A minha
mãe telefona-me e queixa-se que o meu pai está mais refilão do que nunca. Diz-me que começou a disparatar com o meu irmão, "coitado do garoto", sem razão nenhuma.
Se bem conheço o meu pai, a minha mãe e o "garoto" (22 anos), sei que não foi bem assim. Apesar de ter que concordar que o meu pai é um refilão de primeira, também sei que a minha mãe toma sempre o partido dos "garotos", coitadinhos, que nunca têm culpa nenhuma.
O meu pai sempre foi o mau da fita. Ao meu pai cabia dizer que não, enquanto a minha mãe dizia sempre que sim, escondia-nos as asneiras e não o enfrentava abertamente. Às vezes o meu pai tinha razão quando dizia que "não" e outras nem tanto. Mas ao meu pai nunca foi permitido dizer que sim. Para ele sobrava a tarefa desagradável de contrariar e desaprovar e castigar.
Os meus pais raramente estavam de acordo e não o escondiam de nós. O meu pai achava que podia decidir sem ouvir a opinião da minha mãe, ou a ter em conta, porque ele é que era o pai e portanto mandava.
Sem querer entrar em críticas desnecessárias, a minha família funcionava de uma maneira com a qual não concordo de todo. Não tenho traumas nem guardo rancores. Sei que eles faziam o melhor que sabiam, e é isso que eu vou fazer, sem estes erros, mas se calhar caindo noutros diferentes.
Considero importante o casal decidir em conjunto. Acho fundamental o casal passar para os filhos uma imagem de coerência e equilíbrio. Se não concordam, chegam a um acordo. E é esse acordo que tem que passar.
É claro que se fosse fácil, todos o faziam. Já nesta fase dou por mim a discordar do M. em coisas tão insignificantes como se ela precisa ou não de casaco.
Se bem conheço o meu pai, a minha mãe e o "garoto" (22 anos), sei que não foi bem assim. Apesar de ter que concordar que o meu pai é um refilão de primeira, também sei que a minha mãe toma sempre o partido dos "garotos", coitadinhos, que nunca têm culpa nenhuma.
O meu pai sempre foi o mau da fita. Ao meu pai cabia dizer que não, enquanto a minha mãe dizia sempre que sim, escondia-nos as asneiras e não o enfrentava abertamente. Às vezes o meu pai tinha razão quando dizia que "não" e outras nem tanto. Mas ao meu pai nunca foi permitido dizer que sim. Para ele sobrava a tarefa desagradável de contrariar e desaprovar e castigar.
Os meus pais raramente estavam de acordo e não o escondiam de nós. O meu pai achava que podia decidir sem ouvir a opinião da minha mãe, ou a ter em conta, porque ele é que era o pai e portanto mandava.
Sem querer entrar em críticas desnecessárias, a minha família funcionava de uma maneira com a qual não concordo de todo. Não tenho traumas nem guardo rancores. Sei que eles faziam o melhor que sabiam, e é isso que eu vou fazer, sem estes erros, mas se calhar caindo noutros diferentes.
Considero importante o casal decidir em conjunto. Acho fundamental o casal passar para os filhos uma imagem de coerência e equilíbrio. Se não concordam, chegam a um acordo. E é esse acordo que tem que passar.
É claro que se fosse fácil, todos o faziam. Já nesta fase dou por mim a discordar do M. em coisas tão insignificantes como se ela precisa ou não de casaco.
5 Comments:
Para nós será mais fácil~evitar alguns erros que marcaram a nossa educação. Paesar disso, como tu dizes, acabamos por cair noutros. Temos mais ideias, mais abertura, outra mentalidade... e isso leva-nos a outros lados! Mas "pai" e "mãe" são diferente e foram educados de formas diferentes. Para mim acredito no "diálogo". Em casa tudo é falado, tudo é desabafado, a dois! "Fizes isto" ou "Fizeste aquilo", "gostei", "não gostei"... tentamos partilhar. Sabemos o queremos para no nosso filho e, mesmo sabendo que vamos errar, procuramos dfinir uma estratégia comum para lá chegar. É muito dificil! Penso que o "acordo" deve, ralmente, passar. Mesmo que na altura seja preciso um de nós "engolir sapos". Não gosto de ver um pai a criticar o outro em frente aos filhos. Eu como sempre tive uma família "mono-parental" tenho algumas dificuldades em antever as situações, mas acredito nesta minha teoria! Beijo Márcia
Os meus pais também eram como os teus, e a nossa educação acabou por ser demasiado rígida. Agora dou por mim a cometer o erro contrário. Às vezes sinto que deveria fazer o papel de má mais vezes, mas custa tanto... Ainda por cima o pai cá de casa é pior do que eu, para não contrariar o filho é capaz de o deixar fazer coisas um bocadinho disparatadas de mais, e sinto que isso é fugir a ser pai. Um pai ou mãe não pode ser sempre porreiro porque eles vão testando os nossos limites.
penso que esta é a questão fundamental na educação dos filhos... e uma das mais difíceis de cumprir.
fui surpreendida com algumas reacções do P a decisões minhas e surpreendi-o tb noutras que ele tomou.
embora saibamos que a coerência e persistência perante os filhos são fulcrais, demos por nós já várias vezes a decidir coisas em frente da I... coisas pequenas, mas de pequenino...
com o passar do tempo vamos melhorando, mas é necessário estar sempre muito alerta...
Embora concorde contigo acho que não é preciso passar sempre uma imagem de corcordância absoluta até porque não é sempre assim. O pai e a mãe são duas pessoas diferentes e os filhos devem vê-los assim mesmo.
Bjs
Concordo contigo, concordo com a Pal... mas que é dificil é...
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