2005-03-31

Antes de sair

para almoço, o estômago a queixar-se, meia zonza, uma manhã cheia de stresses, vou lá.

Porque, admito, é quase um vício. Gosto de a ler, alegra-me o dia, enternece-me. Faz-me bem.

Clico no link, ali à direita. Abre a página, vou fazer mais qualquer coisa enquanto carrega, ver o mail, telefonar à minha mãe.

Carrego no icon para abrir a página, olho de relance. Não. Espera.

Fecho a página. Volto a carregar no link. A mesma coisa.

Abro uma página nova, digito o URL à mão, a mesma coisa. Refresh. Refresh. Refresh.

Shift + Refresh.

Não pode ser.

Fico de coração apertado, triste, a sensação de ter perdido qualquer coisa muito importante. Revolto-me.

Tenho tanta pena.

2005-03-30

ADORO!

Pena

que na vida não exista um Undo.

O nosso pediatra

(sim, nosso, porque se a ela lhe trata da saúde e da doença, a nós
trata-nos das dúvidas e inseguranças)

tem algumas particularidades que nos agradam, e nos convencem, visita
após visita, que fomos bem aconselhados.

1. Desdramatiza sempre. Muitos anos de experiência não combinam com grandes dramas.
2. Raramente opta por medicamentos.
3. Trabalha de certeza por amor à profissão, porque me demove sempre de o ir visitar com a pequena, porque "não vale a pena, ela precisa é de dieta e descanso".
4. Desaconselhou a I. de comer papas, porque só engordam (o benefício que trazem está no leite, sem a componente da engorda).
5. Lembrou-nos que na nossa família todos as pessoas são importantes, e a nossa vida não deve decorrer em função da I., mas em harmonia e equilíbrio, respeitando as necessidades de todos.

Isto depois de mais uma visita em que está tudo bem, e voltem cá aos 15 meses.

2005-03-29

Lembro-me

que sempre gostei de agarrar numa folha em branco e escrever. Passar a mão pela folha, devagar. Depois a caneta ou o lápis.

(A caneta aborrece-me pelo seu carácter definitivo. Pode-se apagar, mas fica feio. Nota-se ali uma ideia que foi recusada.)

Acho que é a ideia do recomeço, do começo do nada.

Ultimamente tem-me faltado o tempo e doem-me as mãos quando escrevo muito. O computador com o seu teclado têm sido sempre mais fáceis e rápidos.

Quando tenho que analisar ou começar algum pedaço de código, gosto de fazer um rascunho no papel, organizar as ideias, desenhar a lógica, as consequências e as opções.

Não é a mesma coisa, mas é qualquer coisa. Agarro numa folha nova e passo a mão pelo papel. E tenho saudades.

2005-03-28

O meu pai

Não gosta de mostrar sentimentos.
Quando mostra carinho ou afeição, é sempre de forma disfarçada.
Tem muito mau-feitio.
É refilão e muito teimoso.
Não soube lidar com a minha adolescência da melhor maneira e privou-me de algumas coisas importantes.
Nunca soube conversar comigo.

O meu pai adora-me e eu sei. Faria qualquer coisa por mim. E eu adoro-o e faria qualquer coisa por ele.

Sei que não vou ser uma mãe perfeita. Sei que vou errar. Espero que apesar disso, a minha filha saiba sempre que a adoro e consiga gostar de mim assim. Pessoa/mãe imperfeita.

A minha filha

já sabe pôr o dedo no nariz. Blarghh.

(Estas coisas aprendem eles depressa)

Amor de filha

Pego no telemóvel para fazer uma chamada. Ela fica interessada e tenta tirar-mo. Explico calmamente que não pode ser, porque preciso de fazer uma chamada.
Tenta tirar. Não deixo. Tenta tirar, não deixo.

Furiosa, grita, manda-se ao meu ombro e morde-me.

2005-03-27

Em casa dos meus pais

, acorda-se com pássaros, um cão a ladrar e um galo insistente. Come-se muito e a I. faz birras para dormir, porque pressente todos na cozinha, ali ao lado.

2005-03-24

Parece-me

que já consigo perceber algumas características que podem vir a definir o feitio dela. Ficam aqui, para que as venha ler mais tarde, e troce da minha ingenuidade.

É muito bem-disposta e alegre.
Gosta de ser o centro das atenções e os grandes ajuntamentos de gente à volta dela não a perturbam muito.
É muito sociável.
É independente, sem deixar de ser carinhosa ou ternurenta.
É teimosa, e quando não tem o que quer, saiam da frente.
É cuidadosa. Calcula os riscos e avança com cuidado. Não me parece muito aventureira.
Não é uma criança "calminha". Tem muita energia e "personalidade".

E agora riam-se.

2005-03-23

Com horas de vida, foste assim.

Vejo o meu dedo, vejo-te a ti, e fico espantada. Já me tinha esquecido.

A desvantagem

dela acordar tarde e portanto não me acordar, é a possibilidade (terrível) de não assistir ao despertar dela.

Alguns amigos(as)

virtuais ligam-me mais que os que não o são.

2005-03-22

No início da Primavera, lembrar o Outono

Este blog

está a precisar de umas fotos, que tanta palavra já cansa.

As coisas

da Barbie causam-me arrepios, o quarto da minha filha é azul e verde, o bolo de anos dela tinha o Nemo, e raramente lhe compro vestidos porque não acho muito confortável.

Se a minha filha for uma Maria-Rapaz a culpa é minha.

2005-03-21

Chuva, chuva, chuva, chuvinha

Em dias de chuva sabe bem estar em casa.

Mas parece-me que, dadas as circunstâncias, não me posso queixar.

Até podia

pôr aqui um post a dizer como ele é bom pai e como me sinto afortunada por o ter como pai para os meus filhos, mas..

Há coisas que se sentem melhor do que se dizem.

Obrigada, pai M.

Ontem

muita gente, muitas prendas, parabéns a você. :)

A I. esteve mto feliz e bem-disposta. Dançou no colo do pai enquanto cantavam os parabéns, surpreendida e risonha.

Tive pena que algumas pessoas que convidei não fossem, e de outras que gostava de ter convidado e não pude. Era um dia especial e gostava de o ter partilhado com todos.

Mas foi um dia a não esquecer. Adorei.

2005-03-18

Faz 1 ano

no Domingo.

Uma amiga pergunta-me pela festinha, se já está tudo preparado.

Nada. Não tenho nada ainda. O pai está fora, em trabalho e eu tenho andado sonolenta e cansada. Hoje tenho que ir comprar ovos e chocolate e leite condensado e enfeites.

Mas não faz mal. A festa sinto-a cá dentro, onde nada disso é importante.

Está tão linda e tão grande e tão feliz, a minha menina. :)

Os yogurtes que gosto,

como-os assim:

espeto a colher no yogurte, tiro-a e deixo escorrer o excesso, e depois meto a colher na boca e saboreio devagar. Dura mais assim.

O que me lembra de outra coisa igualmente parva.

Quando era miuda, bebia o leite com chocolate assim:

Num copo com leite frio, despejava umas colheres de chocolate em pó. Depois, em vez de dissolver o chocolate em pó no leite, afundava-o com a colher, para criar pequenas bolas de chocolate, à volta derretido, no centro seco. Bebia o leite com as bolas de chocolate, e quando acabavam, repetia o processo. Até o leite acabar, no copo ou no pacote, conforme o apetite.

(Não tem interesse nenhum, mas apeteceu-me escrevê-lo)

A minha mãe

chega, trata-me da filha, da casa e de mim.

E depois disto, como é que eu volto à minha vida normal?

Na vida,

acho, pouca coisa é "preto no branco".

E, a meu ver, ainda bem!

2005-03-17

Ai o que eu gostei

de ler isto.

Obrigada!

Ontem

antes do banho dela, eu e a minha mãe rimos muito.

De pé agarrada ao berço, punha a música do brinquedo a tocar e dançava.

Dançava = abanar-se com entusiasmo e um grande sorriso e gargalhadas, a dobrar os joelhos, para cima e para baixo, às vezes acompanhando com movimentos de cabeça.

Uma e outra vez, sempre.

É tão feliz, ela. Espero que seja sempre.

Acredito

que podemos manifestar a nossa opinião utilizando para o efeito os nossos próprios argumentos, e sem comparações (ou oposições) às opiniões dos outros.

Eu prefiro.

2005-03-16

Só para dizer

que a minha filha já dá uns passinhos!

Ihihiihih

A minha mãe

está em nossa casa.

Ontem à hora de almoço, enquanto a I. dormia, deitei-me no sofá, a cabeça no colo dela, festinhas no cabelo.

É tão bom ser Filha.

Ultimamente

não pára quieta a dormir. Vou descobri-la com a cabeça para os pés, por cima do cobertor, de barriga para baixo.

Pego nela com cuidado, puxo a roupa para trás, deito-a de lado, tapo-a com o cobertor.

Mexe-se, vira-se de barriga para baixo e estica-se para fora do cobertor.

Pego nela com cuidado, puxo a roupa para trás, deito-a de lado, tapo-a com o cobertor.

Mexe-se, vira-se de barriga para baixo e estica-se para fora do cobertor.

Desisto. :)

Amesterdão


2005-03-15

Ihihihiihih

E agora rio-me e não digo porquê.

Ao almoço

pude constatar que é mesmo verdade.

Ela está:

Maior,
mais careca,
mais branquela,
mais bochechuda,
mais gorducha (ora não tivesse ela ficado com uma avó),
mais alta,
mais engraçada,
mais gira,
mais sorridente,
mais simpática,
mais linda.

E não me venham dizer que só pode ser impressão minha.

Chegamos a casa

e corro para o quarto dela.

Dorme tranquila. Apetece-me acorda-la, pegar-lhe ao colo, ler nos olhos dela que está tudo bem.
Mas fico apenas a passar a mão pelos cabelos dela, tão macios, tão finos, o meu dedo na mão dela, aperta-mo em sonhos, será que me adivinha ali?

Depois, acorda, olha para nós e volta para o sono.

Na hora do leite, pegamos nela, olha-nos espantada de sono, abraça-me. Está mais acordada, pego-lhe ao colo para a devolver à calma dos sonhos de bébé que não conheco.

Gosto de ti.

Hoje de manhã, desperta, está como sempre. És tão linda!!

De volta!

E com pouco tempo... :)

(A I. está enooooooooooooooooorme!)

2005-03-14

Quase, quase

a apanhar o aviao de volta e pela primeira vez nao me custa.

2005-03-11

Estou

de ferias sem a I., com o M.

E nao preciso de desculpas.

Em Amesterdao,

..frio, canais e bicicletas. :)

Ontem passeamos pela cidade, que e de facto linda, diferente. O sol chegou a dar um ar de sua graca.

Ao final do dia, estoirados, no cafe do hotel, passamos fotos da I. do meu telemovel para o palm do M.

E preciso dizer mais alguma coisa?

Hoje, chuvinha e um nariz muito entupido. Depois de uma sesta a meio da tarde, fiquei melhor.

Alem dos museus, visitamos a casa de Anne Frank, onde tive que segurar as lagrimas, os olhos muito abertos.

E de resto, saudades, saudades, saudades. :)

2005-03-09

Hoje, no carro,

choraminga quando o pai sai. É um choro de quem não tem o que fazer, pouco sentido. Faz-me rir.

A meio do choro um bocejo é mais forte, e interrompe. Depois do bocejo terminado o choro recomeça, impassível, no seu protesto. Como se nada se tivesse passado.

Um bocado depois, cansa-se.

A partir de amanhã

5 dias sem ela.

Já estou com saudades! :)

2005-03-08

Numa rotunda

cheia de carros parados, dois homens de pé. Um de fato, o outro de roupa informal. Discutem, gesticulam, empurram-se.

Levanta-se de um carro um terceiro homem. Afasta-os e manda cada um para seu lado. Depois entram os três nos respectivos carros, o terceiro homem a sorrir e a abanar a cabeça.

E surpreendo-me eu com as birras da I.

2005-03-07

Sem palavras.
Ora bem.. Deixa lá ver o que há para aqui...

Ser mãe é

ir às compras para mim e acabar nas lojas para ela.

Depois

de ouvir de manhã, na TSF, que em 2004 a sinistralidade rodoviária diminuiu 17% em relação ao ano anterior, e que foram os melhores resultados nas últimas 3 décadas, venho eu a sair da 2ª circular para a CRIL, num sítio onde é preciso ter algum cuidado, quando se atravessa uma moto à minha frente, vinda da esquerda.

Dou um guinão com o carro, e com o susto e para protestar, não resisto a dar uma buzinadela (contida). O gajo da mota também não resiste a levantar o braço e depois o dedo do meio, de forma bem visível.

Fico tão irritada que me apetece fazer coisas que não me atrevo a confessar aqui....
Hoje escolho eu...

Em compensação

faz coisas verdadeiramente queridas!

Ontem, no final da tarde e da energia, vinha encostar-se a mim, a cara deitadinha na minha perna e um olhar muito meigo.

Faz sentir qualquer coisa de indescritível e, a fazer jus à palavra, nem vou dizer mais nada. :)

Está

numa fase em que não suporta que a deitemos para lhe mudar a fralda. Chora lágrimas grossas, berra, esperneia, gesticula.

Às vezes os teatrinhos de fantoches e brincadeiras muito parvas ainda resultam, outras nem por isso.

Este fds fez a maior birra da curta vida dela. De tal forma que tive que lhe pôr a fralda de pé.

De tal forma que, no fim, chorava soluços encostada a mim. De tal forma que tive que lhe fazer um biberon de leite para a acalmar e conseguir que dormisse um bocadinho.

De tal forma ponto.

(E eu tive que ir tomar um banho de água quentinha para recuperar da birra. Eu sei que é normal, mas desde quando é que a normalidade nos prepara para estas coisas?)

Tempo

Enquanto consulto na net o tempo para Amesterdão no final da semana, dou-me ao luxo de escolher os sites que dão o resultado que me agrada mais e ignoro os que insistem em anunciar chuva para esses dias. Há para todos os gostos.

Neve ainda vá, agora chuva..? Na, na..

2005-03-06

Tenho

um diabinho cá em casa.

É pequeno, 70/75 cms, grita, baba-se, desarruma tudo e não quer dormir.

Heeeeeeeeeelp!

2005-03-05

:)

Infelizmente o segundo filho não é meu. :)

Perdoem-me a confusão! Ele, é um amigo/conhecido!

2005-03-04

A propósito

do segundo filho que está a caminho e do terceiro que eu sugeri meio a brincar, ele queixou-se da falta de tempo, da falta de privacidade, da confusão, do cansaço.

Eu sorri, até compreendi.

Mas não consigo pensar, sentir, falar assim. :)

Este fds

o pai vai para a neve e nós ficamos.

Amanhã para o lanche tenho 3 amigas. Uma tem (mais ou menos) a idade da I. Outra tem (mais ou menos) a minha idade. A última tem (mais ou menos) a idade da minha mãe.

Tantas gerações porreiras na mesma família.

Ser mãe (também) é

.. ir almoçar a casa à sexta-feira para aspirar e lavar o chão, e ficar com mais tempo e disponibilidade no fds, para a I.

Escova de dentes

A I., de há algum tempo a esta parte, manifesta grande curiosidade em relação ao objecto com que a mãe, todos os dias de manhã, lava os dentes à frente dela.

(Não quer dizer que a mãe não o use mais vezes, só não o faz com ela - fica ressalvada a higiéne dentária da mãe).

Ri-se, estica a mão, fica de boca aberta a olhar.

Hoje, aproximei-me dela, boca cheia de pasta dentífrica, escova entalada nos dentes.

Primeiro, tocou, depois quis morder. Eu deixei.

E ficámos as duas a olhar uma para a outra, cada uma em sua ponta da escova, olhos nos olhos, sorriso no sorriso.

É difícil mantê-la quietinha àquela distância de mim. Dá tempo para ver tudo muito bem, cheirar.

Vivam as escovas de dentes.

Relógios

Eu e a I. temos este gosto em comum.

Eu gosto deles pela utilidade e pela beleza. Ela gosta deles porque são fáceis de morder e transportar na boca.

Hoje eu escolhi o da esquerda e ela escolheu o da direita.


2005-03-03

Os beijinhos dela são mordidelas e baba.

A brincar..

Ontem,

a subir as escadas para a casa da ama, ouço a minha filha chorar e a voz da mãe do P., nasalada, lenta: "Mas porque é que ela está a chorar assim? Ele não a magoou!!"

Então, minha senhora, o que queria que acontecesse? Que a minha filha de 11 meses se virasse para o seu filho de 1 ano e qq coisa e dissesse: "Ó P. eu até te acho muito giro, e até temos uma relação amigável, mas não me mexas na cara se faz favor, porque é coisa que não me agrada nem um bocadinho. Já lá em casa me estão sempre a assoar o nariz e a limpar a boca e a pôr creme. Pára lá com isso, está bem? Obrigada."

:)

É isso e as habituais perguntas de - na mesma voz nasalada - "mas porque é que ele faz estas fitas comigo e aqui se porta tão bem?"

Que estranho mistério haverá no facto dos filhos se portarem menos bem na companhia dos pais, principalmente das mães?

De mãe para mãe:

"E como estao as noites, as comidas, os cócós e chichi's?"

Sucinta, rápida e completa.

A comer

a sopa, boca, queixo, bochechas sujas, ranho no nariz, aproxima-se de boca aberta da minha camisola, com ar de quem se vai esfregar toda nela.

Nãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaooooooooooooo!

:)

(Isto para não falar dos bocados de ranho seco que as minhas calças TODAS têm, até ligeiramente acima do joelho)

2005-03-02

Tão pequenina.. :)


À conta

da mudança da I. para o quarto dela, já ganhei um princípio de constipação..

Fases

Definitivamente está numa fase em que ela é que decide o que quer e quando nós decidimos por e contra ela, manifesta o seu desagrado com um choro indescritível.

Tem génio, a menina.

Gosto tanto dela. :)
Cu-cu!!

2005-03-01

Curtas

do M., com os meus pais.

A propósito de um problema com o computador, que o M. tenta resolver, pelo telefone, à minha mãe, ele sugere que não há nada a fazer, senão desligar o computador e voltar a ligar. A minha mãe, atrapalhada, com receio de perder o trabalho interrompido: "então, olha, eu desligo-o e volto a ligar muito rápido!!"

:) *sorrisos*

No mesmo telefonema, o meu pai tenta convencer o M. a irmos passar o fim-de-semana com eles. O M. explica que já combinamos ir ao Zoo com a I. e uns primos. O meu pai, desconsolado e trocista: "então vá, vão lá ver os bichinhos."

*mais sorrisos*

Ao almoço

, no chinês.

Estou a mastigar o penúltimo bocado do crepe, mãos com os talheres, no ar, prontas a dirigirem-se ao último pedaço. Atravessa-se uma mão à minha frente, já a agarrar o prato: "posso levar?"
Fico estúpida de espanto, arrumo a comida na boca e digo, num tom irritado, alguns legumes à mistura: "não, estou a acabar!!"

????????????????

Pai

Acho que a I. deixou de ter uma preferência clara por mim. Agora, choraminga quando o pai M. sai do carro, e dedica-lhe os mesmos sorrisos e abraços com que sou brindada.

Adora o pai.

Acho que se trata definitivamente de uma menina do papá e de um "papá da menina".

:)

(Não fosse a provável analogia com o prato chinês e terminaria com um "somos uma familia feliz!")
Tanto frio, hoje...
De fugida, no espelho...

A propósito

da mudança da I. para o quartinho dela, e dos comentários, que agradeço... :)

Eu, que dou tanta importância a que a minha filha seja independente, confesso que nunca tive muita pressa em a mudar para o quarto dela.

Primeiro foi porque ela mamou até tarde, e a meio da noite. Estava frio, ela mamava deitada comigo na cama, e por isso a proximidade, no nosso quarto, facilitava bastante.
Depois, era a mudança de casa eminente, a falta de condições na casa "velha".
Depois, finalmente, eram os milhentos caixotes no quarto dela.

Mas sinceramente, nunca me preocupou muito este atraso nos nossos planos originais.

Pela criança que ela é.

Porque é desenrascada e desprendida. Porque não me pareceu que estivessemos a criar uma dependência com este hábito.

A mudança não lhe pareceu causar grande transtorno. A 1ª noite foi menos boa, mas penso que teve mais a ver com o dente a rebentar, ranhos e babas, que pela mudança.

Acho que, como em tudo no que toca a educar uma criança, não nos devemos levar tanto por regras pré-estabelecidas, mas mais pelo que o nosso "instinto" nos diz, e pela especificidade da criança em questão.

Sinto que o fiz no momento certo, e estou feliz com a minha privacidade reconquistada e com o espaço que criei para a minha filha.

E tenho dito! :)