2005-02-28

Sem comentários

(Porque não é preciso..)


(A dormir)

A noite passada

.. deitei-me na minha cama a ver televisão.

Isto pode parecer insignificante, mas não é. :)
Vêm aqui algum berço? Eu também não!

A I. mudou-se para o quarto dela! Depois de desculpas várias, o inadiável aconteceu: e não correu mal!

A 1ª noite foi mais chata, mas esta já correu melhor!

Para quem

gosta do look despenteado, aconselho um bocadito de gel no cabelo e 5 minutos (se tanto) com a cabeça fora da janela.

Efeito garantido!

2005-02-25

A I., fotografada por uma amiga, no que parece ter sido há muito tempo atrás...


Os bébés

* Fazem cócós muito mal-cheirosos. Mesmo. Uma vez juro que quase vomitei. A sério.
* Choram muito e às vezes muito alto. Mesmo quando estamos em espaços públicos cheios de gente (imagine-se). Às vezes não conseguimos perceber porquê (eu desconfio que, às vezes, nem eles próprios sabem porquê).
* Podem dormir mal. Podem nascer com os sonos trocados. Podem acordar milhentas vezes à noite e não adormecer nem por nada. E isto às vezes dura uma eternidade (eternidade = mais que muito)
* Sujam muita roupa. Às vezes vomitam-na e enchem-na de fezes. E, nesse caso, deve-se passar essa mesma roupa por àgua, à mão, antes de a pôr na máquina. (que nojo, eu sei. sim, EU SEI.)
* Raramente nos obedecem. Um "agora ficas aí quietinho, sff, que a mãe vai só ali tomar um banhinho e lavar os dentes, tá bem?" não parece surtir o efeito desejado.

E pronto, aqui fica o meu recadinho para quem acha que tudo na maternidade são coisas boas. Depois não digam que eu não avisei.

(E agora já ninguém pode dizer que isto é um blog "cor-de-rosa")
Qualquer dia

abre a torneira e depois é o diabo!


Será

que algum dia vou usar saltos altos, maquilhar-me e usar "roupa de senhora"?

Família

Desde que tive a I., a familia ganhou uma importância (ainda) maior.

Confesso que gosto da minha liberdade, da minha privacidade. Gosto de estar sozinha em casa com o M., e agora com a I., de ter fins-de-semana só para nós, etc.

De certo modo até me agrada a distância fisica que nos separa de ambas as famílias, porque nos permite escolher quando queremos estar juntos e até apreciar mais o tempo que passamos com eles.

Assusta-me a possibilidade de visitas constantes e "impostas". Habituei-me assim. Houve alturas em que me senti invadida, em que quis mais tempo só para nós, em que não gostei da proximidade que senti como invasiva.

Agora, com a I., sinto que as coisas mudaram um bocadinho.

Sinto mais vontade de estar com eles. Eu própria queria, às vezes, uma proximidade maior.

Porque sinto que a I. só tem a ganhar com o amor e carinho que a família, no seu sentido lato e não na restrição de pai e mãe, têm para lhe oferecer. Porque reconheco a importância de todos na sua vida, que começou ainda agora.

Porque quando estão juntos, estão felizes, e a felicidade faz-nos bem.

2005-02-24

Na cadeira do carro

..das três, uma: ou está a dormir, ou está distraída, ou está a espremer-se.

Passo a explicar: Estica a barriga toda para fora, boca cerrada, bochechas vermelhas do esforço, som de quem está a fazer coisas mal cheirosas, em suma, espremer-se.

Isto será normal?

Digam-me lá, sff!!

Luiza

..de Tom Jobim


Rua,
Espada nua
Boia no céu imensa e amarela
Tão redonda a lua
Como flutua
Vem navegando o azul do firmamento
E no silêncio lento
Um trovador, cheio de estrelas
Escuta agora a canção que eu fiz
Pra te esquecer Luiza
Eu sou apenas um pobre amador
Apaixonado
Um aprendiz do teu amor
Acorda amor
Que eu sei que embaixo desta neve mora um coração
Vem cá, Luiza
Me dá tua mão
O teu desejo é sempre o meu desejo
Vem, me exorciza
Dá-me tua boca
E a rosa louca
Vem me dar um beijo
E um raio de sol
Nos teus cabelos
Como um brilhante que partindo a luz
Explode em sete cores
Revelando então os sete mil amores
Que eu guardei somente pra te dar Luiza
Luiza
Luiza

Na música, a voz perde-se na emoção, ouvem-se as lágrimas e a tristeza. Emociono-me sempre.

É quase demasiado bonita.

Na rádio

, hoje de manhã: "(...) sexo no trabalho pode ajudar a reforçar o espirito de equipa e (...)".

Tenho que levar CD's para o carro.

Confirma-se..

Agora, tenho direito a abraços demorados e a mãos e pernas esticadas na minha direção, quando a deixo na ama.

Vá lá que não chora.

2005-02-23

Conversas

Ontem, de pé, na cozinha, encostada aos armários com uma mão. A olhar para nós, braço apontado na nossa direcção:

"Pa-pá-pa! Paaaaaaaaa-pa!! Pa-pá-pá-pá!!!!" - tom exigente, palavras gritadas, sobrolho franzido.

Por enquanto é assim.
Gosto tanto de ti!

Obrigada.

Esta menina ensinou-me que com poucas palavras se consegue dizer muita coisa bonita.

Hoje achei que lhe devia agradecer.

Ontem

, eu tinha numa mão o comando da televisão e na outra uma torta de azeitão. Assim que me viu, começou a pedir.

Primeiro achei que queria a torta, mas afinal o objecto de interesse era o comando.

Ainda não sabe o que é bom!

(qualquer dia fico gorda)

Em breve

, 5 dias e 4 noites sem ela.

Será que vai achar que a abandonámos?

Ontem e hoje

, veio encostar-se a mim, como quem diz "não vás".

E eu vim.

2005-02-22

Patagónia - take II

Argentina e Chile - viagem de sonho. Algumas fotos.
Porque há coisas que as palavras não dizem e as imagens gritam!

Parque Natural Terra del Fuego - Chile
Glaciar Perito Moreno - Argentina

(40 km's de extensão, 30 m de altura)
Torres del Paine
Parque Natural Torres del Paine
Torres del Paine - Argentina

(depois de uma subida demorada, a pique, com pés e mãos)

2005-02-21

Patagónia

Sábado de manhã, ainda mal acordada (poque é que os bébés não têm horário de fds?), RTP1, documentário sobre... a Patagónia.

Acordei logo.

Há viagens que nos marcam. E mais não posso dizer (eu tentei).

(Para breve umas fotos de fazer crescer água na boca. Para breve = assim que desencaixotarmos o scanner e eu me decidir a escolher 2 ou 3 fotos de entre as muitas que tenho nos álbuns)

(In)Utilidades para bébés

Com a perspectiva de uma viagem de mais de 300 Km's sozinha com a I., preocupei-me em antecipar todos os problemas possíveis. Armei-me com vários bonecos e 2 chuchas, porque a menina, quando se farta de qq coisa, livra-se dela com desprendimento (atirando-a fora com desprezo). E logo a seguir já a quer outra vez.

Pensei que seria boa ideia comprar uma corrente para prender a chucha, já que a que tínhamos deve andar perdida nos caixotes que faltam. Fui até uma farmácia (pq era o que estava mais à mão) e vim de lá com uma corrente, pouco convencida. Aquilo parecia corrente de boneca, com uma molinha minuscula.

A I., assim que lhe coloquei a corrente ficou logo com ar de "eh lá.. deixa lá ver o que é isto".

Ainda eu não tinha fechado a porta do carro, já ela estava a puxar energicamente pela corrente. 2 km's depois (se tanto) já ela agitava a corrente no ar (olé!). Quando se fartou (uns 20 km's depois), corrente (e por consequência chucha) foram lançados artisticamente para a outra ponta do carro.

Valeu-me a segunda chucha.

Filmes

Closer. Mais do que do filme, gostei da música, do Damien Rice.
Um longo domingo de noivado. Adorei. É daqueles filmes que nos fazem sentir bem.

Adoro ir ao cinema. (Não adoro o preço dos bilhetes)

Alma

Não me lembro de ter sentido isto na outra casa. Mas tenho-o sentido nesta.
Será que é porque a outra foi a primeira? E isso à partida já é suficiente?

Nesta casa ainda não me sinto completamente "em casa". É verdade que ainda nem tudo está arrumado, no sítio. Que tudo cheira ainda a novo, as paredes muito brancas.

Quanto tempo demora uma casa a ganhar alma?

2005-02-18

Hábitos

Na casa-de-banho aqui do departamento, o caixote do lixo junto ao lavatório sempre esteve à direita.

Hoje está à esquerda.

O caixote do lixo está vazio. No chão, à direita, amontoam-se papéis.

Somos criaturas de hábitos.

Ontem,

um amigo, um jantar e um filme.

Há pessoas de quem nos sentimos sempre próximos, mesmo quando passamos muito tempo sem as ver. Tenho dois amigos assim, na minha vida.

Ele

viu, e disse, sem saber, que não percebia. Ela pensou-o, mas não lho disse.

Não faz mal. Ela gosta dele assim. Diferente dela.

2005-02-17

Sempre

adorei crianças! Não vale a pena explicar como ficava com crianças pequenas por perto. Só visto.

Achei que quando tivesse um filho, ía ser diferente.. De facto, na maternidade, quando a I. nasceu, ignorei completamente os outros bébés (*vergonha*).

Agora, acho que estou ainda pior (se é que é possível..). Não há criancinha que não me apaixone, e qualquer infelicidade relacionada com crianças me deixa de coração nas mãos, apertadíssimo.

Lembro-me de ver na televisão uma cena (fictícia) de uma filha a ser roubada das mãos da mãe. Aquilo incomodou-me tanto que tive que mudar de canal. Foi quase fisico. Horrivel. (Ridículo..)

Alguém conhece alguma mezinha caseira que cure sentimentalismos_exacerbados_relacionados_com_crianças?

Facto deprimente, constatado ainda agora

Quis saber o cartaz num cinema perto de mim, e não sabia em que site procurar..

(O que é que aconteceu ao cinema2000?)
Numa praia, muitos primos, alguns tios, uma avó.

Adoro esta minha "família recente" e fico feliz por a I. ter o privilégio de crescer numa família assim!


Ontem

em casa de amigos, filho recente, esteve única..

Muito bem-disposta, dançou, abanou-se, riu-se, soltou gargalhadas, conversou, andou, gatinhou!
Tenho que lhe dizer para repetir, quando visitarmos os amigos sem filhos que andamos a aliciar, sem grandes resultados..

Eu bem aviso que ela depois, maior que todos, bate na malta toda, mas nem assim..

2005-02-16

Gostava

de ter uma profissão que me permitisse trabalhar com pessoas e não com máquinas.

Às vezes acho que já é tarde demais. Mas ainda não desisti da ideia.

Da TVCabo disseram

que iam fazer a instalação lá a casa entre as 14h e as 15h30. Não dá muito jeito, pensei, mas é um mal necessário.

Hoje aguentei a barriga a dar horas até as 13h45 e depois fui para casa.

Almoçei, fiz a cama, apanhei roupa, estendi roupa, tirei a roupa de uma ou outra mala, arrumei-a, desempacotei dois caixotes, arrumei a roupa passada a ferro, organizei as gavetas debaixo da cama, dei um jeito nas casas-de-banho, troquei o tapete do chão da cozinha.

Às 15h40 telefonei à TVCabo a reclamar que ninguém tinha aparecido. Cheguei ao meu trabalho às 16h.

E pronto, estão as queixinhas feitas.

Na casa nova

.. o sol nasce na sala e põe-se nos quartos.

Vou pedir ao sol para fazer ao contrário.

Agora

obriga-nos a comer às escondidas. É isso mesmo. Temos que nos ir enfiar na cozinha, a espreitá-la de vez em quando, a comer, ali, escondidos. Onde é que já se viu?

Não nos pode ver levar nada à boca. Larga o brinquedo, o que for, abre os olhos, a boca, estende a mão e desata a protestar (de forma bem audível, nos últimos tempos). Mesmo que tenha enchido a pança há dois minutos atrás.

Damos por nós a pedir fatias de pão nos cafés. Fita insistentemente os estranhos a comer (que ficam satisfeitissimos a pensar que os sorrisos e olhares são para eles. Não são, não, meus amigos. É a comida!).

Que é isto? Fome? Curiosidade? Inveja? :)

Prazeres

A I. adormece cedo e o M. ainda demora, nas aulas. A casa está silenciosa e fria. Preparo rapidamente qualquer coisa para comer e escolho um DVD.

Tenho caixotes para desempacotar, mas não me interessa. O M. diz que ando preguicosa, em tom de crítica. Faz-me sentir mal, talvez porque saiba que tem razão.

Por isso aproveito que ele não está. É quase como se fizesse às escondidas, e por isso sabe ainda melhor.

Ajeito as almofadas, puxo a manta. Ultimamente o que me sabe melhor fazer é não fazer nada.

2005-02-15

Grrrrrrrrrr........

Pelo menos na programação informática, um "on error resume next" atrapalha mais do que ajuda.

(perdoem-me os não informáticos, mas perdi uma data de tempo à conta daquela linha ali em cima, e tinha mesmo que escrever isto!!)

..

Escrevo este blog essencialmente para mim. Mas não posso dizer que não me importo com o que pensa quem o lê. Se assim fosse não faria sentido dar a oportunidade a quem passa de comentar.

Gosto de escrever o mundo aos meus olhos. E também gostava de ler o que pensam do meu mundo escrito.

Porque os comentários não dizem tudo e porque às vezes só dizem o agradável. E porque sou curiosa, sim senhor.

Para não me esquecer

* Chegamos a casa. Na garagem, o pai M. foge contigo e eu persigo-vos, em correrias tolas e espalhafatosas (espero que não chegue ninguém). Ris às gargalhadas, os 4 dentes à mostra. No corredor do andar corremos antes de entrar em casa. Umas vezes foges, outras persegues. Ris sempre, às gargalhadas, sem "pudor", porque ainda não sabes o que é.

* Quando acordas, ris muito. Porque só ver-nos ali é suficiente. Chego-me a ti, encostas a cabeça à minha, as mãozinhas numa carícia leve, tão rara. Bom dia.

Ensinas-me que a vida é simples.

Na rua

..o homem segue o cão. Pára antes da passadeira e grita-lhe: "Upa, upa!". A voz agressiva e dura, muito alto.

O cão fica atrapalhado, estaca, mas não sabe bem o que fazer. O homem repete, mais irritado e mais alto: "UPA, UPA!". O cão, hesitante, senta-se e levanta as patas da frente, a bola na boca.

O homem parece momentaneamente satisfeito, mas depois da passadeira, grita novamente: "Senta! Senta!".

Olho para trás, a I. também. O homem ainda grita ordens e o cão senta-se.

:(

Tenho

uma criancinha lá em casa que descobriu que pode usar as suas cordas vocais para conseguir o que quer (ou pelo menos tentar)!

Agora somos brindados com guinchinhos histéricos a torto e a direito, a saber:

* Quando estamos a comer e ela não - coisa que parece incomodá-la bastante.
* Quando está aborrecida
* Quando a mãe lhe desaparece de vista e ela está de mobilidade limitada (leia-se dentro da cama)
* Quando lhe mudamos a fralda
* Quando a tiramos do banho

(isto são só alguns exemplos)

A viagem casa-trabalho hoje, foi assim. Guinchos para todos os gostos.

Isto é uma fase, NÃO É?

(é para dizerem que sim)

2005-02-14

Fotografia

Sou um bocadinho obcecada pela fotografia.

Nas viagens, fotografo exaustivamente e com entusiasmo tudo o que me parece digno de guardar. Já constituo piada para os amigos. "Então, quantos rolos desta vez?"

É uma angústia que me guia o dedo. É como se tivesse mesmo que ser. Para aquilo que fotografo ser um bocadinho mais meu.

Quando não consigo a fotografia, fico a pensar nela. Com pena.

Valha-me o M. com a sua paciência infinita e reflexos rápidos. "Pára, pára, pára!!! Ai, tão giro ali!!!"

Depois existe a paixão pelos rostos. Pelos gestos, pelos pormenores. Pelo preto no branco e o branco no preto e todos os cinzentos entre um e outro.

O que eu gostava mesmo era de ser invisível. Era ter uma máquina fotográfica que focasse e disparasse à velocidade da minha vontade. Que me lesse o coração e fosse buscar aquele pormenor que me enterneceu.

O que eu gostava era de não esquecer nada, recordar tudo.

Era fazer pause's na vida. E ver, realmente.

Hoje

é dia dos namorados.

Eu tenho curso de dança contemporânea (*sorrisos* ) à hora de jantar. O M. tem uma apresentação para preparar.

Não sei se ligo muito ao dia dos namorados. (Mas é sempre uma boa desculpa para ir jantar fora. Se bem que com a enchente, mais vale escolher outro dia qualquer.)

2005-02-11

Sem título

(Eu sei que, por si só, aquilo já é um título. Mas, sei lá, faz-me impressão não pôr nada ali em cima. Desculpem-me a pequena divagação. Passemos ao que interessa (ou não).)

Há qualquer coisa de verdadeiramente deprimente, pelo menos para mim, em almoçar sózinha. É coisa da qual fujo a sete pés (sete ou mais), nem que para isso tenha que comprar uma revista qualquer que nem me apeteca muito ler.

Sim, porque almoçar sózinha, mas com qualquer coisa para ler, já é completamente diferente. E não tem nada de depressivo, muito pelo contrário.

Hoje, desiludida com as revistas que encontrei, fui comprar um livro. Tenho montes de livros em casa para ler, mas queria uma coisa leve, pequena, fácil.

Não me consegui interessar por nada. E já não é a primeira vez que me acontece. Percorri, devagar, os corredorzinhos todos, peguei nalguns livros, nada.

Acho que é qualquer coisa com as capas dos livros. Tudo me parece demasiado colorido, ou "cor-de-rosa", ou não sei. Tudo me soa a romance piroso.

Acabei por trazer uma versão de bolso do "Comedores de pérolas" do João Aguiar. Não é que a capa fosse particularmente atractiva, mas pelo menos já sei o que compro.

Devo ser um bicho mesmo estranho.

Ultimamente

tenho-me sentido pouco bonita. Falta-me tempo para mim.

Isto pode parecer vaidosice fútil, mas como eu nem sou assim tão vaidosa, acho que não deve ser. E se for também não faz mal.

Às vezes

.. dou por mim tão chata, tão chata, que me apetece dar dois estalos a mim própria em jeito de "acorda"!

(É nestas alturas que constato que o M. tem mesmo uma grande paciência. :) )

Bichinho das viagens

As promoções da TAP vieram escarafunchar a ferida das viagens.

Eu sou uma viajodependente. É das coisas que me dão mais prazer na vida. Desde que engravidei que não vou a lado nenhum. Quase 2 anos parada.

Estou a sofrer os sintomas de privação: dou por mim a pensar milhentas vezes nas viagens que fiz. Consulto o netviagens e o exit com uma frequência doentia. Pergunto a toda a gente o que fizeram/vão fazer nas férias. Folheio os milhentos albúns de fotos que tenho. Compro a Volta ao Mundo e afins.

E agora só me faltava isto.

Apesar de, aparentemente, a publicidade ser um bocadinho enganosa (parece que os 60€ não englobam uma quantidade razoável de taxas, mesmo as que normalmente já estão incluídas), as viagens estão realmente baratas. Ou menos caras.

A minha vontade era comprar uma para cada destino e passar o ano a conhecer capitais europeias. Quase sinto suores frios e tremores só de pensar. :)

Infelizmente, os dias de férias são reduzidos, o dinheiro este mês (e nos próximos) está a conta gotas e tenho uma filha que não me permite programar com 21 dias de antecedência uma data de viagens.

Sabem de alguma coisinha que possa tomar para matar este bichinho? Ou pelos menos deixá-lo meio atordoado, adormecido?

Obrigada desde já!

2005-02-10

Desculpem lá a estupidez,

.. mas alguém me explica, se faz favor, como é que se tira um escovilhão cheio de detergente e água de dentro de um biberon, sem me borrifar a mim e a tudo num raio de 2 metros?

Desde já, obrigada!

O carro

.. entrou na avenida principal a abrir, passou por cima da passadeira sem hesitar e continuou a grande velocidade, ao passar por mim.

Há pessoas com areia na cabeça, não há?

Pais e Filhos

Telefonei ao meu pai de manhãzinha, para lhe dar conhecimento de que vai "babysittar" a neta na Páscoa, enqt filha e genro vão passear.

Estava em casa por ordem do médico, depois de uma medida de tensão altíssima.

Os pais duram para sempre, não duram?

2005-02-09

Ler

Às vezes penso se a I. virá a ter a mesma paixão que eu tenho pelos livros.

De quando era miuda recordo muitas coisas, e os livros ocupam sem dúvida uma grande parte das lembranças.

Lembro-me de ler em todo o lado. A toda a hora. Das grandes lancharadas com o livro ao lado - há qualquer coisa de infinitamente agradável em comer a ler. Lembro-me da minha mãe a falar comigo enquanto eu lia, eu a dizer que sim a tudo e não ouvir nada. Lembro-me de ler às escondidas na cama, muito tarde, debaixo dos lençois, para ninguém ver. Lembro-me da carrinha que andava de aldeia em aldeia cheiinha de livros, da excitação quando chegava, das prateleiras cheias.

Lembro-me de todos os livros que li. Muitos mais que uma vez.

É quando somos miudos que é mais facil sonhar acordado, a ler. Acho eu.

Tenho os meus livros guardados para ela. Espero que goste deles.



Não resisto a deixar aqui um bocadinho da I. :)

Feitios ou inevitabilidades?

A I. já sabe o que quer, e, por consequência, o que não quer.

E quando não quer, não se inibe em o mostrar, para que não haja dúvidas.

E assim, temos:

Gritinhos.
Cabeça atirada para trás com dramatismo e ar insatisfeito.
Pés a bater no chão (ou no que estiver por baixo, às vezes sou eu)
Mãos e braços a abanar furiosamente.
Lágrimas, às vezes. Daquelas gordas, que rolam pela cara.

E mais nada.

Numa visita recente ao supermercado, com ela, mostrou-nos que já sabe pedir o que quer das prateleiras e fazer birras qd não lhe dão, ou lhe tiram depois de terem dado. E eu a pensar que isto só ía acontecer em lojas de roupa e brinquedos, daqui a algum tempo.

(Mais um motivo para evitar idas ao supermercado com ela)

E fico a pensar: isto será feitio? Isto seremos nós a falhar de alguma maneira?

Eh pá, acho que não. Em tudo o que diz respeito à I. temos tentado ir pelo equilibrio.. Não dar tudo nem tirar tudo. Às vezes dizer sim, e outras dizer não.

O que eu acho, e espero não estar errada, é que isto faz parte do crescimento dela. ( Ainda que o feitio possa dar uma mãozinha! )

E enquanto isso acontece, aqui estou eu. A levar pontapés, às vezes. A sorrir com o choro mimado que desaparece em segundos, quando distraída com uma coisa qualquer. A explicar numa lingua que ela não percebe que não pode ter aquilo e porquê. E outras vezes a ceder, a dar, a permitir.

A fazer figas para que dê certo.


2005-02-07

Ahhhhh! E..

.. a I. já está melhor!!

Já sorri, brinca, mexe-se muito e principalmente, come sem vomitar! :)

Agora só falta recuperar o peso que perdeu!! :)

Yupiiiiiiiiiiiiii!

Tantos livros e tão pouco tempo para os ler..

Fica aqui prometido que vou reservar um almoço por semana para mim e para um livro!


Coisas boas da vida

Lanchar com os amigos. Devagar.
Com tempo para ouvir e para falar.
Para comer e parar e comer outra vez.


2005-02-04

"Espera aí, pai, que eu dou uma ajudinha!!"

..

Estou chateada porque a I. vomitou de manhã, e não me apetece dizer nada.

Desculpem lá.

2005-02-03

Azul Mar. Azul céu.
Em Sagres faz sempre muito vento. O sol ofusca os olhos e o mar é a perder de vista.

Avós e viroses

Desde Domingo que tínhamos uma avó muito triste com a possibilidade de ter cozinhado para a neta qualquer coisa que lhe tivesse provocado esta onda de vómitos e afins.

Eu imagino a angústia, porque adivinho os mil cuidados que ela teve com a neta no fds!

Esta é uma avó do mais babado que há, que pedia netos há que tempos, que quando soube da notícia deu saltinhos e gritinhos histéricos, telefonou a mais amigas em 5 minutos do que eu telefonei em toda a gravidez, e a pessoa a quem eu mais ansiava por contar a notícia (mais até que aos meus pais), por saber que ía ser a que ía ficar mais feliz. (Ou pelo menos a que ía ter a reacção mais engraçada - como aconteceu!)

Ontem soube pela ama da I. que todos os miudos estão como ela. Imediatamente telefonei à avó, para lhe dar a notícia, e deixá-la, senão mais contente, pelo menos mais aliviada.

Obrigada avó, do fundo do coração, por gostares tanto da minha filha. :)

Andanças (ou gatinhanças?)

De cima parece ainda mais pequena.

Fica tão gira com as calças verde alface e a camisola azul clarinha. As botinhas minúsculas. A cabeça quase despida de cabelos.

Gatinha depressa na direcção da porta. Pára. Olha para a esquerda e depois para a direita, indecisa. Senta-se (a pensar?). Gatinha decididamente na direcção do pai, que fura a parede. À passagem pela casa-de-banho, no corredor, (porta aberta, luz acesa) detém-se curiosa. Espreita, mas não fica convencida.

Continua a gatinhar para o nosso quarto e depois para a casa-de-banho, de onde vem luz e o protesto da parede a ser furada.

Quando vê o pai levanta o braço e aponta (como quem pede).

Se já gatinha assim, só pode estar a melhorar.

2005-02-02

Coisas importantes

Quando fomos buscar a I. a casa da avó, a minha cunhada perguntou-nos o que tinhamos feito no fds, como quem espera relatos interessantes. A mim apeteceu-me rir muito.

Porque já tinha pensado nisso e porque as coisas que me fizeram gostar tanto do fds são aparentemente insignificantes e vulgares.

Ora vejamos:

* Adormecer a horas imprevistas, com o sono a chegar sem pressa, e eu a entregar-me sem preocupações de maior.
* Acordar quando bem me apeteceu. Acordar porque sim.
* Tomar o pequeno almoço sem interrupções.
* Tomar café e ler o jornal numa esplanada qualquer, ao sol.
* Almoçar num restaurante caro, por cima do mar. Devagarinho.
* Jantar fora tarde, num sítio barulhento e com fumo de tabaco à discrição.

O que realmente apreciei foi não ter ninguém em quem pensar a não ser em mim própria, e no M., que não precisa que o vista, ou lhe prepare comida.

O que gostei mesmo foi de recuperar um bocadinho da minha vida antes da I. Sem nada de especial, de mirabolante, de extraordinário, tão estranhamente simples.

Ser mãe "roubou-me" a possibilidade de fazer muitas coisas, mas permite-me obter um prazer que não adivinhava de coisas aparentemente banais.



A dois

Este fds foi o 1º sem a I.

Ficou muito bem entregue às babadíssimas avó e tia. Eu fui descansada e feliz. Não, não senti uma angústia terrível. Não, não passei o tempo a pensar nela. Não, não me arrependi nem um bocadinho. Pelo contrário. :)

A minha única preocupação era o bem estar dela e, felizmente, ela não estranhou a nossa ausência. Pelo menos não o suficiente para lhe roubar a alegria habitual. Que bom. :) :)

Como já disse, tenho uma filha independente. E eu própria me sinto como uma mãe independente, dentro do possível.

Porque acho importante e saudável ter momentos a sós com o M. Porque apesar de pais, continuamos a existir como pessoas com necessidades próprias. Porque somos um casal e precisamos de tempo para nós, para manter uma relação saudável e bonita. Porque para a I. ser feliz precisa de ter pais felizes. Apaixonados.

Um pelo outro, os dois por ela.


Um Ano Deles

Do pai, da mãe e do filho. Um ano contado pelas palavras do pai.

É, sem duvidas algumas, o meu blog preferido.

Tenho que dizer que me emociono sempre, que quase choro muitas vezes.

E já agora, ainda bem que o pai decidiu continuar a brindar-nos com os seus testemunhos únicos e inesquecíveis em Um Pouco Mais Dele.

Tinha que escrever este post!

A I. está doente..

Pela primeira vez, "a sério". Os meus dois últimos dias foram cheios de olhos tristes, choro baixinho e ausência de sorrisos.
Hoje deixei-a com o pai, muito molinha.

Espero que fique boa depressa.