2005-01-28

Tudo se resolve!

É isto que tento pensar quando surge uma contrariedade. Forço-me a pensar que daqui a algum tempo, a contrariedade que no momento me irrita até ao meu âmago, vai parecer insignificante, pequena.

E noto que vai resultando cada vez melhor.

Às vezes também me esforço por pensar em coisas muito chatas que felizmente não me acontecem, mas infelizmente acontecem aos outros.

Tenho de fazer este exercício porque sou uma pessoa um bocado mimada e que tem a sorte da vida lhe correr sem problemas realmente chatos.

Mas todos os dias faço um esforço para me tornar numa pessoa melhor. Valha-nos isso. :)
Amanha à noite vou estar por aqui..

Depois da I., qualquer programinha a dois me faz sentir aquela excitação de que já me tinha esquecido desde as noitadas nos tempos da secundária - quando convencer o meu pai a deixar-me sair à noite era tão difícil como convencer a I. a comer sopa quando não está para aí virada... :)


Comprei reproduções destes quadros para pôr na minha casa. São lindos!

Independência

Acho que a minha filha é uma criança independente e "desenrascada".

Desde sempre não estranha as pessoas e distribui sorrisos por todos. Fica bem com toda a gente, mesmo os que não conhece tão bem.

É claro que nos procura. Sente a nossa falta. Fica feliz quando nos vê. Graças a deus!! *sorrisinho*

Nunca chorou nem mostrou desagrado ou receio, desde o primeiro dia que a deixei na ama. Desde muito cedo, passou a saltar facilmente do meu colo para o da senhora e ultimamente, para o chão, dirigindo-se rapidamente ao caixote dos brinquedos.

Quando a vou buscar, dirige-me um sorriso radioso e gatinha na minha direcção, mas uns minutos depois troca-me pela brincadeira. Sem hesitações. :)

Ontem, quando o pai M. chegou a casa, estava a brincar com a cadeirinha das refeições (por brincar entenda-se tentar comer um autocolante que está-estava colado na cadeira). Quando ouviu a voz do pai, espreitou na direção dele e desfez-se em sorrisos. Abandonou a cadeira e dirigiu-se gatinhando vigorosamente na direcção dele.

Eu e o M. ficámos enternecidos e sorridentes, e acho que um de nós até exclamou "que queriiiiiiida!!".

Até que ela passou pelo pai e continuou na direcção dos brinquedos. *gargalhada*

Se me entristece ter uma filha independente? Nem um bocadinho!!

2005-01-27

Riscos e brincadeiras

Na casa nova temos soalho flutuante. Como risca muito, temos estado a colar protecções debaixo de tudo o que nos lembramos.

Um dos brinquedos preferidos da I. é o comando da televisão.

E as suas brincadeiras preferidas consistem em, agarrada ao sofá, percorrer com os dedos e a boca todos os pedacinhos do comando e a seguir mandá-lo para o chão. E apanhá-lo. E tudo isto num ciclo repetido o número de vezes que lhe der na real gana.

Eu ontem só me ria a vê-la nestes preparos e a lembrar-me do M. a levantar móveis e afins para colar as protecções.

Depois, cansada da posição vertical, colocou-se de gatas e gatinhou pela sala toda com o comando debaixo de uma das mãos. *sorriso*



Que friiiio...

Eu e o M. vamos passar o próximo fds a Sagres, só os dois, o primeiro d.i. (depois da I.).

Hoje de manhã na TSF: temperatura mínima absoluta registada em Sagres: zero graus.
Zero.




A I. gosta de...

brincar com as nossas pestanas. Com o dedinho indicador bem espetado, toca nas pestanas e ri-se muito. Começa por ser muito meiguinha e cuidadosa, mas depois entusiasma-se e vai de espetar o dedo no olho. Diria mesmo escarafunchar o dito.

Sabe especialmente bem quando a deitamos na nossa cama de manhã na esperança de dormir mais 5 minutos. :)

Birras para comer ao jantar

Ele há birras e birras, mas descobri que estas são aquelas para as quais tenho menos paciência. Nada feito.

Eu sei que ela àquelas horas muitas vezes já está cheia de sono.
Eu sei que ela deve preferir o biberon, muito mais fácil de "comer".
Eu sei que nem sempre temos o mesmo apetite.
Eu sei que ela é pequenina e para as crianças é preciso paciência.
Eu sei.

Mas também sei que, àquelas horas, depois de um dia de trabalho, não me apetecia uma birra dela.

Vale-me um pediatra que acha que se ela não jantar comida sólida não tem problema nenhum.

Ontem, depois de umas quantas colheradas comidas com alguma satisfação, ou pelo menos ausência de insatisfação, decidiu que já chegava. Deu uma sapatada no prato e despejou toda a sopa em cima dela, da cadeira, do chão.

Aquilo caiu-me mal. (*sorrisinho*)

Virei-me para ela, e disse (exactamente como me apeteceu dizer, sem respirar fundo, sem parar para me acalmar, sem comiserações de qualquer ordem) o nome dela, naquele tom que só as mães usam quando estão mesmo irritadas.

(É nestas situações que dá jeito ter dois nomes próprios, para dar mais enfâse à coisa. Mas à falta disso, o único nome próprio que ela tem serviu muito bem para o efeito pretendido.)

Disse-o com irritação, impaciência, com as letrinhas todas bem ditas, de forma prolongada. Não o gritei, mas disse-o de forma bem audível.

E ela ficou a olhar para mim, com os olhos grandes abertos, sem perceber. Pelo caminho aproveitou para brincar com a sopa que estava espalhada em cima dela. A boquinha aberta, o ar de "mas o que é que foi que eu fiz".

Algum tempo depois, já ela dormia, fiquei a pensar no espisódio. É claro que preferia não ter tido aquele pequeno descontrole. É claro que preferia ser uma mãe "sorriso sempre nos lábios carregadinha de paciência maternal". Mas não sou e sei que não posso sê-lo de um dia para o outro. Acredito que venha com a experiência. E não me torturo com isso.

Pena que a minha dentição já esteja completa e não possa justificar o meu mau-humor com um "devem ser os dentes".

2005-01-26

Ontem fui passar a vistoria na casa "velha", antes de entregar a chave. Demorei-me a olhar para cada divisão, a recordar depressa tanta coisa que aconteceu devagar. Apeteceu-me chorar, porque fui muito feliz ali. Adeus, casa.
 Posted by Hello

Mudanças e afins

Estou de volta. Depois de muitos caixotes, sacos e saquinhos!

Aqui fica o meu MUITO OBRIGADA ao nosso grupo de amigos fantástico! Tornaram a mudança mais fácil e sem dúvida mais alegre! :)

Somos pessoas com sorte..

2005-01-19

Férias

Dei-me agora conta de uma coisa.

Vou tirar 4 dias de férias. Vou passar os 2 primeiros a empacotar coisas para a mudança de casa. E os dois últimos a desempacotar as mesmíssimas coisas, na casa nova.

Com tanta coisa boa que há para fazer nas férias, valha-me deus.

A propósito da sangria bebida ao almoço

, lembrei-me do restaurante africano em Faro, onde havia a melhor sangria que bebi até hoje.

Aquela sangria bebia-se e trincava-se, porque tinha fruta esmagada. Sabia a canela. Bebia-se como se bebe um sumo, mas o efeito não era bem o mesmo.

Ai que saudades dos tempos da universidade!

Criancinhas

Uma das coisas que me confunde mais na I. é o facto de recusar coisas que aparentemente quer.

Quando tem sono, não quer dormir. Às vezes tem fome e não quer comer!

No que diz respeito ao comer então, é impressionante... Recusa uma colher de sopa que não provou, com um choro sentido, e no minuto a seguir, distraída com uma coisa qualquer, come a pratada de sopa toda, sem um ai.

E isto das distrações aplica-se a quase tudo.

Por exemplo: a I. adora o banho, mas detesta o pós-banho. O que ela gostava era de, nuazita, cavalgar pela cama, fazer chichi no edredon, roer a fralda, sentar-se, atirar-se aos cremes, mandar-se da cama abaixo. Mas com uma distraçãozita e mtos cabelos arrancados, a coisa até corre bem.

Ontem, depois do banho, consegui pôr-lhe a fralda com um relógio, barrá-la de creme com uma flor seca perdida do resto do arranjo, vestir-lhe o body com um elástico partido e o resto do pijama com uma pulseira colorida.

Consegui dar-lhe a sopa com um porta-chaves e um brinquedo barulhento.

Ser mãe exige muita paciência e também muitos relógios, elásticos, comandos, porta-chaves, livros, telémoveis, canetas, borrachas, anéis, brincos, guardanapos, bisnagas de creme, frasquinhos de soro fisiológico, desodorizantes, escovas de dentes, despertadores ...


2005-01-18

No início do final da tarde..

.. começo com o coração aos pulinhos. Vou buscá-la. Falta pouco.

Quando saio daqui, vou quase a correr. Toco à campaínha do prédio com um sorriso parvo de antecipação. Assim que a ama abre a porta, quase nem olho para ela, fujo para a sala.

E lá está ela.

Ao início encontrava-a na cadeirinha, a olhar para tudo.
Algum tempo depois, no ginásio, a brincar com os bonecos pendurados em cima dela.
Depois, quando começou a rebolar, virava-se de barriga para baixo, a brincar com tudo.

Agora encontro-a sentadinha, ao pé dos outros bébés mais velhos, numa quase brincadeira conjunta. Ou então de pé, agarrada ao caixote dos brinquedos.

Desde sempre, recebe-me com um sorriso. E mais não posso dizer, nem explicar. Não vale a pena, não seria o suficiente.

É daquelas coisas que só se sentem.

Às vezes..

gostava de ser capaz de fazer uma data de coisas, para não ter que gastar um $ a comprá-las já feitas e bem diferentes daquilo que idealizava..

A saber:

1. Tricotar camisolas e gorros e cachecóis para mim e para a I.
2. Fazer capas para as minhas cadeiras, com tecidos escolhidos por mim. E uma forra de tecido para a cabeceira da minha cama. Cortinados. Capas de edredon.
3. Fazer móveis (estou para mobilar o quarto da I. ......). Mas fazê-los do princípio ao fim. Desenhá-los, cortá-los e pintá-los (e mais coisas terminadas em "á-los")

E agora não me lembro de mais nada.

Na casa nova..

..vemos o Mar. Ou o rio. Não sei bem onde um acaba e começa o outro. Temos janelas grandes que deixam entrar muita luz, na casa toda.

Temos mais espaço. Para nós, para ti, para os amigos, para a família. Para pensar noutro filho.

Foi tudo escolhido por nós, desde o pormenor mais ridículo, como os interruptores, ou as torneiras de corte de passagem de água.

Na casa nova vamos ser muito felizes. Talvez até mais do que temos sido até agora.

Prometo-te. "Prometo-nos" (a ti, ao pai e a mim).

2005-01-17

... qualquer coisa parecida com Medo.

A I. costuma beber o último biberon da noite já a dormir. Levanto-a da cama e sento-me com ela. Às vezes nem desperta, outras vezes faz uns barulhinhos, mas raramente abre os olhos, sequer.

Uma destas noites ela devia estar com mais fome, e, assim que nos sentámos, abriu a boca para deixar cair a chucha e procurar o biberon. Mas fê-lo com urgência, com quase desespero.

Aquilo enterneceu-me tanto e, ao mesmo tempo, assustou-me. Muito. Não sei explicar. Foi a fragilidade dela, o estar/ser tão vulnerável. O precisar tanto de mim.

O eu já precisar tanto dela.



2005-01-13

"Revisão" da I.

Fomos ao pediatra. A descontração do costume. Tudo bem com a menina: 71 cms e 8500 Kg.

Não temos que nos preocupar se não quiser a janta (bebe o leite).
Pode começar a comer tudo o que nós comemos à excepção dos habituais chocolate, morangos e afins .
Mais uma vez nada a fazer com as ranhoquices (que agora até estão melhor).

E não me ocorre mais nada, a não ser a aprovação do pediatra em relação aos pais passarem uns dias sem a menina ("quanto mais cedo melhor"), e a desdramatização em relação a levá-la a um restaurante de vez em quando (desde que não se abuse do tempo a passar lá).

Fixe!

A I. gosta de ..

.. dançar, às vezes, quando ouve música. O que eu acho mais engraçado é que o faz muitas vezes com um ar sério e compenetrado. :) Como se se tratasse de uma coisa muito importante!

E não é?

(In)Utilidades para bébés

Mãe que é mãe (e pai que é pai) tem, quase de certeza, uma lista (+ ou - extensa) de coisinhas compradas com a melhor das intenções, e que depois se constata que servem para pouco mais que aliviar a nossa carteira e ocupar espaço.

A nossa última foi um espelhinho para colar no vidro da frente do carro e observar a I. na sua cadeira de "crescida".

A intenção é das melhores, claro.. Desde que ela foi para o banco de trás que, qd está demasiado calada ou demasiado barulhenta, das duas uma:
ou me viro para ela, e de novo para a frente, o mais rapidamente que consigo, ou então entorto o retrovisor todo, metade a apontar para a estrada e outra metade a apontar para a I.

É claro que qualquer uma das duas prácticas me parece pouco segura.. E, por isso, agora temos o espelhinho colado no vidro.

Quando olho para o espelho acontecem duas coisas:

1. Vejo-me a mim própria, testa e olhos enormes, boca minúscula, nariz distorcido, a ocupar praí 70% do espelho.
2. Vislumbro a I. lá atrás, como se estivesse sentada num carro muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito comprido. Às vezes nem percebo se os olhos estão abertos ou não.



Casa nova

Primeiro foram os telefonemas da administração a queixarem-se da sujidade nos elevadores e na entrada do prédio.
A seguir os azulejos que vieram enganados.
Depois foi o telefonema da vizinha da frente, que tem a casa de banho paredes meias com a nossa, a relatar, desgostosa, os vidros com mais de cem anos, partidos no chão :(.
Depois foi o canalizador que não fez nada do que queríamos.
Depois foi o ladrilhador, um trapalhão de primeira, que usou a cola errada e, na segunda tentativa, colocou a pastilha toda torta e desencontrada.
Depois foi o interruptor colocado num sítio incompreensível, a furar o último azulejo da caixa.
Depois foram os móveis da cozinha que não cabiam na cozinha.
Ainda o lava loiça que não cabia no móvel.

Etc, etc....

E entre isto tudo, telefonemas, idas à casa nova, compra e escolha de novos azulejos, refilices, e muita chatice.

Como diria o meu pai, no seu tom gozão: "que mais nos irá acontecer?!"

2005-01-12

Felicidade é..

..acordo de manhã. Ela choraminga, de pé, na cama. Levanto-me cheia de sono. Quando me aproximo, ela estende os braços. Pego-lhe ao colo e ela abraça-me, com a cabeça no meu ombro, e os dedinhos a puxarem-me o pijama. Depois olha para mim, ri e passa-me a mão na cara! E abraça-me outra vez.

Adoro os abraços apertados e meigos dela.

Alguém perguntou, quando viu: são bichos? :) Posted by Hello

Tenho saudades de me sentir assim.. :) Posted by Hello

2005-01-11

Saldos

Ontem a I. adormeceu cedo, e eu resolvi esquecer o empacotar da casa por uma noite e dar um saltinho aos saldos. Porque a I. precisa de roupa e a mãe também.

As últimas vezes que comprei roupa para mim, ou estava grávida, ou a I. tinha acabado de nascer e nada me servia. Tinha mesmo de ser.

Ontem foi a constatação de um facto que eu já pressentia. Não tenho a minima paciência para compras. Com tão pouco tempo livre para mim, a última coisa que me apetece é gastá-lo em lojas cheias de roupa desarrumada, muita gente, filas para experimentar, para pagar, e o diabo.

Saí do CC o mais rápido possível, frustrada pelo tempo perdido e a desejar chegar a casa, dar um beijinho à I. que dormia e beber um chá.


2005-01-10

Quadrado

A I. tem na sala um espaço para brincar, um quadrado feito de quadrados mais pequenos. Porque o chão é de tijoleira, frio, e duro. Em cima do quadrado a mãe põe brinquedos, almofadas, comandos de televisão e telemóveis (estes últimos em desespero de causa).

O quadrado existe para ela ter um espaço dela, para ficar mais quentinha, segura e limpa. A mãe fez um quadrado tão grande quanto a sala e os móveis lhe permitiram.

Mas a I. acha o mundo fora do quadrado bem mais interessante! :)

(Um dos motivos pelos quais me quero mudar quanto antes para a casa nova, é precisamente este. Lá o chão é de madeira, menos frio, e não preciso de meter a I. em quadrados, seja qual for o tamanho deles.)

Knoc, knoc!!

Tá aí alguém? :)

2005-01-07

O fim-de-semana e todo o tempo que achamos que ele tem

Passo a semana toda a fazer planos para o fim-de-semana. Sei de antemão que não vou concretizar a maior parte deles.. Mas isso não faz com que, semana após semana, não chegue à sexta-feira felicíssima com tudo o que decidi fazer.

E cá está a dose para este fds:

* empacotar o que resta da sala
* tentar comprar as últimas coisas que faltam na casa nova
* brincar muito com a I.
* ir passear com o M. e a I. à praia
* ver um filme
* fazer uma tarte de maçã
* dormir até mais tarde, se a I. deixar

Vai ser liiiiiiiiiiiiiiiiiindo!

Preparação para ser mãe

Ontem estive quase uma hora com a I. ao colo (porque a alternativa era deixá-la gatinhar numa casa em obras).

Quando finalmente a passei ao M. doía-me o corpo todo. Mesmo.

Dei por mim a pensar que o curso de preparação para o parto não devia ter sido a única preparação que fiz para ser mãe.

Assim, de repente, outras coisas que me ocorrem:

* Uma preparação fisica intensiva (levantamento de pesos, por ex)
* Um curso de yoga para aprender a relaxar nas situações mais extremas
* curso de culinária para bébés

:)

No ano novo tenho de

Fazer jantar mais vezes.
Tomar pequeno almoço mais vezes.
Organizar as compras no supermercado.
Arranjar tempo para ler.

Facto Inegável Constatado Ainda Agora

Comprar calçado para bébé a apertar com velcro significa que os pais têm menos trabalho a calçar o bébé e que o bébé tem menos trabalho a descalçar-se a si próprio.

Hoje

.. não me pronuncio acerca deste vir a ser ou não um bom dia, para não dar azar!!

2005-01-06

Ontem à tarde

.. quando chegámos a casa, entre o mudar de fralda e o dar banho, eu e a I. brincámos na minha cama (leia-se minha e do M.).

Ela estava de casaco às riscas colorido e de collants cor-de-rosa. Uma manchinha colorida a sentar, deitar, rebolar, subir para cima de mim, descer, mandar-se para o outro lado.

Soltava uns gritinhos de entusiasmo pelo meio e às vezes parava, a cara em cima da minha, as mãos a esmagarem-me o peito. Abria muito a boca em sorrisos, os dois dentes recentes à espreita em baixo, a baba a escorrer. Depois atirava-se (literalmente) em beijos molhados para cima de mim. Nos olhos, na testa, na bochecha, onde calhasse.

A minha cara e cabelo cheios de baba e ranho.

Que bom.

A I. e o avô. Que ternura!! Posted by Hello

Bom dia!

E hoje vai ser de certeza um bom dia porque tenho tudo na minha vida para que isso aconteça e hoje não me vou chatear com coisas insignificantes. Tá prometido!

2005-01-05

Exageros

Há dias descobri numa pastelaria aqui perto uns scones muito bons.. Desde então, sempre que tenho fome ou vontade de comer (que não é necessariamente a mesma coisa) lá vou eu comer um scone.

Já não é a primeira vez que isto me acontece, claro. Apaixonar-me por um bolo qualquer e depois comer sempre aquele, muitas vezes, até que um dia deixo de conseguir sequer pensar nele, quanto mais comê-lo.

Às vezes também me acontece com músicas. Abro o winamp só com aquela música e ali estou eu o dia inteiro a ouvir, e no dia a seguir, e no outro.

E pronto, apeteceu-me dizer isto, não sei muito bem porquê.

Quer dizer, até sei.. Apeteceu-me um scone!!

No ano novo tenho de

..arranjar algum tempo para não fazer nada, nem coisa nenhuma. Um dia, talvez. Depois da mudança de casa. Perde-se um dia de férias mas ganha-se muita coisa.

Ontem à noite..

Descobri-me sem paciência para aturar a luta da I. contra o sono, e o pai que tinha que estudar é que as pagou (shame on me)..
Fiz o leite para a I. e nem reparei que não sobrou practicamente nada para hoje de manhã..
Esqueci-me de cozer fruta para a princesa comer hoje.

Acham isto normal???

E ainda passei a noite deitada no sofá a ver televisão, porque não tinha caixotes para encaixotar as coisas para a mudança. (O que me soube imensamente bem!)

:)

2005-01-04


Café! Ontem (re)descobri uma maneira de me sentir menos cansada e com mais paciência à noite. Uma chávena de café. Fiquei super desperta, e era meia noite e estava fresquíssima a fazer sopas para a I. e a pendurar roupas minúsculas e coloridas na corda. Valham-nos estas ajudas! :) Posted by Hello

Açores - S. Miguel, numa viagem que parece ter acontecido há muiiiiito tempo..  Posted by Hello

Viagens

Hoje cheguei ao trabalho e tinha a newsletter do netviagens e do exit. *Ai*! Que saudades de viajar!

De repente estavamos todos a falar de viagens, das que fizemos, das que vamos fazer.. E eu cheia de vontade de fazer malas e partir. Nem que seja um fim-de-semana numa capital europeia, 2/3 dias...

Mas está tanto frio para levar a I. :

É nisto que me custa mais a maternidade. :) A ver vamos!

2005-01-03

Apoio

O M. não partilha da minha mania de escrever a respeito de tudo e mais alguma coisa. Eu acho que ele nem sequer acha muita piada ao que eu escrevo. Quando decidi criar este blog, achei que ele ía achar uma idiotice (e se calhar achou mesmo). Mas quando o questionei acerca do assunto, ele disse que achava bem, já que eu gosto de escrever.

Fiquei contente, pq estava à espera de uma piada, ou qualquer outro comentário menos "positivo".

Acho um bocado estúpido sentir necessidade de apoio nas coisas que me fazem feliz. Se é uma coisa que me faz sentir bem, por mais estapafúrdia que seja (dentro dos limites do razoável, óbvio), porque não?

Mas eu sou assim. Às vezes sinto uma necessidade parva de "aprovação".

Neste caso até acho compreensível. Ele é a minha "cara metade", gosto de sentir que ele me compreende, que está do meu lado.

Mas nem sempre é esse o caso..

Resolução para o ano novo: preocupar-me menos com o que os outros pensam.

Ano novo

Quando soou a meia noite houve quem chorasse, quem risse e todos nos abraçamos e desejamos um óptimo ano novo. Muitos disseram "um ano de 2005 melhor que 2004". Eu dei por mim a pensar que com um ano de 2004 tão bom, não me parece razoável pedir um ainda melhor para 2005. É quase como se fosse pedir demais, como se fosse desdenhar de toda a felicidade que o ano anterior me trouxe.

E percebi, mais uma vez, que sou uma pessoa com mta sorte.

Começo

Aqui fica o princípio de qualquer coisa que ainda não sei bem o que é ... Como tudo na vida, o melhor é o que surge sem grandes planos, de surpresa, aos poucos..

Pode ser que seja assim com este blog.

Chega com o ano novo, porque me parece que esta é uma boa altura para começar! :)