2006-04-28

Pai e filhos

Dos empregos

(A propósito de um post que li, de uma menina a quem desejo sorte.)

Quando comecei a trabalhar fui estagiar quase imediatamente para uma grande empresa. Não gostei. Não nos passavam (a mim e aos outros na mesma situação) trabalho, e não ter nada para fazer é frustrante, especialmente para quem começa. Tratei de arranjar alternativa.

E foi fácil. A minha área de trabalho estava numa fase francamente boa em termos de oferta de emprego. Tive uma experiência de trabalho deliciosa. Um ambiente fantástico, pessoas que considero amigas até hoje, aprendi imenso, senti-me realizada. Adorava o meu emprego. Mesmo. Adorava ir trabalhar.

Inesperadamente fomos confrontados com uma situação de mudança que obrigava a um despedimento de grande parte do pessoal. Foi uma experiência terrível. Lembro-me de acordar de manhã com uma sensação amarga, com uma aflição imediata. De pensar em como tinham sido diferentes os meus dias todos até àquele. De como a vida muda de um momento para o outro e de como desvalorizamos o que tomamos como garantido. Uma série de clichés, portanto!

Acho que mudei desde essa experiência. Perdi alguma tranquilidade e inocência mas também valorizo mais algumas coisas. Acabei por não ser despedida, mas muitos amigos meus foram.

Acredito que com tudo na vida, até com as coisas más, se aprende. Mas não me lembro de alguma vez me ter sentido tão perdida.

Curtas

(Pequena nota introdutória: estou farta de que me perguntem se a minha filha é um rapaz. Eu não sou muito de saias e afins porque prefiro a roupa confortável, mas esta Primavera/Verão vou abusar do cor-de-rosa e da roupa de menina. Florzinhas e assim.)

(De manhã tento convencê-la a vestir, por cima da camisola de algodão (cor-de-rosa), uma outra muito gira (florida). Não quer. A tia também tenta convencê-la.)

(Blá, blá, argumentos, blá, blá)
Tia: "Vamos só experimentar e depois tiramos!"
Eu: "E vamos ver no espelho da mãe como ficas gira!!" (Risinhos histéricos forçados, para a entusiasmar.)

Ela (finalmente): "Vamos, vamos!"

(Vê-se ao espelho, ri-se muito, acha-se muito gira. Eu e a tia muito satisfeitas.)

Ela: "E agora, vamos tirar...?"

2006-04-27

Imagens dela

Manos



É incrível como é bruta com a maioria das crianças e meiga com o irmão.

É claro que ele não se livra de uns sopapos e safanões ocasionais quando está com a birra, mas, regra geral, é de uma ternura que nos faz sorrir.

Tem mais ciúmes do irmão quando são os outros (avós, tios, amigos) a tocar-lhe ou a dar-lhe colo, connosco nunca se queixa. Nunca. Acho admirável e surpreendente. Não estava à espera. Acredito que com a idade e a crescente invasão do J. ao seu espaço a coisa mude.

É muito protectora na ama e não deixa os outros aproximarem-se demasiado. Já vai brincando com ele e riem-se muito um para o outro.
Quando se chega muito perto, o J. agarra-lhe os cabelos e puxa com toda a força (ui!). Chora e fica muito triste, mas nunca retalia (nem quero imaginar o que faria se um dos outros miúdos lhe fizesse isso). Diz que ele é pequenino e consola-se. (É o que nós lhe dizemos: "Tens que ter cuidado, ele é pequenino e não sabe. Não faz por mal. Não é de propósito!")
Às vezes fica aflita quando ele chora e chama-nos a atenção.

Não me esqueço que tenho um irmão mais novo com a diferença de idade deles e que a nossa relação nunca foi boa. Não acredito que a proximidade etária seja condição única e suficiente para uma boa relação, mas acho que uma criança assim pequena não se sente tão ameaçada. Acho que o feitio dela ajudou, porque é muito independente. Sei que a boa relação deles também depende muito de nós, os pais.

Gostava muito que fossem amigos, mas amigos a sério.

Curtas

(de manhã)

Eu: "Dá-me um beijinho!"
Ela: *beijo*

(algum tempo depois)

Eu: "Dás-me um beijinho?"
Ela: "Já dei!"

(Não me podia sair uma filha beijoqueira? Não?)

2006-04-26

Filhos

Sem família próxima (avós) por perto, torna-se difícil conciliar a maternidade/paternidade com saídas a dois. Raramente o fazemos e tenho a certeza que nos faz falta. Não só por nós, mas também por eles.

Sim, eu acredito que os pais devem estar (juntos) sem os filhos de vez em quando. Uma vez por mês, uma vez por semana, uma vez por ano, isso já depende dos pais e dos filhos. Uma hora, uma noite, um dia, um fds, uma semana.

Esta semana temos cá quem fique com eles e vamos aproveitar. Vamos jantar fora esta noite. Sinto-me como uma adolescente prestes a sair à noite.

(Fazem-me tanta falta estes bocadinhos. Tenho a certeza que seria melhor mãe se pudesse fazê-lo mais vezes.)

Calçado


Tenho muita dificuldade em encontrar calçado que goste. Não me identifico com a moda de há uns anos para cá e privilegio o conforto. Não uso saltos altos, nem saltos médios, nem saltos baixinhos. Gosto de ponta redonda.

De tudo o que já calcei, estes ténis foram sem dúvida o mais confortável. Comprei-os com 50% de desconto ou não os teria comprado. Agora acho que valem todo o dinheiro que pedem.

Fui ao site em busca de um modelo giro (novo) e descubro-os na secção retro. Os novos parecem-se pouco comigo.

2006-04-25

Brinco # 9


(Com contas de fimo, feitas pela minha cunhada)

Brincos # 8

2006-04-24

No Alentejo


há muitas árvores. E bonitas.

T-shirt com borboletas


feita pela mãe.

(Que agora tem a mania que é criativa)

No Alentejo


até as estradas são bonitas.

Sou (II)

maravilhada com a gravidez. Sou. A minha, e até a dos outros.

Por enquanto sorrio, comovo-me, alegro-me, mas não invejo. Estou feliz com o meu corpo de volta - ainda que alterado, com a minha liberdade de movimentos, com a quantidade de risos e de choros lá por casa.

Depois da I. este sentimento durou-me 9 meses, mais coisa menos coisa.
Não sei se vou ter mais filhos, mas prevejo dias muito invejosos.

Sou

uma pessoa bem-disposta, mas também rabujenta, stressada e mal-humorada. Não é uma contradição, é uma composição.

O auge do mau-feitio é atingido frequentemente nas duas horas que antecedem uma saída de casa para passar uns dias fora. Quero ter a certeza de que não me esqueço de nada e quero deixar tudo arrumado.

Uma vez no carro, respiro fundo e transformo-me numa pessoa diferente.

(Antes de ter filhos não era nada assim e ainda troçava do meu pai, de quem herdei esta peculiaridade)

Tivesse eu tempo

para fotografar e escrevia um blog só com imagens.

2006-04-23

Receita para um fds bem passado


Alentejo e Amigos.

Amigas

Imagens dela

Imagens dele

2006-04-21

Treino do bacio

Não gosto de "forçar o crescimento" na I., nem tenho pressa nenhuma em que ela cresça.

O ano passado, no tempo quente, ela não estava de maneira nenhuma preparada. Não indicava perceber quando fazia chichi e cocó e não mostrava curiosidade com o bacio. (Ela via os outros meninos na ama a utilizá-lo)
Adiámos a mudança para este ano.
(Sendo que com um ano e meio me parecia realmente cedo, apesar da minha mãezinha me dizer, repetidamente, que foi nessa altura que eu deixei.)

Algures entre essa altura e esta, ela começou a dizer-nos que estava a fazer cocó, a querer sentar-se no bacio (na ama), a achar piada ao bacio lá de casa.

Já o utilizou algumas vezes, mas por sugestão, e poucas vezes com sucesso. Acho que só o pediu uma vez. Infelizmente o maior interesse parece-me que aconteceu em pleno inverno, quando não dava jeito nenhum. Agora parece-me menos entusiasmada e interessada em o utilizar.

Mas está sem dúvida preparada. Agora é reunir toda a informação possível e pôr a coisa em andamento. Dava um jeitaço que nas férias do Verão já tudo funcionasse em condições. A ver vamos.

Acho que vou começar por comprar este livro:

Saudades daqueles dias

Deito-o

na cama despertíssimo. Palra, rebola, brinca com os bonecos, morde o lençol. Fico dividida. É o tempo que não estou com ele e são os hábitos que quero que não perca. Uma vez por outra levo-o para a sala para ao pé de nós, mas não pode ser sempre. Às vezes acho-me dura demais, mas a maior parte das vezes não. Acredito que somos mais felizes assim. Com rotinas, com as coisas a acontecerem sem surpresas, com eles a dormir cedo e bem, e o suficiente. Mesmo que me custe, como ontem.

(Porque o ouço no comunicador, acordado, e não o vejo. Tantos sorrisos perdidos.)

Depois choraminga e vou espreitá-lo, porque ele não é de choramingar sem motivo, à noite. Mudo-lhe a fralda (suja) e fico-me. Agarra-me os cabelos e puxa-me a cara para a dele, com força. Morde-me o queixo com o dente que já tem e magoa-me, mas eu não me importo. E baba-me, mas não faz mal. É o cheiro dele, é o riso dele, os olhos, ali, mesmo ali. E não quero saber do jantar por fazer, dos convidados que estão a chegar. Sento-me na cadeira com ele a morder-me a cara, a arrancar-me os cabelos. E é então que ele pára a olhar para a luz da noite que (quase) não entra pelas janelas. Fica com a cara parada mesmo em cima da minha, os olhos grandes, a boca pequenina aberta, tão lindo. E o cheiro, aquele cheiro de bebé.

Encosto o meu queixo às costas dele e ele aninha a cabeça no meu ombro. Não se ouve nada porque estamos sozinhos em casa. (E os convidados a chegar, e o jantar por fazer, mas não faz mal). Ficamos assim muito juntinhos e é quase como se ele nunca me tivesse saído da barriga, como se a minha pele ainda cobrisse a dele e somos quase só um, porque os meus braços preenchem os espaços dele e os dele preenchem os meus, e é tão bom, tão bom, tão bom.

Este silêncio, este cheiro, este calor, este bebé.

2006-04-20

Recadinho

Não gosto do swatch dia da mãe, mas gosto MUITO deste:

(Sim, sim, estive numa loja Swatch.. ;) )

Swatch mais giro de sempre


(Adoro relógios da Swatch. Vá, caiam-me lá todas em cima, que não, que não.)

Updates

Dela:

Os grandes entusiasmos do momento são dois: baloiços e livros.
Tenho a sorte ou o azar de trabalhar perto de um parque infantil e todos os dias (repito, todos os dias) há drama para ir aos baloiços (e depois para sair, claro).

Anda sempre com (pelo menos) um livro atrás e está sempre a pedir para lhe contarmos as histórias. Ela também conta, muito de vez em quando, e é giro de se ouvir. ("Giro de se ouvir"?). Gosto de a ver sentada no sofá ao lado do pai, o livro nos colos, ele a contar e ela a reforçar, a completar, a questionar, a inventar.
(Sim, o pai tem muito mais jeito que a mãe para contar histórias.)

Dele:

Bebe um biberão por dia. Como mama muito de noite, notava que o meu peito não "respondia" e ele começou a acordar (ainda) mais vezes. Sem dramas.

Palra bastante quando está satisfeito. Continua muito bem-disposto e sossegado. Fica lindamente na ama, muito atento a tudo.

Não pára quieto quando deitado e vira-se imediatamente de barriga para baixo. Percorre a cama de uma ponta à outra em três tempos!

Desculpas e agradecimentos

às 8 queridas que subscreveram o notify.

Pois é, não receberam nada. É que eu estava convencida que o serviço se apercebia das mudanças no blog e enviava o mail. (Mais uma deformação profissional)
Mas não. Parece que eu é que tenho que o fazer.

Ora, eu, e sem qualquer desrespeito pelas 8 queridas, tenho mais que fazer.

Assim, as "Novidades fresquinhas" desaparecem ali do lado e o que posso fazer é recomendar o Bloglines, por ex., para o efeito pretendido.

Um beijo e obrigada!

(Devia ter investigado melhor a coisa antes de a disponibilizar, mas ando com pouco tempo...)

2006-04-19

"Não, não!!"

Chego à ama e pego no J. ao colo. Fico com ele sentado na minha perna, de cócoras.

O P. aproxima-se para tocar. A I. chega a correr, afasta-o com uma mão e com a outra, dedinho indicador espetado muito próximo do nariz do P.: "Não, não!!! Ele é muito pequenino!!!"

(Risos)

(O P. tenta tocar mais vezes, a I. espeta o dedo mais vezes)

Modernices

A ama dá-me um toque para o telemóvel quando ele começa a ficar rabujento com fome, e eu vou lá dar-lhe de mamar.

(Ama a 2 minutos a pé do trabalho)

Eu gosto

de pessoas que se queixam, que têm dúvidas, que erram e sentem remorsos, que se questionam.

Eu não tenho muita paciência para pessoas que estão sempre felizes, tranquilas e muito satisfeitas. Eu até desconfio muito dessas pessoas. Acho que não existem. Fico a pensar que não pode ser.

Se calhar, no fundo, o que eu gosto é de pessoas parecidas comigo.

Tenho que me rir!

Abro o gmail e tento encontrar um mail que enviei ao M. Quando edito os mails trocados entre nós, a navegação entre as páginas de resultados diz:

"1 - 20 of hundreds"

:)

(Já me ri algumas vezes à conta deste tipo de coisas no gmail. É muito provavelmente deformação profissional, não liguem.)

2006-04-18

Regresso ao trabalho e J. na ama

Almoçar com colegas e falar sobre outras coisas.

Curtas

Para a minha filha, "louva-a-deus" diz-se "avô-a-deus".

Olha a convencida!

Pois é. Tenho a pretensão de achar que alguém pode estar interessado em receber um aviso para os posts novos do blog. Francamente.

(pretensão
do Lat. praetensu

s. f.,
acto ou efeito de pretender;
aspiração;
desejo ambicioso;
suposto direito a alguma coisa;
exigência;

(no pl. ) vaidade exagerada;
(no pl. ) bazófia;
(no pl. ) jactância.)

Dois filhos e só uma mãe

Final de dia e o pai não está. Dou-lhe banho a ela, enquanto ele brinca no parque. Levo-a para o quarto e ele chora. Vou buscá-lo e ponho-o na cama dela.

Enquanto ela janta (quase sozinha), ele berra. Está quase na hora dele. Ando de um para o outro, a limpar sopa e lágrimas.

Quando a vou deitar ele berra muito. Ela decide que não quer ficar na cama e chora também (consequências do fds). Tenho que atender ao J. que chora com fome e deixo-a a chorar a ela.

Enquanto ele bebe o biberão, ela berra e chama por mim: "Mãeeeeeeeeeeeee! Mamãaããaaaaaaaaaaaaaaã!". E eu não posso ir lá. E ela chora. Eventualmente, cala-se.

E eu não fui lá. :(

Estranhamente

, ou talvez não, parece-me que foi ela que sentiu mais esta mudança.
(Primeiro dia do J. na ama.)

Fomos todos, o pai também (gosto de o ter presente nestes momentos, tranquiliza-me), e ela estava muito excitada. Chorou quando o M. saiu e andava muito agarrada às minhas pernas. Quando fui dar de mamar ao J. ela ficou com a ama e depois queria que eu lhe contasse a história das formigas, com o livro.

Saí e deixei-os. Ele sentado na cadeirinha a brincar com um boneco, ela ao colo da ama, a promessa do adeus à janela.

Vai ser assim muitas vezes. Mudanças que me custam, mas que são necessárias e até saudáveis.

(Eu fico-me a vê-los crescer.)

2006-04-17

Imagens dela

Músicas que gosto

Do Chico Buarque, "Vida".

"Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Deixei a fatia
Mais doce da vida
Na mesa dos homens
De vida vazia
Mas, vida, ali
Quem sabe, eu fui feliz

Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Verti minha vida
Nos cantos, na pia
Na casa dos homens
De vida vadia
Mas, vida, ali
Quem sabe, eu fui feliz

Luz, quero luz,
Sei que além das cortinas
São palcos azuis
E infinitas cortinas
Com palcos atrás
Arranca, vida
Estufa, veia
E pulsa, pulsa, pulsa,
Pulsa, pulsa mais
Mais, quero mais
Nem que todos os barcos
Recolham ao cais
Que os faróis da costeira
Me lancem sinais
Arranca, vida
Estufa, vela
Me leva, leva longe
Longe, leva mais

Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Toquei na ferida
Nos nervos, nos fios
Nos olhos dos homens
De olhos sombrios
Mas, vida, ali
Eu sei que fui feliz"

(A maior parte das vezes gosto da vida que tenho)

Gosto de artesanato, "recuerdos" e outras tralhices


(Também da loja das viajens)

Regresso ao trabalho

Posts curtos.

Da viagem de ontem

A minha filha consegue falar durante duas horas e meia.

Da amamentação

Estou frequentemente assimétrica.

2006-04-15

Brincos VII


(Para a minha mãe)

Com um bebé

consegue-se partilhar o silêncio.

Estamos no meu quarto, em casa dos meus pais. Na cama de grades ele morde o lençol. Eu, da minha cama, vejo as nuvens a passar no céu (ou eu a passar debaixo delas, para ser mais exacta).

E o silêncio. Sabe tão bem.
É também por isto que eu gosto tanto de bebés.

(Lá em baixo a I. grita e corre e guincha e ri e chora.)

2006-04-14

Dois dentes

, DOIS, a rebentar na gengiva de baixo.

Ui.

2006-04-13

Coisas minhas

Sou péssima com dizeres populares. Péssima mesmo. Troco-os, misturo-os, invento-os. Normalmente já me abstenho de os utilizar, mas às vezes ainda me sai um.

Eu e o M. rimo-nos quase até às lágrimas com as minhas, digamos, adaptações.

E lembrei-me disto porque, agorinha mesmo, me virei para um colega/amigo meu com esta brilhante afirmação:

"Quem vai à fonte, molha-se!"

Não conheciam? :)

Todos os dias

de manhã e de tarde (não resisto): "Ó I., chama o elevador!"
Ela: "Elevado-ooooooooooor!"

(Risos)

(O pior é que agora me pede para eu chamar também!)

Curtas (E ela a dar-lhe!)

(Na casa-de-banho, eu a arranjar-me, ela a mexer nas nossas coisas)

(...)
Ela: "E isto?"
Eu: "É para pôr debaixo do braço!"
Ela: "E este?"
Eu: "Esse é para lavar as mãos!"
Ela: "E este?"
Eu: "Esse é para a mãe pôr na barriga, para ficar pequenina!"
(Sem pausa)
Ela: "Agora está grande!"

(Simpática...)

2006-04-12

Filho que bolsa

Uma roupa de manhã, outra de tarde.

(Colega: Trocaste de roupa?!)

Licença de paternidade

Que delícia. Levantamo-nos nas calmas, sem pressas. Ele lê-lhe uma história enquanto eu me despacho. O J. brinca no parque. Venho almoçar a casa e estou com os dois. No final da tarde, eu e a I. demoramo-nos no parque infantil. Em casa já está tudo pronto.

Nem quero pensar como vai ser para a semana, a pressa de manhã, o jantar para fazer quando chegamos. Uma rotina diferente. (Nova, porque é mais um cá em casa!)

Chega

, abre caminho para passar, não deixa ninguém tocar no carrinho da Maria e tira a escova à pequena M.

("Ó I., não empurres os meninos! A mãe fica triste contigo..." -pausa- "Deixa o P.ito brincar com o carrinho, depois já brincas tu!" -pausa- "Não I., a M. estava a brincar com essa escova.")

A minha filha é uma pequena ditadora.


(Nós bem tentamos contrariar, mas é difícil. Ela é assim, pronto. De extremos. Muito meiga quando quer, mas também muito decidida e mandona.)

2006-04-11

Da maternidade

O meu filho morde-me.

Da maternidade

A minha filha bate-me.

Imagens dela

Curtas (*suspiro*)

(Ela a brincar com o J.)

Pai: "I., o J. está a babar-te a camisola toda!" (Ela ignora)
Pai: "Ó I., olha a tua camisola toda babada!" (Pequena pausa, enquanto olha para a camisola)
Ela: "Oh, que m****! Está tudo sujo!"

(pausa)

Pai: "O quê???!!!" (Duas vezes, sempre a mesma resposta)

2006-04-10

Famílias

A minha família e a do M. são muito diferentes. Gosto mais da dinâmica da dele, embora muitas vezes me custe "engrenar" na coisa. Porque a minha é tão diferente, acho.

Nós temos uma cama de viagem em casa da mãe do M., que a minha sogra ofereceu ao J. no Natal. Aqui há tempos recebemos um telefonema porque não conseguiam montar a dita cama, e eu perguntei ao M., meio a sério, meio a brincar, se alguém lhe tinha pedido para usar a cama. E ele disse muito simplesmente que não.

Este fds voltou a acontecer o mesmo e eu voltei a perguntar: "Mas pediram-te para usar a cama??". E ele voltou a dizer que não. E eu desta vez comentei com alguma estranheza o facto.

O M. respondeu-me apenas isto: "Isso que tu achas estranho, a mim deixa-me bastante feliz."
E eu percebi e calei-me.

(Gosto muito da família dele!)

(Pequena nota explicativa: O achar estranho não significa que me incomoda no sentido de não gostar. Apenas não seria assim que eu faria.)

Expressões preferidas, no momento (Dela, claro)

"Espera lá!" e "E agora (...)".

Curtas

(De manhã, ela na cadeira a comer os cereais)

Eu, cheia de pressa, abro a porta da cozinha e chamo: "M., despacha-te!!"
Ela: "Não chames o M. (!!), ele está a tratar das coisas dele!!!"

(Risos)

2006-04-08

Coisas minhas

Gosto mesmo muito de chá. E de tudo o que tem a ver com chá. De chávenas, de bules, dos bolinhos (secos, de preferência) e bolachas (de manteiga) que o acompanham, do calor, das conversas de chávena na mão. Bebo muito, especialmente quando está frio. Gosto de convidar as amigas para um chá e também gosto que me convidem.

(Se bem me recordo, esta mania vem-me dos tempos da universidade)

Gosto


dos fins-de-semana a quatro. Tudo acontece ao nosso ritmo e fazemos (só) aquilo que queremos. É tudo mais calmo. Temos tempo para as nossas coisas e os nossos amigos.

Preciso destes momentos.

A I. no jardim


O J. no jardim


Já encontrei

a mobília que gostava MESMO para o quarto deles.

Agora só preciso que a loja entre em promoçoes de 50%, me saia uma lotaria qualquer ou o M. fique tão entusiasmado como eu. :D

Regresso ao trabalho V

Os fins-de-semana sabem melhor. :)

Manos

2006-04-07

Cai

e bate com a cabeça no móvel. Chora um bocado e nós desdramatizamos. Ela esquece-se.

Uma hora depois, apalpo-lhe a cabeça e descubro um galo enorme. Desviamos o cabelo e tem sangue seco. Fico com um aperto. Não sou de grandes dramas, mas custa-me aquela ferida. Às vezes acho que me esqueço que é pequenina, porque temos o outro mais pequeno.

Com dois anos é quase um bebé.

Curtas

(No carro)

Eu: "(...)E vão lá a casa a A. e a M., que é pequenina como tu."
Ela: "Eu não sou pequenina, eu sou muito grande!"

(Pronto, pronto)

Bilhetes de avião comprados

para as férias do Verão. Agora é rezar a todos os santinhos para os putos não ficarem doentes na semana anterior.

Em tempos

tive a mania das malas. Agora não tenho tempo (ou paciência) para trocar de mala.

Parecemos tontinhos.

No messenger ele queixa-se que o pequeno não dorme, ou que está farto de cozinha ou outra coisa qualquer. Eu respondo-lhe, mázinha: "É chato, não é?".

Chego a casa e digo que estou cheia de sono, que a I. está chatinha, e ele: "Ai é?".

Papéis trocados, a mesma ironia. :)

Curtas

(De manhã, eu a vesti-la)

Ela: "O pai é que vista a I.!"
Eu: "Hummm? O pai é que quê?"
Ela: "O pai é que vis... (Pausa para reflectir) Ves... (Outra pausa) Vis..."

(Pausa maior)

Ela: "O pai é que põe a roupa na I.!"

(Dora, lembrei-me de ti! ;) )

Amiguinhos

2006-04-06

Cinco meses

Está outra vez mais gordinho, acho. Se eu comesse de 3 em 3 horas dia E NOITE também estaria... :| Continua muito branquinho e careca. Sorridente, sempre! Ai que sorrisos lindos! É um miúdo muito bem-disposto e parece-me mais calmo que a irmã! Vamos ver.

Come bastante bem. A sopa só não vai se já estiver com muita fome. Senão marcha tudo. Quando está a comer faz muitas vezes o "blrlrlrlrl" com os resultados que todos podem imaginar. Continua a mamar em todas as outras refeições porque, como trabalho perto de casa, consigo vir amamentar. (E quando for para a ama ainda se torna mais fácil).
Já bebeu duas vezes biberão (yes!) porque, como estava com muita fome, não quis a sopa. O M. diz que foi tudo de seguida e sem problemas. Maravilha! Confesso que me traz uma tranquilidade enorme: nunca se sabe quando eu posso não conseguir dar-lhe de mamar por algum motivo - trabalho, por exemplo.

Noites. Ai, as noites. Continua a adormecer muito cedo (quase sempre antes das 21h) e muitas vezes deito-o na cama meio desperto, ou até completamente desperto, e ele fica. Valha-me isso.
Normalmente faz um intervalo maior no início da noite (até por volta da 1h da manhã) e depois, se correr bem, é de 3 em 3 horas. Isto porque também tem acontecido acordar uma hora depois de mamar... O M. vai lá, acalma-o e ele fica-se. Mas eu acordo, claro. Custa tanto.
É ainda pior que a I., que por esta altura já só acordava por volta da meia-noite e depois só lá para as 5h/6h.
Nada a fazer, é aguentar. Já pensei em dar-lhe um biberão antes de o deitar, mas sei que isso seria o início do fim do meu leite e ainda não quero. Aguento e pronto!

Está cada vez mais independente. Fico mais descansada, porque sei que na ama não vai ter a disponibilidade que tem cá em casa. Mas também desconfio que não vai precisar dela. Ele distrai-se imenso com a I., lá vai ser ainda mais fácil.
Brinca muito no parque, enquanto dá guinchinhos e vira-se constantemente de barriga para baixo. Gosta dessa posição e só se cansa passado algum tempo.
Já agarra bem nos bonecos e morde tudo.

Continua a não querer a chucha. Na verdade já não insisto. O pior já passou e se não pegou nela até agora não vejo porquê insistir.

Fica muito bem com o pai e é bom vê-los juntos. Sinto que estão a ficar mais próximos, e gosto!

Daqui a uma semana e uns dias vai para a ama e aí é que me vai custar um bocado. É tão pequenino!!

Gosto de artesanato, "recuerdos" e outras tralhices


(Ocarinas - miniatura - compradas no Chile)

Nós

Quando mama

(e está realmente com fome)

até revira os olhos, com a satisfação.

Tenho

algumas amigas e alguns amigos. Acho que são na quantidade certa porque os amigos exigem tempo e atenção. E a mim já me fazem falta para estes que tenho.

Gosto das minhas amizades porque já é uma vida que vamos partilhando. Outras são mais recentes porque, apesar de me ir faltando a disponibilidade, não lhes resisti, conquistaram-me.

Sinto que podia ter mais e que me escapam por falta de investimento na relação. Mas não dá mesmo. E tenho pena porque são pessoas de quem sinto que podia ser realmente amiga.

Constato que sou muito diferente dos amigos que tenho. E que essas diferenças não nos separam, até tornam a relação mais rica. Não preciso que pensem como eu, nem que sejam parecidos comigo (até lhes agradeço as diferenças).

Sei que sou uma amiga fraquinha para os meus amigos. Não lhes telefono como devia. Esqueço-me dos aniversários. Passo muito tempo sem dar notícias. Não sou a amiga que eles merecem.

E, pelo facto de, ainda assim, gostarem de mim, fica provado que os meus amigos são pessoas realmente especiais.

(Obrigada!)

2006-04-05

E continua!

(Entre duas dentadas no bolo)

Alguém: Então e os pequenos?
Eu: O J. está com o pai, em casa!
Alguém: Ah pois, os pais também têm que participar! (Homem com uma filha)
Eu: Pois, claro! (Sorriso amarelo)
Alguém: É para o pai ver como é!
Eu: !!!!!!!!!!!!!!!!

Regresso ao trabalho IV

Quando alguém faz anos, traz bolo.

Liberdade

O meu filho já bebeu biberão DUAS vezes!
O meu filho já bebeu biberão DUAS vezes!
O meu filho já bebeu biberão DUAS vezes!
O meu filho já bebeu biberão DUAS vezes!
O meu filho já bebeu biberão DUAS vezes!
O meu filho já bebeu biberão DUAS vezes!

(É que vou já, já, já a um concerto! Ai que saudades.)

Coisas que gosto na minha profissão

Estou sempre a aprender. Aprender é bom.

2006-04-04

Regresso ao trabalho III

Sabe bem conversar com outras pessoas.

Regresso ao trabalho II

Na recepção o F. pergunta pelo J. Eu digo que vai ficar com o pai quinze dias. Ele ri-se e afirma "Então agora vai ver como é que ele se vai sair!". E eu respondo que estou mais preocupada em ver como é que EU me vou sair aqui no trabalho.

(A ama teve uma reação parecida. Mas que mania. O pai cá de casa safa-se tão bem ou até melhor que a mãe!)

Regresso ao trabalho

* Eu sabia que ia custar menos do que me parecia.
* Ainda não vi o chefe giro (que pena).

Curtas

Eu: "Olá gordinho!!" (Entre outros como "zangão", "bolinha", "branquela", "careca", etc)
Ela: "Gordinho não, bonito!!!" (Zangada)
Eu: "Olá gordinho bonito!"
Ela: "Gordinho não, bonito!!!" (Mais zangada)

(Pronto, pronto!)

2006-04-03

É que até fico parva!

Fico mesmo. Acho incrível, inadmissível, inacreditável.

Já não é a primeira vez e hoje dei-me ao trabalho de apontar, para não me esquecer. Na série Médium, quase de seguida:

"E seguia (a rapariga) até casa." (O correcto seria, nitidamente, "segui-a")
"Passas-te as últimas horas (...)" (Preciso dizer que devia ser "Passaste"?)

Também já apanhei "á" em vez de "há" e outros erros do género dos anteriores (no mesmo canal, AXN). Acho tão, mas tão, mas tão chocante isto acontecer em legendas que nem consigo dizer mais nada. E é preciso?

Primeiro dia

com o pai: não comeu a sopa, mas bebeu um biberão de leite.

(Devia estar com demasiada fome para esperar pela comida à colher, suponho. Sempre comeu bem a sopa.)

Seis meses depois

já nem se lembram do meu nome:

"Olá mamã!"

Pior

que ouvir o CD do Batatoon às 8h30 da manhã, só ouvi-lo às 12h30, a caminho de casa, e só me dar conta quando estou quase a chegar!

Ouvir

o CD do Batatoon às 8h30 da manhã pode ter consequências graves na formação de um jovem adulto.

(Com 28 anos ainda se é um jovem adulto, certo?)

2006-04-02

Imagens dela

Nós, a passear

Estamos

as duas sentadas no sofá a ver o Shrek (outra vez), ela encostadinha a mim, a cabeça debaixo do meu braço, contra o meu peito, muito quieta. Levanta-se de repente, dá-me uma palmada na barriga e diz, a rir: "Gorda!".

Depois, não satisfeita, levanta-me a camisola e explica: "A barriga é gorda!".

(E eu que até achava que a coisa já estava no bom caminho!)

2006-04-01

Há

qualquer coisa na forma como um bebé olha a mãe (o meu bebé me olha) que não tem descrição possível. É o amor na sua forma mais pura.

(A I. já não me olha assim. É um olhar que se perde, acho.)

Falta um dia.

E eu sinto que estou cheia de coisas para dizer, mas não me apetece dizer nada. É como se fosse mais fácil.

Não as digo, não as penso, não as sinto (as palavras).

(Mas sinto-lhes o peso cá dentro)