, porque sim. Quando chego ao quarto, a manta caiu-lhe para a cara e está todo tapado.
Nestes momentos, a possibilidade de uma tragédia deixa-me a tremer. A fragilidade dele assusta-me e desejo que cresça depressa. Fico com o coração pequenino, pequenino.
19 Comments:
e como sabes tão bem, crescem até demasiado depressa. beijos.
Calma...eles são frágeis sim, mas por norma têm um instinto de defesa e choram ou queixam-se num gemido!!!
Eles crescem tão depressa Xana....
Beijos
Com a M., também apanhei sustos assim... Volta e meia, lá estava eu a colocar um dedo à frente do nariz dela para ver se respirava!
É natural haver esta preocupação, afinal são tão pequeninos e frágeis. :)
Bjs
miminhos
de pano
flor de leite
A minha filhota tinha refluxo gastro-esofágico, ou seja estava sempre a vomitar e/ou bolsar. Sempre! Mesmo passadas 3 e 4 horas depois de mamar. Tenho muitas recordações desses sustos. Cabeceira do berço levantada, almofada especial, e a técnica de a ajudar a resolver a situação para evitar o sufoco com o vómito. Algumas vezes ela resolvia tudo sozinha, aprendeu. Mas tantas vezes a fui espreitar com o coração nas mãos, pequenino, pequenino. Foram muitos meses (quase um ano), e se não lesse agora este post já quase não me lembrava disso porque o tempo apaga e passa a correr.
Felicidades.
ah os engasganços!
a I tinha muitos porque bolsava imenso (não arrotava, bolsava, pronto) e muitas vezes atrapalhava-se.
agora a T sabe arrotar melhor, bolsa qb, mas puxa o leite com tanta força que não dá vazão ao fluxo que recebe e engasga-se constantemente...
na cama, põe-lhe uma ou duas fraldas de pano enroladas a fazer de calço atrás das costas para que se mantenha de lado.
(mas a verdade é que nada nos livra de apanharmos sustos...)
Aqui aconselham a deitar os bebés de barriga para cima mas comprei uma coisinha própria para que não esteja completamente na horizontal... e aconselham vivamente os sleepers, muito quentinhos, para que não se coloque nada em cima deles (até completarem um ano, mais coisa menos coisa).
Vou usar, o meu coração também ficou pequenino ao ler isto...
um beijinho xana...conheço bem esses medos!
ps - sei que andas sem tempo para visitas, por isso fica aqui a novidade: vem aí uma menina ;o)
ui, a sensação é terrível..ams não queiras que cresça rápido :) aproveita cada segundo!
como sei o que queres dizer... deixo-te um beijinho.
Essa fragilidade é realmente assustadora. Lembro-me de não conseguir adormecer com a luz apagada! (tens recebido os meus mail's?)
Beijinhos grandes querida!
Essa ausência de dor, nestas situações é familiar...
Beijinhos
E fechar os olhos p/ dormir dps de uma coisa destas acontecer? Eu sentia-me a pior mãe do mundo.
Um beijo,
Sandra Flores
Por ter tido essa sensação durante os primeiros meses do H. desta vez estou a usar um intercomunicador que tem um sensor que se coloca debaixo do colchão e que apita se eles deixarem de respirar. Chama-se Angel Care. Emprestaram-me, mas se não tivessem emprestado eu tinha-o comprado. Pode parecer um bocado paranoico, mas o certo é que dormi sempre muito mais descansada!
Mas não te preocupes muito que tudo passa a correr. Beijinhos para o matulão!
é horrível....eu também andava muitas vezes sobressaltada:((( e por isso colocava os meus sempre a dormir de lado!
Catarina
sim, é horrível essa sensação!!
devo dizer-te que adoro o teu blog e a maneira como escreves os teus posts.
jcas
vera e marianita
Sei bem o que são esses temores. A biscoitinha nasceu com refluxo gastro-esofágico e apanhei grandes sustos de ela se estar a engasgar com o leite. Podes imaginar as minhas noites. Sempre alerta com receio. Felizmente apesar de alguns sustos, tudo se passou e agora ficam apenas as recordações desses medos.
Acima de tudo temos de estar alerta porque nos primeiros tempos eles são demasiado silenciosos, e manter a calma.
Essa sensação é horrível. Parece que andamos com o "credo na boca".
1 bjx, licas
ui, que aflição!
As minhas felizmente quando bolsavam deitadas viravam a cara de lado e cuspiam.
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