"Isto ainda não é nada"
diz-me uma amiga a propósito das "desgraças" da manhã. "Mas como assim?", fico-me eu a pensar. É que ela é mãe de dois filhos com a mesma diferença dos meus, mas mais velhos. Aquilo soa-me a anunciar de desgraças, trabalhos, canseiras.
Da minha maternidade, acho que não diria a ninguém com filhos até aos 22 meses - a partir daí não me arrisco por falta de experiência -, que "isto ainda não é nada".
Vejo as coisas sempre como diferentes, raramente como muito melhores ou piores. Claro que há momentos nitidamente mais complicados, como as primeiras semanas do bebé, mas... Parece-me que nisto do crescimento, puxa daqui, puxa dali e a coisa equilibra-se, o mais fácil com o mais difícil, a birra com a conversa, a noite mal dormida com o sossego no nosso colo.
Quando são muito pequenos é chato porque fazem muitos chichis e cocós e dependem de nós para tudo, acordam muito à noite. Mas também são uma delícia, fazem bons soninhos durante o dia, adormecem sempre no(s) carro(s) - deles e nossos.
Depois começam a gatinhar e andam por todo o lado, temos que estar sempre a limpar e a vigiar, mas dormem melhor à noite, e palram connosco e sorriem e iniciam brincadeiras.
Mais tarde andam e não param quietos, mas vêm ao nosso encontro com risos e abraços e chamam-nos "Ma-mã!". E dormem a noite todinha!
Depois ainda, começam as birras, mas já falam tanto e brincam connosco com pratos cheios de massa e feijões. E ficam com os avós e os tios enquanto nós vamos passear e estar um bocadinho os dois.
Quando nasce outro tudo se complica, é mais cansativo, mas há um bebé em casa, uma menina que se ri e dá gritinhos quando vê o irmão e diz "um beijinho", com os lábios espetados, e depois dá muitos. E o bebé que se ri para ela.
Eu acho que é sempre diferente. Nem melhor nem pior. Com coisas giras e com coisas não tão giras. E gosto de pensar nas fases que aí vêm assim. Nem boas, nem más, apenas novas.
Da minha maternidade, acho que não diria a ninguém com filhos até aos 22 meses - a partir daí não me arrisco por falta de experiência -, que "isto ainda não é nada".
Vejo as coisas sempre como diferentes, raramente como muito melhores ou piores. Claro que há momentos nitidamente mais complicados, como as primeiras semanas do bebé, mas... Parece-me que nisto do crescimento, puxa daqui, puxa dali e a coisa equilibra-se, o mais fácil com o mais difícil, a birra com a conversa, a noite mal dormida com o sossego no nosso colo.
Quando são muito pequenos é chato porque fazem muitos chichis e cocós e dependem de nós para tudo, acordam muito à noite. Mas também são uma delícia, fazem bons soninhos durante o dia, adormecem sempre no(s) carro(s) - deles e nossos.
Depois começam a gatinhar e andam por todo o lado, temos que estar sempre a limpar e a vigiar, mas dormem melhor à noite, e palram connosco e sorriem e iniciam brincadeiras.
Mais tarde andam e não param quietos, mas vêm ao nosso encontro com risos e abraços e chamam-nos "Ma-mã!". E dormem a noite todinha!
Depois ainda, começam as birras, mas já falam tanto e brincam connosco com pratos cheios de massa e feijões. E ficam com os avós e os tios enquanto nós vamos passear e estar um bocadinho os dois.
Quando nasce outro tudo se complica, é mais cansativo, mas há um bebé em casa, uma menina que se ri e dá gritinhos quando vê o irmão e diz "um beijinho", com os lábios espetados, e depois dá muitos. E o bebé que se ri para ela.
Eu acho que é sempre diferente. Nem melhor nem pior. Com coisas giras e com coisas não tão giras. E gosto de pensar nas fases que aí vêm assim. Nem boas, nem más, apenas novas.
17 Comments:
O teu "problema" é que tens mesmo razão! Eu nunca consigo ver as coisas assim tão claramente, na altura nunca me parece assim como tu descreveste, parece-me sempre mau, muito mau e muito pior do que já foi (nos momentos bons nunca me lembro de parar para pensar que são tão bons). Mas é, é isso :) Havia de imprimir isto para não me esquecer ;)
Eu vejo as coisas assim também. Quando crescem, há sempre coisas que se tornam melhores e outras piores. Por isso não fico a chorar "oh, estão a crescer tão rápido", porque por algum lado isso é positivo.
Talvez o que a tua amiga estivesse a tentar dizer era que há fases muito chatas, de brigas e gritos constantes entre os dois, mas por outro lado também há momentos muito bons como qundo ficam os dois muito entretidos a brincar, ou o mais velho ensina o mais novo.
Bjs
O comentário da tua amiga foi feito genuinamente, concerteza. E eu compreendo, porque quanto maiores eles ficam mais trabalho dão. E mais preocupações também. Mas também nos dão mais alegrias, mais felicidade e mais momentos de cumplicidade única.
A Nadia, mais uma vez, acertou em cheio.
Fiquei com pena de ter fechado a nossa janela de conversa, para transpor para aqui algumas ideias.
O «ainda não é nada» não é em termos de quantidade, mas de gravidade da situação... quedas, sangue, gritos, desentendimentos... mas que depois são compensados com as tais brincadeiras a dois, amor, amizade, risotas, expressões engraçadas.
O que acontece é que tendemos sempre a registar mais facilmente (na nossa cabeça) o menos bom - que até é o que ocorre, felizmente, nemos vezes - do que o bom.
Como estava na caixa de comentários um pouco mais abaixo, tenho a certeza que agora, passada a situação, consegues rir-te com o episódio de manhã. E o «ainda não é nada» também aí se aplica. Vais-te rir muito e muito mais. ;o)
Beijinhos mimados, amiga. ;o)
Adenda: não me referia a fases, mas a episódios... e desculpa se pareceu a agoiro. Não era essa a intenção. Era apenas para te dizer (e dessa forma tentar minimizar o teu episódio de manhã) que podem surgir situações mais complicadas... (ai, agora esta carangueja fica com problemas de consciência por pensar que tem problemas de expressão)
Nádia, tens razão e a amiga já se explicou. ;)
A minha ideia aqui era, partindo do que a frase dela me disse, falar um bocadinho sobre o que eu sinto em relação a isto das fases deles, não tanto pôr em causa a afirmação dela. Provavelmente não me exprimi bem, desculpa Cláudia! Eu percebi o que tu querias dizer!
:o)
:o)
ah, tenho é pena da minha estar mais atrasada nessa coisa de já dormir a noite todinha...
;o)
beijos e abraços
Acho que a balança está sempre mais ou menos equilibrada. E, quando há desequilíbrio, nunca chega a ser pelo peso a mais das coisas más. Penso eu de que...
Muito bem escrito, Xana! (Só é pena o meu falhar a parte de dormir a noite todinha...).
(ainda bem que não disse mal da amiga, a esta hora já tinha ganho uma inimiga).
Também concordo com o teu ponto de vista. E é tão giro ver como eles gostam um do outro e aqueles olhares entre os dois...derrete-me o coração e só me faz ver que foi mesmo a melhor decisão, dar uma mana ao meu filho.
Bjs
E olha que óptima prespectiva!
Gostei!
Nádia (Xana, desculpa fazer do teu canto um espaço de troca de mensagens): arranjares em mim uma inimiga? Nem penses! Não tem nada a ver comigo! De todo! Gosto de ser low-profile... ;o)
(apanhava-te no msn e logo vias como era... eheheh)
Beijinhos mimados às duas.
é por estas e por outras que gosto de te ler...
mas olha, tu sabes que também tens sorte, right? a coisa não é assim para toda a gente... (embora tenha entendido o que quiseste escrever, e agora o que a pessoa em causa deve ter querido dizer)
não estou a dizer no meu caso, aliás, ainda ontem falei com o teu M. sobre isso...
no meu caso, verdade seja dita, eu brinco muito com o facto do meu não dormir bem (e até aos 8 meses, desde os 2, dormia a noite toda), mas acabo também por nunca me queixar muito pois ele tem imensas coisas boas... tudo o resto compensa.
mas quando há crianças mais problemáticas... as coisas não são tão lineares, acho...
(mas gostei do que escreveste e sei que és assim... mas quis dizer apenas isto, porque por acaso falámos nisso ontem aqui)
É mesmo assim, Xana.
:)
Um beijinho!
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