Comidas
Em algumas coisas, na educação da I., sou um bocadinho fundamentalista. A comida é uma delas.
Não gosto que ela coma doces, muitos fritos ou coisas gordas. E até agora não tem sido difícil.
Ironicamente, o mais difícil não é convencê-la de que comer ervilhas e cenoura aos bocadinhos na sopa é o máximo, mas convencer os familiares e outras pessoas próximas de que ela não pode comer isto ou aquilo.
Ouço várias vezes o "mas de vez em quando não faz mal!!". Acontece que a minha filha ainda não percebe a noção de "de vez em quando". Para ela, ou pode comer ou não pode. Se um dia lhe dizemos que sim, e no outro lhe dizemos que não, ela, compreensivelmente, não percebe. Não aceita. E eu compreendo!
As crianças precisam de coerência. Daqui a uns anos acredito que seja mais fácil ela entender que há coisas que podem ser a excepção, mas não a regra. Mas por enquanto, quando me deparo com estas observações ou insistências, apesar de saber que a intenção não é má, o que me apetece é revirar os olhos de impaciência ou mandar dois pares de berros de "aqui quem manda sou eu!".
Não gosto que ela coma doces, muitos fritos ou coisas gordas. E até agora não tem sido difícil.
Ironicamente, o mais difícil não é convencê-la de que comer ervilhas e cenoura aos bocadinhos na sopa é o máximo, mas convencer os familiares e outras pessoas próximas de que ela não pode comer isto ou aquilo.
Ouço várias vezes o "mas de vez em quando não faz mal!!". Acontece que a minha filha ainda não percebe a noção de "de vez em quando". Para ela, ou pode comer ou não pode. Se um dia lhe dizemos que sim, e no outro lhe dizemos que não, ela, compreensivelmente, não percebe. Não aceita. E eu compreendo!
As crianças precisam de coerência. Daqui a uns anos acredito que seja mais fácil ela entender que há coisas que podem ser a excepção, mas não a regra. Mas por enquanto, quando me deparo com estas observações ou insistências, apesar de saber que a intenção não é má, o que me apetece é revirar os olhos de impaciência ou mandar dois pares de berros de "aqui quem manda sou eu!".
12 Comments:
Tou contigo. Sou um pedacinho menos fundamentalista nesse aspecto (mas, se calhar, não noutros), só que precisamente o que mais me irrita é quererem sobrepor-se às minhas regras no que diz respeito à educação (seja em que vertente for) da minha filha.
É que "aqui" quem manda és mesmo TU... vá lá a gente convencer os outros disso...
É muito difícil essa batalha, para mim. Há tempos indicavas um post que falava no reflexo de Pavlov. Os meus já estão assim quando os avós chegam a casa (com os «bilicaos»)... :S
Resta-me acreditar na desintoxicação feita através de umas sopinhas boas...
Beijinhos mimados.
Eu deixei de ser fundamentalista em relação à comida porque ele é péssimo e eu já cedi em muita coisa (entenda-se comidas de frasco. O B, por exemplo, come iogurtes naturais com a maior das descontrações e a minha sogra insite em dar-lhos com açucar. Há dias tive de morder a língua, porque também não quero comprar guerras com ela!
Ora aí está mais uma coisa que já me está a deixar os cabelos em pé (e o míudo ainda não nasceu!). Quererem desautorizar-nos, com a eterna desculpa de que não faz mal e que é só hoje...
Mais uma vez estou de acordo contigo, nós tentamos ao máximo o mesmo que tu, por vezes não é simples, com a pequenita ainda vamos conseguindo, o mais velho sabe bem quais são as regras mas se estiver em casa da avó sem nós lá se vão as regras todinhas!!!!!
Beijos
Eu que te apanhe a comer merdices este fim-de-semana.
Nisto não posso estar mais de acordo contigo! É que é mesmo assim!
A Joana com quase dois anos, não come nem fritos nem doces e muito menos chupas e semelhantes.
No entanto este ano, já provou batatas fritas e de vez em quando no verão comia um geladinho ou chocolate de leite.
Mas fomos só nós a dar e é tão raro, que ela nem sequer pede! (bem, o gelado pedia durante o verão... mas vezes não são vezes!)
Beijinhos
Concordo plenamente! e nem preciso de dizer mais nada que está tudo dito!
totalmente de acordo. acaba por ser constrangedor para nós, mas temos mesmo de dizer que não...
a ideia que os outros dão é que até parece que as criancinhas deixam de ser felizes se não comerem aquilo.
aaaaiii como te compreendo.
eu tenho um medo incrivel disso, pois foi à conta de maus hábitos alimentares que estou assim...
eu sei que não fazem por mal, mas nós é que sabemos... que coisa...
Nádia, uma preocupação que eu tenho, por já me conhecer bem, é tentar não me deixar levar demasiado pelos meus próprios fundamentalismos.
É claro (ou talvez não tenha sido) que quando digo que não gosto que ela coma doces ou fritos, não significa que ela nunca os coma..
Mas, e é nisto que não concordo contigo, eu acho mesmo que por enquanto ela não percebe o que significa uma vez um sim e outra vez um não. Por enquanto acho importante haver coerência da nossa parte, e se possível, da parte das outras pessoas com quem ela está, mm que essa coerência tenha que ser imposta.
Mais tarde será diferente, até porque não posso exigir dos meus filhos uma coisa que eu própria não faço.
(Gosto muito das tuas participações "contra a maré". Fazes-me sempre pensar!)
Acontece-me constantemente...mas eu nem consigo ter o discernimento de pensar que é com boa intenção!
Expludo logo com o quem manda sou eu!
Não consigo evitar...
E tens toda a razão quando dizes que eles precisam de coerência. É uma verdade!
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