2005-09-30

Todas

as noites lhe vou fazer umas festinhas antes de me ir deitar. Já de pijama vestido e dentes lavados, para levar comigo para a cama, agarrado aos dedos, o cheiro dela.

Normalmente não resisto a tocar-lhe na cara e nos cabelos e na pele dos braços (para ver se está fria) e nas pernas dobradas. Às vezes ela mexe-se e muda de posição, incomodada no sono tranquilo.

Ontem disse "peixe" e depois "pépé" que é um nome que ela inventou para a chucha, de olhos fechados, e continuou a dormir.

:)

E, de repente,

ponho-me a pensar e reparo que o bébé pode perfeitamente nascer daqui a três semanas.

TRÊS SEMANAS?!?!?!??!

Planos

para a próxima semana (férias):

* fazer as últimas compras para o bébé
* lavar a roupa do bébé
* fazer a mala do bébé para a maternidade
* fazer as últimas compras para mim
* fazer a mala para a maternidade
* montar a cama para o bébé no quarto
* comprar o colchão para a cama do bébé
* fazer umas compras para a I.
* dormir

Quase 34s

Sono, cansaço ao final do dia, alguma dificuldade em andar, e pouca paciência...

2005-09-29

A minha sogra é

a minha salvação. Não sei se teria pedalada para passar um fds inteiro sozinha com a minha filha, neste momento.

(Obrigada, sogrinha!)

No meu top

No curso de preparação para o parto

constato que já me esqueci de muita coisa.

Alguns

parques de estacionamento não foram feitos para permitir que se estacione o carro e a condutora grávida saia lá de dentro.

(Irra!)

Há

bébés que fazem desaparecer comandos de televisão.
Há grávidas que fazem desaparecer comandos de televisão.

Pormenores

incríveis da ecografia de ontem:
* Cabelo na base da nuca
* Olhos a olharem para um lado e para o outro.

Com uma nitidez fantástica!

Com

18 meses e uma semana ela já escolhe o que quer calçar.

2005-09-28

Tamanho 0

não, obrigada.

(Ui.)

Post lindo!!

Este!

(Parabéns pelos 3 anos!!)

Estou

a mudar-lhe a fralda. Já a tem debaixo do rabo bem besuntado com halibut, e vou fechar.

Encolhe as pernas e aperta-as uma contra a outra. Não consigo fechar a fralda e por isso chamo-lhe a atenção para o facto e peço que afaste as perninhas.
Ela olha para mim a rir-se.
Relaxa as pernas e quando eu vou apertar, volta a juntá-las e a fechá-las.
E fica-se a olhar para mim com um ar provocador.
Isto uma e outra vez.

E o pior é que até sei a quem ela sai com este espírito do contra. :)

2005-09-27

E, de repente,

sai-lhe tudo pela boca num vómito que não acaba, o jantar todo, a sopa, o peixe, o arroz, o esparregado, assim, em jacto, e ela a chorar, e eu irritada com ela e comigo, porque ela fez fita e depois engasgou-se e sai tudo o que já tinha comido e tão bem, a ver o livro novo, o elefante, o rinoceronte, a borboleta, tudo porque fez birra que não queria aquela colher, e eu se calhar não devia ter insistido, ou então insistia mais subtilmente, "onde está a foca?", e ela chora e eu chamo-a tolinha, e estou fula, vomitado por todo o lado.

E depois, quando dorme na cama, vou lá espreitá-la e fazer-lhe festinhas e só me apetece chorar, chorar os momentos todos em que não tive paciência suficiente, em que me irritei com as birras e os choros e as teimosias, e doem-me todas as irritações que não disfarcei nem engoli, assim, uma culpa enorme a remoer-me por dentro.

Desculpa, linda.

Constatação

A maior parte das mães no curso de preparação para o parto espera o primeiro filho e anda na casa dos trinta.

E estou

aqui e estou a pensar que vai ser tão bom quando chegar a casa, e vou brincar um bocadinho com a I. e vou fazer uma jantarinho em condições e depois fico a espreguiçar no sofá, quem sabe a acabar de ler o livro ou a ver um bocadinho de televisão, e depois antes de me deitar faço um cházinho e converso um bocado com o M., e depois...

...chego a casa e só me apetece dormir, não tenho energias para nada.

Quando

estive grávida da I. e fiz o curso de preparação para o parto, o M. fez questão de assistir sempre, a não ser que por motivos de força maior não o pudesse fazer.
Foi sempre um pai grávido muito presente e interessado.

No grande dia não lhe foi permitido assistir ao parto porque a I. nasceu de forceps, e mesmo na dilatação não esteve comigo (não percebi muito bem porquê).

Neste segundo curso de preparação, que começou hoje, ele vai estar igualmente comigo. Foi com grande consternação e tristeza que soubemos que a maternidade onde o bébé vai nascer está em obras, e na altura do parto os pais vão estar impossibilitados de assistir ao nascimento dos filhos, por falta de condições.

Não é tanto por mim, é mais por ele, que me sinto realmente triste. Eu sei que ele merecia, e muito, estar presente no nascimento de (pelo menos) um filho.

Hoje

pareceu-me ter ouvido o primeiro "sim".

"Bom dia! Estás bem disposta??"
E ela: "Siiiiiiiiiiiiiim!!!!"

Mas pode ter sido só impressão minha. Aguardam-se novos desenvolvimentos...

Imagens de ti (V)

Passeio

Há

finais de dia em que chego a casa tão cansada que não me apetece a mínima contrariedade.
As gracinhas dela fazem-me sorrir, mas o choro complica-me com os nervos e estou capaz de explodir de impaciência à primeira birra ou fita.
Não tenho energias para fazer o jantar e depois dela estar deitada e ter comido qualquer coisa, vou logo enfiar-me na cama.

Há manhãs em que, por muito cedo que me levante, não me consigo despachar suficientemente depressa. Isso significa que quando chego à "A qualquer coisa" o trânsito está infernal de tão parado. A I. fica impaciente no banco de trás, faz desaparecer todas as chuchas que estão à mão, tira os sapatos, tenta comê-los, tira as alças do cinto, o que me obriga a fazer uma paragem numa estação de serviço, e chora com aquele chorinho de fita muito irritante, tudo isto enquanto os carros se arrastam a uma não velocidade incrível.

E depois há a combinação destas duas coisas. Assim, de seguidinha.

2005-09-26

Amor é

a irmã do M. perguntar-me, a propósito da I.:
"Porque é q o meu coração acelera quando vejo uma foto dela?"

No meu top

Maldadezinhas

Uma das coisas que sempre me afligiu com a I. foi ter que lhe enfiar soro fisiológico pelo nariz dentro. Especialmente quando ela era mais pequenina.
E tive que o fazer muitas vezes, porque a criança é muito dada a congestionamentos nasais!

No verão melhorou bastante e já há muito tempo que não o fazia. Os protestos estão mais difíceis de evitar e a coisa complica-se. Mas numa coisa estamos melhor. Depois do soro lá dentro, ela presta-se a ajudar, puxando ruidosamente a porcaria cá para fora.

E faz um ar muito espantado, satisfeito e orgulhoso com a nossa reacção positiva. (O que nós nos rimos). Os olhos muito abertos, como quem pensa "Esta gente é doida".

Compreensivelmente.

Dou-te uma flor

Imagens de ti (IV)

Brincadeiras a dois



(Com bons e maus momentos)

A B.

brinca com três mata-moscas. A I. chega ao pé dela e tira-lhe um. Depois mais dois.
A B. fica com os olhos grandes ainda maiores e a boquinha aberta de espanto.

A mãe da I. repreende a I. e diz-lhe que não é justo ela brincar com todos e incentiva-a a ir dar (pelo menos) um à B.

A I. dirige-se à B. (a mãe da I. fica contente) e quando chega ao pé dela dá-lhe um empurrão com tal violência que a atira ao chão.

(A mãe da I. fica mesmo muito triste)

Juntam-se

vários casais com filhos numa casa de campo (linda) e o resultado só pode ser bom!

Mesmo com as birras das criancinhas anormalmente excitadas e os desentendimentos entre elas ("É meu!!!!! Mãaaaaaaaaaaaaaaaaeeeeeeeeee!!!!"). Os pais conversam, as criancinhas brincam e até adormecem a horas razoáveis. Come-se muito bem.

O convívio faz bem a todos.

(Obrigada!)

Hoje de manhã



(A lembrar os filmes do Kusturica. A fazer esquecer o trânsito infernal.)

2005-09-25

Imagens de ti (III)

2005-09-23

Já está

de cabeça para baixo, preparadinho para nascer!

(Ufa!)

Cantada inúmeras vezes

, no carro, a pedido dela:

"Atirei o pau ao gato-to-to, mas o gato-to-to (...)"
E no final, ela, aos berros:
"Meáááuuuuuuuuuu!"

("Mais! Mais!!")

2005-09-22

É para o Natal, sff (II)!

Um post menos fútil e mais a pensar nos outros!

Aqui!

Facto recorrente

desde que sou mãe: inicio conversas que nunca termino. Ou que interrompo e recomeço. Muitas vezes. Não é fácil.
A coisa piora se a conversa for com outra mãe que também está acompanhada da criancinha.

É para o Natal, sff!

Estes:

... ou então estes:

(Nº37. Obrigada.)

Imagens de ti (II)


...e dele.

Comidas

Em algumas coisas, na educação da I., sou um bocadinho fundamentalista. A comida é uma delas.
Não gosto que ela coma doces, muitos fritos ou coisas gordas. E até agora não tem sido difícil.

Ironicamente, o mais difícil não é convencê-la de que comer ervilhas e cenoura aos bocadinhos na sopa é o máximo, mas convencer os familiares e outras pessoas próximas de que ela não pode comer isto ou aquilo.

Ouço várias vezes o "mas de vez em quando não faz mal!!". Acontece que a minha filha ainda não percebe a noção de "de vez em quando". Para ela, ou pode comer ou não pode. Se um dia lhe dizemos que sim, e no outro lhe dizemos que não, ela, compreensivelmente, não percebe. Não aceita. E eu compreendo!

As crianças precisam de coerência. Daqui a uns anos acredito que seja mais fácil ela entender que há coisas que podem ser a excepção, mas não a regra. Mas por enquanto, quando me deparo com estas observações ou insistências, apesar de saber que a intenção não é má, o que me apetece é revirar os olhos de impaciência ou mandar dois pares de berros de "aqui quem manda sou eu!".

Coisas queridas

que ele faz: vamos às compras ao centro comercial e ele segue para o hiper com a I. (ela adora ir sentada no carrinho) enquanto eu vou comer qualquer coisa e ver calmamente uma ou outra loja.

(Gosto tanto de ti!)

Ser

nosso amigo, daqueles que o tempo e a intimidade eliminaram qualquer réstia de cerimónias, pode significar ser convidado para jantar e ter que brincar com a I. e ver os brinquedos todos dela, porque ela faz questão de mostrar, dar-lhe banho, vesti-la e dar-lhe o jantar.

E só depois ver um prato de comida à frente.
(Mas desta vez acho que conseguimos começar a jantar antes das 22h)


(Na sequência disto, e com amigos diferentes!)

2005-09-21

Imagens de ti

Prestes

a passar um fds fora com alguns amigos, estamos na fase dos últimos preparos (últimos e primeiros, acho).
As meninas juntaram-se para falar de compras de comida e afins.

No final da conversa, e como forma de me organizar (eu nestas coisas sou muito organizadinha, assim quase a raiar o exagero) e também para o pôr ao corrente da situação, mando um mail ao M.

Mas era assim um mail em condições, uma coisa séria.
Com as coisas que cada um ia levar, as coisas que precisamos comprar ou fazer para a I.
Para tudo correr bem e não haver imprevistos.
Decidimos levar apenas o essencial, que o resto compra-se por lá.

E a resposta dele ao mail foi:
"Para não se correrem riscos levamos também cervejas e vinho."

(Gosto particularmente da preocupação latente em "Para não se correrem riscos". :) )

Enquanto

a I. cresce devagarinho, presto cada vez mais atenção às questões relacionadas com a educação dos filhos, no mundo à minha volta. Ou é o adolescente que não tira aproveitamento das aulas e menospreza o valor dos estudos. Ou a jovem adulta que não consegue soltar-se do ambiente familiar e construir uma vida própria.

Por enquanto, ser mãe/pai é fácil. As nossas preocupações são que ela se sinta amada e feliz. Que saiba que pode contar connosco, que é importante para nós. Que temos tempo para ela e que gostamos dela como é.

Não me angustio com o que possa vir, porque sei que estou a fazer o melhor que consigo. E é só isso que posso fazer.

Não gosto

de pessoas com a mania que são engraçadas. O humor é uma coisa que não se força. Ou se tem ou não se tem.

E quando se tem, sai naturalmente.

Tenho pena

de não ser muito musical. Apesar de adorar música, não tenho muito jeito para cantar, e canções infantis menos ainda. Não fixo as letras, desafino...

A I. fica toda feliz quando eu canto e não é muito exigente. Eu invento letras e fico meio atrapalhada quando ela pede mais.

2005-09-20

Dica

do pediatra para facilitar a aceitação do bébé: dizer que aquele é o bébé dela (ou nosso), em vez de nos referirmos a ele(a) como o mano ou mana.

Engraçado que nós já o vamos fazendo. Quando perguntamos pelo bébé na barriga, perguntamos sempre pelo bébé da I., para que ela não fique baralhada com a pergunta e pense na bébé M., da ama, ou nela própria (quando se vê nas fotos ela refere-se a si própria como "o bebé").

"O bébé da I.?"
Aponta a barriga, faz festinhas e dá beijinhos.
(É tão meiguinha quando quer...)

E agora, de repente,

o que me apetecia era a minha casa, o meu sofá, uma tarte de maça e um chá, um livro para ler.

Consulta no pediatra

Tudo OK.

Em relação à altura o pediatra disse (mais uma vez) que ela só é filha do pai.
Em relação ao peso desta vez disse também a mesma coisa.

Ora aqui, e tendo em conta o "estado da nação", fiquei sem saber muito bem o que pensar. Mas depois ele lá foi explicando que ela tinha aumentado um bom bocado de peso, e eu pensei que, apesar da gravidez (e do "estado da nação"), a minha elegância está salvaguardada, pelo menos por aqueles lados. :)

A mãe

do M. pintou um quadro para a I. no seu primeiro aniversário. A minha mãe está a tricotar uma mantinha para o bébé.

Gosto destas prendas.

Uma desvantagem

de ter dois filhos com idades muito próximas: ter que comprar outra cama de grades.

Duplo erro

Comprámos-lhe umas botas de camurça.
Beges.

2005-09-19

Ultimamente

alguns movimentos do bébé dão direito a respiração suspensa, mão na barriga, sensação de calor e gotinhas de suor no nariz.

O espaço está a apertar e eu é que as pago.

No meu top III

Já

me apetecia o Outono.

Depois

de muitas hesitações e ainda pouco convencida, inscrevi-me no meu segundo curso de preparação para o parto.

Quanto às mais valias do primeiro, não tenho quaisquer dúvidas. Sempre tive pavor do parto, e o curso ajudou-me a chegar a esse dia muito tranquila.
É disso, mais do que tudo o resto, que sinto falta. De falar sobre o parto, de me tranquilizar, de me sentir apoiada.

32s

A minha velocidade de locomoção reduziu-se drasticamente.

18 meses depois

acho que posso dizer que já não me custa acordar no horário dela.

(No horário habitual, entenda-se)

Nunca vi

a minha filha tão inexpressiva como no show dos golfinhos do jardim zoológico. Só a música, as palmas e as pessoas ao nosso lado lhe despertavam o interesse e os sorrisos.

Racionalmente sei que é porque é muito pequenina. Emocionalmente espero que, como eu, aprecie mais ver os animais noutros sítios e noutras situações.

(Os shows com animais dão-me vontade de chorar)

Há pessoas

que têm uma habilidade/sensibilidade especial para crianças. (Eu não tenho. O M. tem.)

Há uma amiga nossa que é assim e sempre que a vejo com a I. fico cheia de vontade de a ver com filhos dela. :)

"Ai, coitadinha,

tão pequenina e já vai ter um mano!!"

Ai, coitadinha...

Lá em casa

a primeira a "vestir-se" é ela, e a última sou eu.

Isso pode significar que, como hoje, ela sai de casa de manga comprida e eu de camisola de alças.

Mau começo

Escolher uma combinação de duas camisolas para vestir e as duas terem nódoa.

2005-09-16

Resposta a um mail Ou A minha opinião sobre a maternidade

"(...)

Não te vou dizer que ter um filho não muda e muito a nossa vida, porque de facto muda. Tudo.

E também acho difícil. E às vezes frustrante, castrador, etc. Eu não gosto de alimentar ideias muito cor-de-rosa sobre a maternidade, já o deves ter percebido no blog. Mas também não preciso que a maternidade seja cor-de-rosa para gostar dela.

Acho que é tão simples como isto: ter um filho faz-nos amar alguém de uma forma que não se pode descrever nem sentir de outra maneira. E isso é fantástico e compensa tudo o resto.

Compensa as noites mal dormidas (para mim o mais complicado), as dores do parto e do pós, a falta de liberdade para sair à noite, para estar a sós ou com o marido, para os programas com os amigos, para as viagens. É claro que isso não significa que não se sinta falta de tudo isto. Eu, pelo menos, sinto!

Eu acho que ter um filho é também uma prova de esforço para o casal enquanto casal. Porque a intimidade fica para segundo plano numa primeira fase, e porque nem sempre é fácil recuperá-la. O equilíbrio na vida do casal com o bebé recém-nascido é difícil de gerir. Os cansaços, as carências, as atenções. A individualidade.

Mas acho que não te estou de certeza a dizer nada de novo, apesar desta faceta nem sempre ser muito abordada neste mundo dos blogs. (O que eu acho pena)

O que eu acho é que sempre que possível deve haver uma consciencialização dos futuros pais para isto. Para não haver surpresas nem tristezas.

Quanto às viagens, acho que é tão simples quanto isto: podes contar com os avós (espero) para uma ou outra ocasião em que queiram fazer uma viagem a dois, e as viagens com eles, ainda que diferentes, limitadas, e certamente mais cansativas, também podem ser giras.

E não é um dizer não às viagens. É um adiar, um deixar para depois, um aguardar.

Nós decidimos ter os dois filhos tão juntos, em parte para que este adiar de tanta coisa (não só das viagens) seja o mais breve possível. Foi uma opção nossa. Não será certamente a ideal ou a melhor, até porque acho que isso não existe na maternidade.

Acima de tudo acho o seguinte: para se ter um filho, o mais importante é querer esse filho. Não importa a idade, a circunstância, o timming (dentro dos limites do razoável, claro). Importa querer. Muito.
É romântico, mas é o que eu acho.

(...)"

Hoje

a M. faz anos e eu não me esqueci. (Parabéns, linda!!!)

E sim, isto é digno de registo.

Na minha secretária


(Espero que gostes!)

Ieeeeeiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!


(Cresce devagarinho, sim, querida?)

Eu

tenho uma filha e outro a caminho, e muitas vezes comporto-me como uma criancinha mimada.

(Dou aqui início à rubrica "Eu". Inspirada nela, mas sem os desenhos giros, que eu não tenho jeito nenhum.)

Quando

me encontro em situação de conflito, comigo ou com outra pessoa, faço um esforço para ser razoável e conseguir ver além das minhas motivações. Acredito que a imparcialidade é difícil para quem se encontra envolvido, e eu não sou melhor que ninguém.

Mas nestas alturas posso contar com uma das pessoas mais justas e correctas que conheço, do meu lado. Para me chamar à razão, para me fazer pensar melhor, ou até para me fazer esquecer, se não for importante.

Neste aspecto, sim, sinto-me privilegiada. Sei que o sou.
Obrigada, querido M.

Os acontecimentos felizes

deixam-me com poucas palavras.

2005-09-15

Gato


Adora gatos. Mas a uma distância mínima.
Quando se aproximam manda gritinhos histéricos e vem ter connosco.
Se lhes fazemos festas, ela, encorajada, faz também.

(Mariquinhas)

Post hilariante

Este!

(Ai o que eu me ri)

A tortura

com a glicose e o jejum revelou, sem margem para dúvidas, que está tudo bem com os meus níveis de açúcar. Ao menos isso.

(Nota: não voltar a combinar jantaradas com meninas que fazem sobremesas deliciosas para o dia antes das análises)

Recadinho

ao bébé na minha barriga: é favor dar a volta e ficar de cabecinha para baixo nos próximos tempos, está bem?

Obrigada.

Já há muito tempo

que não falo de comida:

Os cheerios viciam.
Os iogurtes são meus amigos.

Tem

uns ciúmes enormes dele, ele quase não me pode tocar nem vice versa, deita-o ao chão com beijinhos (ela é um bocado incoerente), fica irritada quando ele lhe toca, e assim, do nada, saiu-se com um "D-u-a-r-t-e" totalmente expontâneo.

Com as letrinhas todas muito bem ditas.

Brincadeiras

2005-09-14

Antes

pedia aos meus pais para sair à noite.
Agora peço aos meus pais para ficarem com a minha filha, para eu poder sair à noite.

Objectivo

até novembro:
Ler todos os livros que conseguir.

(Já sei que a seguir é para esquecer...)

Na cabeceira

No carro

quem escolhe a música somos nós.

(Ela hoje dançou e pediu mais. "Mais! Mais!")

No meu top II



(Gosto TANTO deste CD. Decidi que o vou tentar ouvir todos os dias até o bébé nascer, numa tentativa patética de ter um CD que possa usar para o tentar acalmar mais tarde, um que ele reconheça. Se há CD que eu acho que consigo ouvir todos os dias, é este.)

No meu top

Eu quero

um mobile com comando.

(Não é para mim, claro. Ainda me lembro das secas a levantar-me para puxar a corda ao bonequinho da musiquinha irritante que a deixava toda entretida. E calada.)

Quando

estou prestes a receber em casa amigos com filhos da idade da I., sinto-me na obrigação de alertar para o mau-feitio da minha filha com criancinhas.
Com os adultos é uma querida.

(Com as criancinhas também, desde que elas não lhe toquem, não toquem na mãezinha e no paizinho e muito menos nos brinquedos dela. E já agora nem pensem em recusar os (milhentos) beijinhos dela.)

Não

gosto de homens vaidosos.
Não há paciência para um gajo que se preocupa demasiado com a roupa, com os sapatos ou com a aparência fisica no geral.

Uma boa música

logo pela manhã faz toda a diferença.

Ser

nosso amigo, daqueles que o tempo e a intimidade eliminaram qualquer réstia de cerimónias, pode significar ser convidado para jantar e só tocar num prato de comida perto das 22h da noite.

(E pelo meio tomar conta de uma criancinha inquieta e ouvir-nos a discutir, porque ele quer despachar os candeeiros todos e eu refilo que a miúda está cheia de fome.)

2h20 da manhã

é uma hora tão boa como outra qualquer para exigir, aos berros, um biberon de leite.

2005-09-13

Tenho

8 candeeiros novos.
Os meus preferidos são três telhas velhas a fazer de apliques na parede da sala.

(Gosto mesmo. Espero que resistam ao calor das lâmpadas!)

8h da manhã

Hora de ponta na garagem.

De manhã

"Discutir" quem vai ao quarto dela e lhe pega ao colo quando ela acordar.

O M.

furava paredes para pendurar candeeiros.

No quarto mesmo ao lado, a dormir, a I. nem se mexia, mas o bébé na minha barriga encolhia-se de susto.

O primeiro dia de trabalho

foi cansativo para a I.
Adormeceu às 19h no carro e só acordou mais de 12 horas depois.

2005-09-12

Toma e embrulha!

Queixei-me de uma mísera horinha em jejum e agora vou ter que repetir o exame desta vez com 3 horas em jejum e outras tantas picadas à mistura.

No regresso ao trabalho

A minha colega adorou o meu corte de cabelo novo.
O meu chefe fez uma piada acerca da possibilidade de eu ficar sem almoçar "também não lhe ia fazer muita falta que ela está bem nutrida".
O nosso colega novo insiste em se chegar à frente sempre que eu passo por detrás da cadeira dele. (Eu já lhe disse que não é necessário)

O grande chefe continua lindo de morrer.

Gostos e (Des)Gostos - meus

Gosto de beber chá a acompanhar com bolachas ou bolos secos.
Não gosto (MESMO NADA)de fazer compras no supermercado.

Quando

está com um bébé, o difícil é convencê-la a afastar-se quando o contacto se torna demasiado insistente ou perigoso.
Fica fula.

Acho que me aguardam dias complicados. :)

Coisas novas

Gostar de andar de mão dada connosco.
No auge, pede a mão de um de nós "mamã!" e do outro "papá!" e fica toda feliz.

Também nos pede a mão quando nos quer mostrar alguma coisa.

2005-09-10

De malas feitas


Regressamos a casa.

Acho

muita piada a todas as palavras e expressões novas que ela aprendeu nas férias.
Não acho muita piada a escrevê-las aqui, na sua forma peculiar e distorcida de as dizer.

Sempre achei

que quando chegassem as 30s é porque estava quase.
Está mesmo quase, e ainda há tanta coisa para fazer.

(Não tenhas pressa)

Em 15 dias

Guarda, Aveiro, Figueira da Foz, S. Pedro de Moel, Tomar, Mira de Aire, Lisboa, Faro, Aljezur, Guia, Serpa, Cercal.

Não gostamos muito de estar parados.

Argumento

chantagista: eu arrumei tudo enquanto tu foste para a bola, por isso amanha de manhã dás-lhe tu o leite.

Será que resulta?

Gosto

de chegar a minha casa. Por muito boa que a ausência tenha sido.
Ela pelos vistos também. Corre de um lado para o outro e exige-me a mão para me mostrar tudo. Excitadíssima.

2005-09-09

Férias V



Do que

eu gosto mesmo, é do Alentejo.

2005-09-08

Barriga

No mar



Miminhos



Brincadeiras




2005-09-07

Lista de compras:

(Brinquedos de que parece gostar)

• Carrinhos
• Animais (de plástico duro)

Banidos os doces

da minha dieta, encontro consolo em fatias de melão fresquinho e pouco maduro.

Férias:

muito campo, muitas melgas.

A cama de viagem

garante-lhe dormida até aos 3 anos, mas eu tenho as minhas dúvidas. Já não sobra assim tanto espaço.

2005-09-06

Férias IV




Sonho:

comprar um terreno no Alentejo, perto do mar, com uma casa velha.
Depois, com tempo, reconstruí-la. Deixa-la comprida e baixa, simples. As paredes caiadas de branco, um alpendre em madeira. Lá dentro camas de ferro e móveis antigos. Tapeçarias pequenas e coloridas nas paredes.

Prefiro

um dia de chuva miudinha a um de sol abrasador.

Hoje

, numa aldeia pequena, no Algarve menos turístico, comprei mais candeeiros que no resto da minha vida. São brancos, de gesso, toscos. Lindos.

(Aqui há coisa de um ano comprei um muito semelhante numa loja de decoração toda janota. Custou-me dez vezes mais e não tem metade da piada. Sobra-lhe “perfeição”.)

2005-09-05

Férias III




Sai-se

da via do Infante depois de Lagos e segue-se na direcção do mar. Depois começamos a subir pela costa e é isto. Lindo.

Assim

que se vê perto do mar começa numa inquietação que só pára quando está dentro de água. E mesmo aí não fica satisfeita. Tenta soltar-se das mãos do pai e lança-se contra as ondas, destemida. Dentro de água, ri às gargalhadas e não quer sair. Os lábios roxos e ainda aponta o mar.

Na Arrifana

, à noite, há mais estrelas.

2005-09-04

Nas férias


encontrámos um gato com a cara pintada ao meio.

Em

Faro, durante o dia, o suor cola-se no corpo e nos movimentos. Só me apetece estar em casa e mexer-me o menos possível. À noite, o vento faz-se sentir e a temperatura baixa para o agradável. Sento-me no espaço exterior da casa, à conversa, com velas acesas, e sinto a boa-disposição voltar.

2005-09-02

Frase favorita


"Não há!"

Brincadeiras

O que me custa

não é beber um copo cheio de uma bebida açucarada.
É aguentar até às tantas num jejum forçado, quase a cair para o lado.

Quase 30s

Na clínica de análises:

"Está quase, não é?"
Resposta para dentro: "Nãããaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaooooooooooooo!"
Resposta para fora: "Prefiro pensar que ainda falta muito tempo!"

Quando

me olho ao espelho vejo uma pessoa cujo corpo todo cresceu, mas cuja cabeça ficou do mesmo tamanho. Sinto-me ligeiramente disforme ou desproporcionada.

2005-09-01

A mim

doem-me as costas por causa da barriga e a ele por causa da I. Esta gravidez está a ser “a meias”.

Quando

apontou o meu peso e o comparou com a anotação anterior, o médico assobiou.

Consulta

das 30 semanas: bebé ok, mãe gorda. Liquido amniótico no limite superior do normal, como da I. Bebé sentado (ai). Mãe de dieta. Análises amanhã.

Quando

estou grávida toda a roupa para não grávida me parece gira.

As cores

da nova estação – para ela – são, até ver, laranja e rosa.

A G.

sorri e não parece ter tido um filho ontem. Está bonita e serena, como sempre. Talvez apenas mais feliz, hoje. A pequenina dormia no berço, e o M. parecia uma criancinha-adulta-feliz.

(Eu sei que disse “feliz” muitas vezes. Mas não posso evitar.)